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| PORTISHEAD A Higher State of Mind N�o h� muito que possa dizer sobre os Portishead. Simplesmente porque da sua m�sica nada deve haver a dizer, mas apenas a sentir. � exactamente disso que se trata, de sentir. Sentir algo profundamente intenso que n�o se sabe dizer nem justificar, mas que � capaz de nos comover at� �s l�grimase de nos fazer sentir que todod o mundo � belo e azul, e que todos os dias s�o frescos como a brisa matinal junto ao mar... Isto � o que tenho a dizer ent�o. Pura poesia. Pura magia. Pura Beleza. � o que nasce de cada som, de cada ritmo, de cada verso, de cada palavra... Algo t�o delicado e t�o refinado que n�o se limita a entrar-nos no ouvido, mas � como se nos penetrasse pelo corpo todo em direc��o � alma... Portishead � a personifica��o da Essencia. H� uma ess�ncia que se sente, uma aura musical digamos, que nos envolve de tal forma que mergulhamos num estado mental mais elevado certamente... Ser� certamente como ouvir o canto das sereias e ficar t�o fascinado que se cr� nada mais existir sen�o aquilo. Sobre Beth Gibbons... Qual � a voz dos anjos? E s� poderia falar de uma m�sica: Roads. Pura e simplesmente Roads. Toda a minha alma azul e cinzenta est� dentro dessa m�sica, e fingindo agora que canto baixinho, ofere�o-a ao meu amor... :) |
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FIONA APPLE A Vida � uma Mar� When The Pawn Hits The Conflicts He Thinks Like a King What He Knows Throws The Blows When He Goes To The Fight And He'll Win The Whole Thing 'Fore He Enters The Ring There's Nobody To Batter When Your Mind Is Your Might So When You Go Solo, You Hold Your Own Hand And Remember That Depth Is The Greatest Of Heights And If You Know Where You Stand, Then You'll Know Where To Land And If You Fall It Won't Matter, Cuz You'll Know That You're Right. O t�tulo no m�nimo conclusivo do �lbum mais recente de Fiona Apple. Transborda de for�a vital, de uma energia extremamente humana, e � isso que � extraordin�rio - como se n�o houvesse algum sentimento que ficasse esquecido. J� no �lbum primeiro, Tidal, era sentida esta mesma tens�o emocional cirada entre a m�sica vinda do cora��o do Jazz e as letras arrepiantes, vibrando em pura ess�ncia de sentir as palavras... Shadowboxer e Carrion s�o de uma dureza tal, que chegam quase a fazer-nos sentir a Dor que nelas vive. S�o m�sicas fort�ssimas, extraordinariamente profundas, para uma jovem de 19 anos que se estreava no mundo da m�sica. When The Pawn n�o se limita a "continuar". � uma nova p�rola que nasce por m�rito pr�prio e que indubitavelmente revela uma Fiona Apple muito mais amadurecida, com a sua voz fabulosa muito mais segura de si, muito mais mulher que menina. � sem d�vida um �lbum mais art�stico e mais duramente real, e foi isto que desde o in�cio me fascinou - poder encontrar-se pura Beleza em algo que faz verdadeiro sentido.... |
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| BJORK Um frasquinho cheio de Lava Esta �, por excel�ncia, a criatura que mais me fascina no mundo da m�sica. Muitas vezes refiro-me a ela como uma "musa", porque de facto a m�sica que ela cria inspira-me. Em todos os sentidos. � como se dentro de si se fossem desdobrando infinitos mundos fant�sticos, bizarros, fascinantes, como contos de fadas da era p�s-moderna. Bjork � uma criatura verdadeiramente surpeendente, surgindo sempre quando menos de esperas com novas [re]cria��es da sua pr�pria personalidade art�stica, nunca tendo escolhido verdadeiramente para si uma imagem - pode quase dizer-se que a sua imagem � meramente a do ins�lito, do inesperado, envolvido em ambi�ncias extremamemente cibern�ticas, dando-lhe o aspecto de um pequeno monstrinho simp�tico, h�brido