| Arte Nova | ||||||||||||||
| �[...] o fasc�nio pelo movimento, que entretanto atingira todos os sectores da vida quotidiana. Perante a acelera�o crescente do tr�fego, da efici�ncia das m�quinas e das possibilidades da ac��o humana ningu�m p�de ficar indiferente. A reprodu��o fiel deste elemento din�mico era o interesse priorit�rio do cinema enquanto a sua sublima��o est�tica constitu�a a ambi��o essencial da Art Nouveau.� A quest�o que se p�e � pensar se realmente a Arte Nova acompanhou o nascer da Modernidade, muito antes de se falar sequer em Futurismo/Modernismo. Estamos a falar num contexto hist�rico p�s-Revolu��o Industrial, fins do s�culo XIX. J� se abandonara a concep��o da Arte como mero prazer est�tico, em que a habilidade t�cnica era a maior evid�ncia de mestria art�stica. Em breve se passou a vulgarizar tudo o que era industrial, mec�nico, em suma, moderno. Mas como todo o progresso, tamb�m isto foi uma faca de dois gumes, j� que tamb�m em breve as pessoas come�avam a desagradar-se da falta de beleza dos novos objectos que povoavam o mundo moderno. Eram feios, rudes, mal acabados, e cresceu uma intensa necessidade de recuperar as formas harmoniosas e atractivas para as coisas. |
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| Victor Horta, "Casa Tassel" | ||||||||||||||
| � dentro deste contexto que surge o movimento Arts & Crafts, associado � Arte Nova. O leitmotiv � basicamente voltar a tornar as coisas "bonitas", agrad�veis � vista e ao toque, e essencialmente reflectindo todo o glamor de uma nova vida cheia de luxo e requinte. Pode dizer-se at� que a Arte Nova esteve na base do princ�pio do design. O que vemos ent�o surgir � um gosto fren�tico pelo movimento, pelo ritmo das formas que comunica o ritmo cada vez mais acelerado da vida moderna, com o barulho dos primeiros autom�veis, a marchadas locomotivas, e corpos transeuntes em constantes travessias. � um reflexo da vida urbana, acima de tudo. � claro que a Arte Nova tem um car�ter fundamentalmente decorativo, mas era precisamente disso que se tartava - a Arte em surge sempre como resposta �s preocupa��es essenciais de uma �poca, e o fim do s�culo XIX apelava precisamente a um enriquecimento de tudo o que devia aprazer ao olhar. A profus�o de ornamenos � impressionante, mas a sua extrema simplicidade org�ncia torna-os fascinantes. Podemos pensar, por exemplo, no Metro de Paris, ou na Torre Eiffel, ou mesmo na Ponte D. Maria no Porto... Tudo retratos da mesma �poca, da chamada "arquitectura do ferro", em que tudo s�o exemplos de for�a, dinamismo, e essencialmente poder est�tico. Este texto n�o pretende ser educativo, nem muito menos informativo. � apenas uma breve reflex�o, em contexto hist�rico. Porque gostaria de pensar que cada pessoa pode ter a sua pr�pria consci�ncia da Hist�ria, e nomeadamente da Hist�ria da Arte, e como tal apenas introduzo dados para que se questione se de facto o Futurismo n�o trouxe nada de novo quando no seu manifesto publicam as palavras de exalta��o da m�quina, da ind�stria, do movimento... A �nica diferen�a verdadeiramente s�lida ter� sido a da morfologia da express�o - a Arte Nova manteve-se sempre figurativa e de orienta��o org�nica, enquanto o Futurismo apenas se limitou a tornar-se abstracto. |
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