A Tríade

A TRÍADE

CAPÍTULO OITAVO: JAPÃO

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Capítulo Nono

 

- Não é algo estranho que esses caras com quem andamos brigando tenha parado de aparecer na África e passado a só aparecer aqui na América Latina, principalmente no Brasil? - T.

- Pode ser que estejam aparecendo em lugares bem distantes como era o caso da minha Agaabá e a gente não tem como saber. - respondeu Khrista à pergunta de Titamy.

- Com os satélites todos que temos...!? Já temos até um projeto conhecido por todos de uma colônia em marte! "Seja um dos primeiros homenzinhos verdes do Planeta Vermelho". É horrível essa propaganda, mas é o que a NASA e a Agência Aerospacial Iternacional andam divulgando... - T.

- Será que você não anda lendo muito desses livros antigos, que adoram uma conspiração!? - disse Louis, enquanto desenhava em sua prancheta.

- Eu poderia até ser paranóica se não houvesse tanta coisa estranha relacionada a tudo o que estamos vivendo. O jeito como o sr. Mahler fala conosco... dá margem a muitas interpretações. Talvez a sua cabeça esteja cheia dessa beleza que está em seus desenhos! - T.

- Nhé... - ele debochou.

- Você não se faça de bobo, porque eu posso estourar a qualquer hora! Essa intensa atividade da Tríade está deixando os meus nervos em frangalhos! - T.

- Não só os seus, amável! - esse "amável" foi a gota d'água. Titamy odiava quando Louis dizia isso. Ela partiu para cima dele. Khrista os separou com um fortíssimo vento.

- Será que vocês não vão parar com isso? Sempre estão brigando... sei que há muita pressão, que todos temos várias coisas para fazer, mas não podemos brigar. Vocês nunca pensaram que somos a única esperança da humanidade? - K.

- É!? E o que vai nos salvar? E se tiver algo muito sujo por trás da criação da Tríade? Vivemos em uma época em que muitas pessoas foram obras de experimentos científicos. Muita coisa é artificial e prejudicial a uma existência efetivamente natural. - T.

- E se nós fomos criados em laboratório!? Qual o problema? - L.

- Se foi isso, tinham que ter contado para a gente. - T.

- É... mas vocês se esqueceram de que eu nasci no meio da savana!? - K.

- É... isso é verdade, Titamy. - L.

"É mesmo... mas tem algo estranho... d. Xila fala português e disse que não foi algo de agora..."

- Titamy, acho que você se preocupa demais. Claro que deve haver algum motivo para nós termos aparecido... mas pode ter sido apenas vontade de Obwagan. - K.

- Deus sempre é o bode-expiatório... - T.

***

"Um dia eu queria tanto ir ao Japão... é lá que podemos ver as novas tendências. Claro que Paris continua sendo o local de exposição, dos desfiles, mas o Japão é o lugar que aponta aquilo que passará a ser utilizado. Será que eu conseguirei? Queria saber o motivo pelo qual a mãe de Titamy não lhe ensinou japonês... assim ela podia ser a minha intérprete quando eu for. A única coisa que ela sabe de lá são alguns golpes de umas artes marciais... mas nada demais!"

***

- Oi, Khrista! - disse T**** um dia após passar por ela.

- Oi, T****! - estava sem graça de falar com ele assim, de uma hora para outra depois do que aconteceu.

- Já terminou o seu supletivo?

- Não, mas só faltam duas provas.

- Que bom, então! - ela queria saber se ele ainda queria ser padre, mas não conseguia falar com ele direito mais... não depois do que houve.

- Não é por nada, mas tenho que entrar logo na sala.

***

"Alguém está tentando descobrir algo... mas não posso deixar que essas crianças descubram muito além daquilo que eu quero que eles saibam. Tenho que arranjar uma forma de apagar toda a fonte de informações contrárias àquelas que eles devem saber. Tenho de desviar a sua atenção para outra coisa e, assim, acabar com a resistência."

***

- Aliocha, o que você sabe do congresso de 2068?

- Nada demais... eu era pequeno demais e a mãe disse que era melhor eu ficar no Rio com a vó mãe dela. - Aliocha estava do outro lado da linha.

- Só isso?

- Não... ela me disse de lá que estava esperando uma irmãzinha para você. Fiquei contente, mas se soubesse o que viria pela frente não teria me alegrado tanto, Tamya.

- Bobo! Só isso?

- É... pergunta pra eles...

