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Canto Universal
Por onde anda
este meu verso
que num soluço imito
emito
e grito?
Por que esferas do infinito?
Por que mundos do espaço sideral
da humanidade?
Que de repente volta a mim como
um foguete
e desnuda o tudo-nada de se ser
E me precipita para o meu
encontro
com todos os homens?
Por onde andou este meu verso
que me fez voltar
para a raiz profunda do não ser
e ajoelhar-me pequenina
diante do que poderia ter sido?
Ayda
Bochi Brum
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