- Não é algo estranho que esses caras com quem andamos
brigando tenha parado de aparecer na África e passado a só aparecer aqui na América
Latina, principalmente no Brasil? - T.
- Pode ser que estejam aparecendo em lugares bem distantes
como era o caso da minha Agaabá e a gente não tem como saber. - respondeu Khrista à
pergunta de Titamy.
- Com os satélites todos que temos...!? Já temos até um
projeto conhecido por todos de uma colônia em marte! "Seja um dos primeiros homenzinhos
verdes do Planeta Vermelho". É horrível essa propaganda, mas é o que
a NASA e a Agência Aerospacial Iternacional andam divulgando... - T.
- Será que você não anda lendo muito desses livros
antigos, que adoram uma conspiração!? - disse Louis, enquanto desenhava em sua
prancheta.
- Eu poderia até ser paranóica se não houvesse tanta coisa
estranha relacionada a tudo o que estamos vivendo. O jeito como o sr. Mahler fala
conosco... dá margem a muitas interpretações. Talvez a sua cabeça esteja cheia dessa
beleza que está em seus desenhos! - T.
- Nhé... - ele debochou.
- Você não se faça de bobo, porque eu posso estourar a
qualquer hora! Essa intensa atividade da Tríade está deixando os meus nervos em
frangalhos! - T.
- Não só os seus, amável! - esse
"amável" foi a gota d'água. Titamy odiava quando Louis dizia isso. Ela partiu
para cima dele. Khrista os separou com um fortíssimo vento.
- Será que vocês não vão parar com isso? Sempre estão
brigando... sei que há muita pressão, que todos temos várias coisas para fazer, mas
não podemos brigar. Vocês nunca pensaram que somos a única esperança da humanidade? -
K.
- É!? E o que vai nos salvar? E se tiver algo muito sujo por
trás da criação da Tríade? Vivemos em uma época em que muitas pessoas foram obras de
experimentos científicos. Muita coisa é artificial e prejudicial a uma existência
efetivamente natural. - T.
- E se nós fomos criados em laboratório!? Qual o problema?
- L.
- Se foi isso, tinham que ter contado para a gente. - T.
- É... mas vocês se esqueceram de que eu nasci no meio da
savana!? - K.
- É... isso é verdade, Titamy. - L.
"É mesmo... mas tem algo estranho... d. Xila fala
português e disse que não foi algo de agora..."
- Titamy, acho que você se preocupa demais. Claro que deve
haver algum motivo para nós termos aparecido... mas pode ter sido apenas vontade de
Obwagan. - K.
- Deus sempre é o bode-expiatório... - T.
***
"Um dia eu queria tanto ir ao Japão... é
lá que podemos ver as novas tendências. Claro que Paris continua sendo o local de
exposição, dos desfiles, mas o Japão é o lugar que aponta aquilo que passará a ser
utilizado. Será que eu conseguirei? Queria saber o motivo pelo qual a mãe de Titamy não
lhe ensinou japonês... assim ela podia ser a minha intérprete quando eu for. A única
coisa que ela sabe de lá são alguns golpes de umas artes marciais... mas nada
demais!"
***
- Oi, Khrista! - disse T**** um dia após passar
por ela.
- Oi, T****! - estava sem graça de falar com
ele assim, de uma hora para outra depois do que aconteceu.
- Já terminou o seu supletivo?
- Não, mas só faltam duas provas.
- Que bom, então! - ela queria saber se ele
ainda queria ser padre, mas não conseguia falar com ele direito mais... não depois do
que houve.
- Não é por nada, mas tenho que entrar logo na
sala.
***
"Alguém está tentando descobrir algo...
mas não posso deixar que essas crianças descubram muito além daquilo que eu quero que
eles saibam. Tenho que arranjar uma forma de apagar toda a fonte de informações
contrárias àquelas que eles devem saber. Tenho de desviar a sua
atenção para outra coisa e, assim, acabar com a resistência."
***
- Aliocha, o que você sabe do congresso de
2068?
- Nada demais... eu era pequeno demais e a
mãe disse que era melhor eu ficar no Rio com a vó mãe dela. - Aliocha estava do
outro lado da linha.
- Só isso?