de humano e m�quina... Debut � o seu �lbum mais suave, e possivelmente o mais harmonioso, mas possui j� a caracter�stica que mais admiro, que � a viol�ncia e a intensidade emcional de que se encontram impregnadas todas as letras. Violently Happy � um excelente exemplo. Entre os suced�neos Post e Telegram, provavelmente apontaria o �ltimo como o melhor �lbum da Bjork at� agora - � mais estranho, mais profundo, e ao mesmo tempo que � certamente mais obscuro, � tamb�m de um exotismo absolutamente agrad�vel. Homogenic � talvez o �lbum mais forte a n�vel de comunica��o emcional, est� como que carregado de tens�o e ramifica��es nervosas, sempre exultando a sensibilidade mais intensa... Como se ela fosse verdadeiramente um vulc�o em permanente erup��o. E � certamente em m�sicas como J�ga ou Allarm Call que explode essa grande f�ria de sentir que tanto a caracteriza... E vemos por fim uma Bjork mais sombria em Dancer In The Dark, numa banda sonora ao seu n�vel, enigm�tica e obscura, mas que vale a pena ouvir... |
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| BAUHAUS O eterno voo do Morcego Os Bauhaus s�o e sempre foram uma banda de culto. Culto de qu� � que n�o se sabe muito bem, mas tamb�m n�o � isso que importa verdadeiramente. Surgiram numa �poca sombria e obscura da m�sica dos anos 80, com uma ambi�ncia classificada como "G�tica", mas o pr�prio grupo sempre rejeitou as etiquetas, prezando a sua pr�pria individualidade e imagem original. Surgiram pretendendo proporcinar � m�sica algo de inovador que acontecesse, assumindo a postura convicta de "m�sica como forma de express�o art�stica". Absorveram o seu nome da escola de Artes e Design alem� do in�cio do s�culo XX porque queriam que a est�tica minimalista da simplicidade e do equil�brio prevalecesse tamb�m na sua pr�pria atitude. O resultado foi n�o s� na adop��o de toda uma teatricalidade muito criativanas performances, que incluia a encena��o de diversos universos obscuros, a preval�ncia do preto e do branco mesmo na ilumina��o dos palcos e no seu pr�prio vestu�rio, mas essencialmente a cria��o de uma sonoridade muito particular que lhes valeu o t�tulo de fundadores de uma gera��o muito espec�fica. Bela Lugosi's Dead foi a m�sica com que se estrearam e que permanece at� hoje quase como um mito, um verdadeiro hino para os chamados "g�ticos". Sombria, melanc�lica, mas extremamente fascinante. Como todo o restante percurso, enigm�tica e magn�fica. |
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| NICK CAVE Uma Breve Hist�ria From Her To Eternity � uma m�sica emblem�tica dos primeiros tempos de Nick Cave com os Bad Seeds, em que enterrava os dedos no �mago do amor � procura n�o de reden��o, mas de ref�gio - uma tentativa de auto-exorcismo. No in�cio, n�o h� qualquer �ndice de transcend�ncia das letras de Nick Cave, sendo o seu car�cter o da incerteza e da confus�o, sempre inconclusivas. Nick Cave passa ent�o por uma fase de projec��o mais pessoal da sua pr�pria intimidade para as letras que escreve no �lbum The Boatman's Call. Mas � apenas j� mais recentemente, com Murder Ballads, que creio que Nick Cave chega ao auge das suas potencialidades como cantor-compositor, ao revelar em cada letra a cria��o de personagens quase m�sticas e cen�rios extremamente melodram�ticos, impregnados frequentemente de um intenso humor negro. � como se este �lbum fosse novamente uma esp�cie de exorcismo de todas as obses�es e devaneios obscuros que vagueavam pela mente de Cave desde que come�ou a escrever. Can��es como Henry Lee, The Kindness of Strangers ou ainda Where The Wild Roses Grow s�o nitidamente "can��es de morte", como narrativas fict�cias de emo��es extremamente macabras em mundos onde tudo est� mal, e onde o �nico escape parece ser a morte. Este car�cter bizarro das hist�rias contadas nas m�sicas de Nick Cave � que julgo que as embuem de encanto e fasc�nio, como se nos impelissem a imaginar verdadeiros dramas. E esta caracter�stica est� j� presente desde os tempos de The Mercy Seat, provavelmente a minha m�sica preferida de Cave, em que o confronto entre o valor da Vida e da Morte � t�o intenso que chega a arrepiar... |
