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ÈSÙ
O MAIS CONTROVERTÍVEL DOS ÒRÌSÀ .
Saudação: E Ku abo! Oba Laroye Èsù! Èsù Mo Juba! Tradução: Damos boas vindas ao rei/ intérprete de todos os idiomas. Èsù meus respeitos! |
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A palavra Èsù possui o sentido de esfera.
Èsù está relacionado com todos os ancestrais femininos, masculinos e com todas as representações coletivas.
Èsù é um elemento constituído e dinâmico, representante de todos os seres naturais e sobrenaturais, é a própria representação de tudo que existe.
Èsù é o guardião dos caminhos, cidades e casas, é a interligação entre o profano e o sagrado, é considerado a pedra fundamental da Religião dos Òrìsà, pois sem ele nada seria possível.
Èsù é o primeiro Òrìsà a ser invocado e assentado. É comum encontrarmos em seus altares argolas, correntes, flautas, caramujos e molhos de chaves. Èsù é assentado à esquerda dos caminhos e dos Templos de Òrìsà, deste local ele controla a entrada e a saída de tudo e de todos. Todavia, o seu lugar preferido é a Orìtá; encruza de três caminhos, local cabalístico, de onde os caminhos se iniciam, encontram-se se repetem. |
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Èsù não fica isolado ou desclassificado em nenhum plano. Ele é o princípio, a representação e a expansão. Cada ser humano possui o seu próprio Èsù em seu corpo, isto é: "Cada ser humano tem o seu Èsù individual", cada cidade, cada templo, possui seu Èsù de estirpe, caso contrário nada poderia existir, não haveria vida, uma vez que, é obrigatório a individualidade para existência dos seres e locais.
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Olodumare/Deus criou Èsù para servir como substância que se prescreve ou aplica-se a um doente para o seu próprio restabelecimento. Isto é, cada ser humano possui em seu interior o seu próprio antídoto, uma vez que, o bem e o mal são sementes que germinam e desenvolvem de acordo com a índole de cada ser humano. |
O Èsù individual ou particular de cada ser não é visto pela própria pessoa e tão pouco há manifestação do mesmo, visto que incorporado está no âmago de cada pessoa, sendo este ponto essencial chamado de "Bara", que é a junção das palavras Oba + Ara = Rei do Corpo.
PS: Favor não confundir com o Odu Obara Meji - 6º Odu na Caída do Jogo de Búzios.
O "Bara" é a representação do kàdárà de cada ser e é através do mesmo que se processa as alterações e por meio destas modificações é que somos estimulados, arremessados ou não a toda a sorte que compõe a nossa esfera, e a estes percalços chamamos de "Ese Odu Onã = Caminhos do Destino".
Èsù é a expressão de um símbolo que funciona na estrutura real e imaginária. Simboliza as dúvidas humanas perante os conflitos sociais estabelecidos. É a certeza da liberdade e autonomia do ser humano diante das dificuldades naturais e sociais.
| Èsù é o próprio desafio, a vontade e a irreverência que permitem ao ser humano uma auto - determinação, a quebra de qualquer interdição. Ele é quem fornece aos seres humanos as maneiras e ritualísticas para a melhoria das suas próprias sortes. Èsù é, para nós (os seguidores da Religião dos Òrìsà), algo muito elevado e elucidado não possuindo nenhum vínculo com anjo demoníaco(Lúcifer) da visão católica e evangélica. | ||
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| O culto ao Òrìsà Èsù, transladado da África não possuía (tampouco possui nos dias de hoje e nunca irá possuir) nenhum vínculo ou afinidade com seres demoníacos (Lúcifer /Diabo), se é que eles existem da forma que falam e de que foram criados. Diga-se de passagem, que as etnias africanas, que vieram para o nosso país como escravos, só ouviram falar deste ser quando da obsessão dos europeus ao seu continente. | ||
Èsù, não possui assimilação com as entidades da Umbanda e do Omoloko conhecidas pelos epítetos de TrancaRua, Veludo, Teimoso, Caveira, Maria Molambo, Maria Padilha, Pandira, Colondina, Zé Pilintra, etc.
Esta matéria foi publicada na edição nº Zero da revista "O Magma" de Set/Out/96.
Abore Oba
Aláàiyé ?