- Não... ela me disse de lá que estava
esperando uma irmãzinha para você. Fiquei contente, mas se soubesse o que viria pela
frente não teria me alegrado tanto, Tamya.
- Bobo! Só isso?
- É... pergunta pra eles...
***
"Então ela quer saber mais...
isso seria ótimo para eles, mas não iria me ajudar muito...
Espero que algo aconteça para fazê-la esquecer isso. Ela não pode meter-se em
meu caminho, pois, se isso acontecer, o meu trabalho pode ficar prejudicado. Mas acho que ele
irá fazer... não acho que vá querer alguém se metendo em seu
caminho."
***
- Que bom que os senhores atenderam ao meu
chamado. Boa tarde! - os três estavam no escritório de Johann, ele os havia chamado às
pressas.
- O que houve? - perguntou Khrista.
- Senhorita Boyomi, há indícios de que os
não-humanos, como vocês mesmos os chamam, estão no Japão. Pensa-se, até mesmo que
eles estejam saindo de lá para o mundo, que sejam a criação de algum cientista
mal-intencionado.
- Vocês têm alguma evidência? - Titamy.
- Os noticiários dizem por si mesmos. É só
vocês ligarem os seus televisores.
- Senhor Mahler, não poderíamos estar fazendo
isso... estávamos em aula. Contamos com o comunicado do senhor para sabermos dos ataques.
- Louis.
- Mas tenho que mandá-los a Tóquio para
investigarem, é o que eu posso fazer. Caso contrário, toda a população do planeta irá
cobrar tanto de mim quanto de vocês.
- Senhor Mahler, a aeronave está preparada para
levar a Tríade até o Japão. - disse Juan entrando na sala. - Venham comigo. - todos
estavam seguindo Juan até que Titamy parou quando ainda estava perto da porta.
- Senhor Johann...
- Sim, senhorita?
- O senhor sabe o que aconteceu à Raquel?
- Como assim?
- Da última vez que a vimos ela atendeu a um
chamado do senhor. Pensei que o senhor soubesse. Nem a mãe dela sabe... ela desapareceu!
- sem dar tempo para que Johann respondesse, Titamy sai do escritório.
***
Aeronave. Junto a uma tripulação de apenas um
homem e um supercomputador, nossos heróis viajam à capital do Japão a trabalho. Louis
viaja na frente, ao lado do piloto, as meninas estão atrás, como era de praxe nas
viagens que fazia, Titamy olha pela janela sem dizer uma única palavra.
- Que bom que você se juntou a nós, Titamy.
- Por que, Louis?
- Ora, sem você, quem seria o nosso intérprete
lá no Japão?
- As únicas palavras que eu sei de japonês
são sayonara, sushi, sashimi, saquê, ...
- Mas a sua mãe é japonesa!
- Ela só nasceu no Japão!
- Mas seus avós são japoneses...
- É... eu sei, mas eles não ensinaram a
língua nativa deles a minha mãe...
- Que estranho... - disse Khrista. - por que
isso?
- Queriam que a minha mãe tinha de ser apenas
brasileira.
- Por que a revolta deles?
- Meus avós não gostam muito da terrinha
deles. Eles sofreram muito lá por causa dos governos daqueles supercomputadores
inteligentes que inventaram por lá, por volta de 2040... pensaram que traria mais
imparcialidade e teria uma pequena parcela de probabilidade de haver corrupção. Só que
computadores são programáveis...
"Havia a Grande Cúpula que era composta
por senhores de muito respeito e honra (você sabe que a honra é algo que o povo japonês
muito estima, Louis), mas um ou mais deles, movidos pela ganância, reprogramaram os
computadores, fazendo com que executasse as leis mais tirânicas possíveis.
"Meus avós nunca tiveram lá muito
dinheiro e, (claro, como sempre), os pobres são aqueles que mais sofrem nas mãos desse
tipo de governante. Para ajudar, meu avô tinha uma outra família... Revoltados com a
situação em que estavam, rezavam para que houvesse uma maneira de fugir da opressão.
"A ONU viu que não ia dar certo o governo
japonês e, em pronunciamento mundial, um embaixador disse que era para que o mundo
continuasse com a democracia que tínhamos, não importando o quão injusta pareça, do
que nos iludirmos com a grande capacidade intelectual do homem, pois, mesmo querendo, os
computadores não nos podem substituir em tudo.