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| Twin Peaks Questions in a World of Blue... Est� aqui incluido porque � simplesmente a minha banda sonora preferida. Nunca a m�sica conteve t�o plenamente em si a ess�ncia de uma hist�ria, � o que acho. Os sons, os ritmos, as cores, as evoca��es, os devaneios... tudo nos envolve em melancolia profunda como se uma sombra nos apertasse por dentro... Como se Laura Palmer existisse mesmo e estiv�ssemos n�s a carregar o peso da sua Dor... Mas esoterismos � parte, David Lynch e Angelo Badalamentti fazem uma dupla bastante criativa, criando sempre mundos de absurdo e fant�stico extremamente fascinantes. Em especial Falling (vol. I) e Questions in a Worlds od Blue (vol. II). |
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| ANT�NIO CARLOS JOBIM Quiet nights of quiet stars... Tr�s m�sicas seriam o suficiente para mencionar aqui Jobim: Insensatez, Corcovado, Garota de Ipanema. Mas a verdade � que ele est� aqui por todas as m�sicas. Cuirosamente, foi com ele que senti vontade de despertar para o jazz. Descobri uma p�rola maravilhosa, que � o seu songbook cantado pela Ella Fitzgerald. Nunca o ritmo da melancolia tropical me pareceu t�o belo. � como o canto fresco de �guas l�mpidas a escorrerem montanha abaixo numa manh� azul de Ver�o... � como deixar-me invadir por cristais cheios de cor, que v�o preenchendo infinitos espa�os guardados para a poesia. Jobim � essencialmente isso, poesia. Poesia nas letras, mas essencialmente na m�sica. Insensatez ser� provavelmente o mais belo poema escrito sem palavras. ...eu sei que eu vou te amar por toda a minha vida eu vou te amar a cada despedida eu vou te amar desesperadamente eu sei que eu vou te amar... |
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| Sugest�es | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Bj�rk, Vespertine Anja Garbarek, Smiling & Waving De-Phazz, Death by Chocolate Tindersticks, Can Our Love Ella Fitzgerald, Ella sings the Antonio Carlos Jobim Songbook Bossa Tr�s Jazz, When Japan meets Europe Nick Cave, No more shall we part Kruder & Dorfmeister, Conversions Saint Germain, Tourist Diana Krall, The look of love Lemongrass, Windows Lamb, Fear of fours Bj�rk, Selmasongs Bauhaus, The BBC Sessions Peter Murphy, Love Hysteria Macy Gray, On how life is De-Phazz, Godsdog Adriana Calcanhotto, P�blico Ella Fitzgerald, Love Songs David Bowie, Outside Morphine, Good Beck, Mutations Einst�rzende Neubauten, Silence is sexy Goldfrapp, Felt Mountain Massive Attack, Mezzanine Tricky, Nearly God Lost Highway, Original Soundtrack Pulp Fiction, Original Soundtrack The The, Dusk Portishead, Glory Times (canadian edition) David Bowie, Black Tie White Noise Fiona Apple, When the pawn... Nick Cave, Henry's dream Miles Davis, Kind of Blue Morcheeba, Fragments of Freedom Transatllantik Lounging, Vol. 4 Tosca, Suzuki The Jon Spencer Blues Explosion, Acme Radiohead, Amnesiac * * * Miles Davis John Coltrane Cassandra Wilson Stan Getz Jo�o Gilberto Lisa Ekdahl Roni Size Dead Can Dance Proppellerheads Air Daft Punk Cocteau Twins Zero 7 Sparklehorse Mazzy Star Ronny Jordan Homegrown This Mortal Coil Depeche Mode Jefferson Airplane 4 hero Peace Orchestra Pizzicato Five United Future Organization Nightmares on Wax Peace Orchestra Naked City ... |
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