A Drummond

Itabira bem amada,
Terra boa...prometida
não  de Abraão
nem de José e de Maria,
mas de Carlos Drummonzinho
 que quis ser “gauche” na vida
e foi forte e teve orgulho
e foi de ferro e amou
e sofreu por diversão.
E no meio do caminho viu a pedra,
triste pedra,
doce pedra,
pedra ou pedrisco,
pedrinha,
pedregulho, pedegrão
que não pode carregar
e ficou marcando a história
bem no meio de caminho.
E agora, Drummonzinho?
Que faço eu, tão poeta,
tão de barro,
tão sem pranto
neste meio de caminho?

 Ayda Bochi Brum

 



 




 

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