"Mas uma parcela da população japonesa
estava satisfeita com o que acontecia... parecia que o problema só afligia os pobres. Em
uma missão que foi considerada arriscada, a ONU tirou um grande número de japoneses mais
pobres de lá (principalmente filhos de imigrantes de outros países, que não era
exatamente o caso dos meus avós), espalhando-os em vários países, porém respeitando o
máximo possível a integridade das famílias...
"Assim, meus avós, com minha mãe ainda
neném (foi em 2043), chegaram ao Brasil junto da outra família que meu avô tinha...
sendo que essa tal família foi parar em São Paulo, enquanto ele, minha avó e minha mãe
vieram parar no Rio... Apenas três meses aqui, ele foi para junto da outra, deixando
minha avó e minha mãe, mas sempre se preocupando com ela. Mesmo afirmando que nunca
amaria outro homem, minha avó casou com um outro cara em 2045 e teve o meu tio em 2046.
Formaram uma família feliz e sem haver confrontos com o meu avô...
"O meu avô japonês morreu quando eu
estava na escola (lembra, Louis?), mas minha mãe havia brigado com toda a família e
casado com meu pai há algum tempo já e nunca conheci esse avô, só o meu avô
brasileiro."
- Ah... agora sim...! - disse Louis.
- Nossa, parece história de lenda... - disse
Khrista.
- "A Lenda dos Naime". - disse Titamy,
voltando a olhar através da janela. - Não estou lá muito feliz em ir ao Japão... não
escutando o que escutei toda a minha vida sobre lá...
- O Japão deve ser maravilhoso... - disse
Louis.
- Não adianta nada contarmos as coisas a
você... a Titamy conta algo que me fez achar o Japão um lugar não tão legal e você
nem a escuta... você tem como confirmar, isso, Titamy?
- Não estudou isso em História nem em
Geografia no Supletivo? - Titamy.
- Eu andei faltando... não sei algumas coisas
que foram ditas lá...
- É... essa maravilha de emprego voluntário...
- Titamy.
***
Realmente, Tóquio não havia mudado muito,
continuava com belos e vistosos prédios (base de comparação: fotos da cidade datadas so
século XX e do início do XXI). Os japoneses descobriram que não importava tanto assim o
boicote imposto pelo ocidente a eles... a Ásia não se opunha a comprar deles.
Modificando um pouco o antigo discurso norte-americano: "a Ásia para os
asiáticos".
Pela primeira vez (desde a criação da
Tríade), eles iriam fazer um trabalho de investigação, não de pancadaria. Combinaram
de se comunicarem pelos dispositivos (já descritos) que possuíam, mesmo quando não
estavam com seus uniformes. Iriam se dividir, mas ficou bem claro que Louis e Khrista
deveriam ter cuidado para que o nacionalismo dos japoneses não estivesse exagerado.
Titamy, como descendente de japoneses, podia andar tranqüila, "numa boa" pelas
ruas de Tóquio, sem que houvesse preconceito (afinal de contas, os olhos azuis poderiam
ser lentes de contato).
Que bom que a maior parcela daquele povo era
bilíngüe! Assim, podiam usar de inglês para falarem com eles (depois se lembraram do
pequeno detalhe de que Khrista ainda estava nas noções bem iniciais da língua
anglo-saxã, ela seguiu com Titamy).
Os dois grupos procuravam em diferentes áreas
da cidade por informações. Depois de muito procurar, uma menininha disse a Louis:
- Uns caras muito estranhos apareceram sim...
começaram a quebrar o que viam... e eu fugi o mais rápido que pude, com medo de que
alguma coisa muito ruim acontecesse, sabe moço?
- Como eles eram?
- Eles pareciam gente... mas sabe esses filmes
de terror? - Louis meneou a cabeça como se soubesse do que a garotinha falava. - Eles
pareciam uns zunbis, uns mortos vivos... não escutam a gente... pensei então que podiam
não entender o japonês e falei em inglês e não adiantou mesmo assim... nunca
senti tanto medo na minha vida... - pelo lado que Titamy e Khrista vasculharam, também
encontraram testemunhas de ataques. Todos os depoimentos eram parecidos.
E todos diziam algo que, quando se reuniram,
descobriram ser uma coincidência: todos os grupos atacantes vinham da mesma região
aproximadamente, uma companhia científica estava instalada lá, a Companhia Asiática de
Desenvolvimento Científico.
- Vamos lá? - perguntou Khrista.
- Vamos! - T.
- Mas nem sabemos se vêm de lá, Titamy! E se
não vierem? Vamos dizer: "Ah, desculpe-nos, moço, mas pensamos que a sua companhia
anda criando uns seres malvados que estão aterrorizando todo o mundo..." e ele
responde: "Não... não fui eu... vou mandar prendê-los!" - L.
- Ou pode dizer: "Não querem tomar um
chá?"- T.
- Improvável.
- Tá... tudo bem... vamos ficar de tocaia,
cercando a companhia o máximo de tempo que pudermos, ver se a teoria está certa. Eles
devem sair em horários de pouco movimento e se ocultarem até terem oportunidade de
ataques. Espero que o dono da empresa não seja um maluco desses que querem dominar o
mundo!
- É... também espero... - K.
- Bom... ainda está claro... posso ir dar uma
olhada por aí? - L.
- Tá... vamos estar nesse endereço... - T diz
o endereço a L.
***
- Titamy, tudo tranqüilo por aqui. - Khrista
estava sobrevoando, já trajada com seu uniforme da Tríade, assim como Titamy, que estava
em cima de uma árvore.
- O mesmo posso dizer daqui... está usando
os equipamentos: binóculos, etc.!?
- Sim. O Louis falou com você?
- Não... onde será que ele está?
- Não sei... não consegui contactá-lo.
- Espero que ele faça o favor de aparecer
quando... Khrista, venha para perto de onde estou.
- Certo, Titamy. Encontrou algo?
- Sim... movimentos suspeitos...
- Oi, Titamy! - disse K, chegando perto da
amiga.
- Olha ali, Khris! Aquele pessoal!
- É... é meio estranho! - de dentro de um
prédio, estava saindo uma legião de pessoas que não pareciam ter vontade própria,
assim como acontecera na América. Uns outros homens dotados de alguma consciência
coordenava a separação do grupo.
- Meninas! Eu encontrei um grupo aqui na
cidade! Por isso eu não fui aí...
- Você tinha de avisar antes, Louis! Nós
encontramos a semente do problema! - Titamy, gritando.
- Vamos lutar! - Khrista saiu voando para perto
daquelas pessoas. Titamy foi logo atrás, agarrando-se ao muro e depois pulando para
dentro da propriedade.
***
Louis usava telecinésia para afastar os
bandidos e água para atacá-los. Percebera que telepatia não funcionava, já que eles
aparentavam ser uma espécie viva sem consciência, apenas obedeciam às ordens de
alguém, pois Louis ouvia em sua mente: "Temos que cumprir as ordens dele."
- Não sei a que ordem vocês devem obedecer...
mas não irão passar por mim! Vocês estão em menores quantidades aqui no Japão... acho
que não contavam com a Tríade por aqui! - ele começou a bater mano-a-mano neles, às
vezes usando seus poderes especiais.
"Será que elas precisam de mim?"
pensava. Quando viu uma quantidade considerável caída: apenas a totalidade de seus
inimigos. "Eu vou lá!".
***
- Parecem que eles andaram tomando Todynho! -
disse Titamy. - Estão mais fortinhos, filhos!
- É muuuuiiiiiita gente!
- Espero que o Louis venha logo! - elas batiam
com todas as suas forças e poderes, mas esses não estavam no máximo exacerbado de sua
potência (percebem como são poderosos quando juntos!?).
Até chegaram a levar um soquinho... o homem que
organizava o pessoal também entrou na briga.
- Ah, engraçadinho, sai daqui! - Khrista, com
seus poderosos ventos, mandou-o para o mais longe que pôde. Titamy fechou os punhos e os
bateu no chão, criando uma estrada de fogo, queimando aqueles que vinham em sua
direção.
De repente, os poderes delas começaram a
crescer.
- Oi, gente! - foi batata! Mal chegou Louis e os
poderes começaram a crescer a níveis até então desconhecidos por eles.
Se eles matassem, poderia ter sido considerado
uma chacina tal ataque, pois só se viam quantidades absurdas de pessoas caindo ao chão.
***
Entraram no prédio, encontrando pelo caminho
mais inimigos, que também foram liquidados rapidamente. Ali era apenas o lugar em que
"fabricavam" os seus adversários (até chegarem ao local onde encontravam-se
câmaras de criação daquelas vidas, os não-humanos passaram a, gradativamente, ficar
mais fortes.
Louis ficou naquele prédio mesmo, enquanto
Khrista e Titamy seguiram para a sede administrativa da empresa. Ele tentava encontrar o
mecanismo de criação daqueles indivíduos.
***
"Haviam muitos monstros no meio do caminho
No meio do caminho haviam muitos
monstros..."
É... no meio do caminho das moças apareceram
vários não-humanos, à medida que se aproximavam do centro executivo do complexo
científico, eles ficavam mais fortes. Ventos, tremores de terra, fogo, socos, pontapés,
etc. acertaram-nos, porém já não caíam com a mesma facilidade de outrora. Pareciam ser
o batalhão de elite para a proteção do criador deles.
Embora batessem, eles foram derrotados, não um
a um, mas sim pequenas porções de cada vez até que elas conseguiram entrar no prédio.
Por lá, foi mais difícil ainda, sendo que cada uma caiu 2 vezes até chegar à porta do
chefão.
Claro que não seria apenas bater na porta e ele
as receberia com um grande sorriso no rosto e com simpatia, afinal, eles eram inimigos.
Quando estavam perto de derrubar a porta, foram surpreendidas por dois outros
"monstros". Mas não eram qualquer um, eram super-monstros... com poderes
estranhos, como elas!
Começou a batalha. Titamy pegou um monstro
extra-forte e grandalhão. Logo no início, levou uma bela bofetada, caindo ao chão.
Khrista também não estava se saindo
maravilhosamente bem. O seu adversário controlova uns raiozinhos meio elétricos
irritantes que se lhe saíam dos dedos, fazendo-a tombar também.
Titamy usou sua velocidade e agilidade contra a
enorme força física de quem a atacava. Ele era mais lento do que ela. Fez como outra vez
já descrita, correu em círculo em volta dele, criando um círculo de fogo, mas dessa
vez, ele começava a se fechar em seu centro, causando dores terríveis no grandalhão.
Khrista voou, assim ficava um pouco menos
previsível o que iria fazer. Também, assim, podia usar seus poderes de terra sem ter
seus próprios movimentos afetados. Ela fez uma cortina de areia e, com um jato de vento,
uma pequena tempestade parecida com aquelas vistas em desertos.
Após apanharem mais uma vez e depois baterem
mais um pouco, elas conseguiram deixá-los perto um do outro e, então, juntaram os
poderes em um golpe só.
- Agora vamos entrar! - Titamy derreteu a porta
de ferro e entraram na sala. Um homem já grisalho estava sentado atrás de uma mesa de
madeira-de-lei.
- Boa noite! Vejo que a Tríade está com falta
de pessoal! - disse o homem.
- É... o outro elemento está com outra missão
no momento - Khrista, arranhando no inglês. - Pelo pequeno espetáculo, vejo que foi o
senhor o criador desses seres...
- Bem... pode-se dizer que sou o criador... mas
não eu sozinho. O que farão com a minha fábrica? Destruí-la!? Entregá-la para a
Polícia Internacional?
- Não lhe interessa, já que será preso. -
Titamy.
- Como um bom oriental, sei que não posso fazer
nada agora... não tenho um plano mirabolante de fuga...
- A polícia já foi acionada. - Titamy.
- Não tente gracinhas. - Khrista.
A polícia não tardou a chegar e, nesse meio
tempo, elas tentaram puxar uma conversa para ver se ele se explicava. Ele apenas ficou
sentado esperando que o som das sirenes ficasse mais próximo. Até que uma hora ele se
levantou, vestiu sua sobrecasaca e dois minutos depois, um policial fardado com o uniforme
da Polícia Internacional chegou. Paul Tokosh andou até o oficial, entregando as mãos
unidas para que fosse algemado.O empresário foi levado pela Divisão Asiática da
Polícia Internacional e Titamy e Khrista depois foram embora, não esquecendo de ir falar
com Louis que ainda demorou um pouco no prédio em que estava.
***