***

"Então ela quer saber mais... isso seria ótimo para eles, mas não iria me ajudar muito... Espero que algo aconteça para fazê-la esquecer isso. Ela não pode meter-se em meu caminho, pois, se isso acontecer, o meu trabalho pode ficar prejudicado. Mas acho que ele irá fazer... não acho que vá querer alguém se metendo em seu caminho."

***

- Que bom que os senhores atenderam ao meu chamado. Boa tarde! - os três estavam no escritório de Johann, ele os havia chamado às pressas.

- O que houve? - perguntou Khrista.

- Senhorita Boyomi, há indícios de que os não-humanos, como vocês mesmos os chamam, estão no Japão. Pensa-se, até mesmo que eles estejam saindo de lá para o mundo, que sejam a criação de algum cientista mal-intencionado.

- Vocês têm alguma evidência? - Titamy.

- Os noticiários dizem por si mesmos. É só vocês ligarem os seus televisores.

- Senhor Mahler, não poderíamos estar fazendo isso... estávamos em aula. Contamos com o comunicado do senhor para sabermos dos ataques. - Louis.

- Mas tenho que mandá-los a Tóquio para investigarem, é o que eu posso fazer. Caso contrário, toda a população do planeta irá cobrar tanto de mim quanto de vocês.

- Senhor Mahler, a aeronave está preparada para levar a Tríade até o Japão. - disse Juan entrando na sala. - Venham comigo. - todos estavam seguindo Juan até que Titamy parou quando ainda estava perto da porta.

- Senhor Johann...

- Sim, senhorita?

- O senhor sabe o que aconteceu à Raquel?

- Como assim?

- Da última vez que a vimos ela atendeu a um chamado do senhor. Pensei que o senhor soubesse. Nem a mãe dela sabe... ela desapareceu! - sem dar tempo para que Johann respondesse, Titamy sai do escritório.

***

Aeronave. Junto a uma tripulação de apenas um homem e um supercomputador, nossos heróis viajam à capital do Japão a trabalho. Louis viaja na frente, ao lado do piloto, as meninas estão atrás, como era de praxe nas viagens que fazia, Titamy olha pela janela sem dizer uma única palavra.

- Que bom que você se juntou a nós, Titamy.

- Por que, Louis?

- Ora, sem você, quem seria o nosso intérprete lá no Japão?

- As únicas palavras que eu sei de japonês são sayonara, sushi, sashimi, saquê, ...

- Mas a sua mãe é japonesa!

- Ela só nasceu no Japão!

- Mas seus avós são japoneses...

- É... eu sei, mas eles não ensinaram a língua nativa deles a minha mãe...

- Que estranho... - disse Khrista. - por que isso?

- Queriam que a minha mãe tinha de ser apenas brasileira.

- Por que a revolta deles?

- Meus avós não gostam muito da terrinha deles. Eles sofreram muito lá por causa dos governos daqueles supercomputadores inteligentes que inventaram por lá, por volta de 2040... pensaram que traria mais imparcialidade e teria uma pequena parcela de probabilidade de haver corrupção. Só que computadores são programáveis...

"Havia a Grande Cúpula que era composta por senhores de muito respeito e honra (você sabe que a honra é algo que o povo japonês muito estima, Louis), mas um ou mais deles, movidos pela ganância, reprogramaram os computadores, fazendo com que executasse as leis mais tirânicas possíveis.

"Meus avós nunca tiveram lá muito dinheiro e, (claro, como sempre), os pobres são aqueles que mais sofrem nas mãos desse tipo de governante. Para ajudar, meu avô tinha uma outra família... Revoltados com a situação em que estavam, rezavam para que houvesse uma maneira de fugir da opressão.

"A ONU viu que não ia dar certo o governo japonês e, em pronunciamento mundial, um embaixador disse que era para que o mundo continuasse com a democracia que tínhamos, não importando o quão injusta pareça, do que nos iludirmos com a grande capacidade intelectual do homem, pois, mesmo querendo, os computadores não nos podem substituir em tudo.

"Mas uma parcela da população japonesa estava satisfeita com o que acontecia... parecia que o problema só afligia os pobres. Em uma missão que foi considerada arriscada, a ONU tirou um grande número de japoneses mais pobres de lá (principalmente filhos de imigrantes de outros países, que não era exatamente o caso dos meus avós), espalhando-os em vários países, porém respeitando o máximo possível a integridade das famílias...

"Assim, meus avós, com minha mãe ainda neném (foi em 2043), chegaram ao Brasil junto da outra família que meu avô tinha... sendo que essa tal família foi parar em São Paulo, enquanto ele, minha avó e minha mãe vieram parar no Rio... Apenas três meses aqui, ele foi para junto da outra, deixando minha avó e minha mãe, mas sempre se preocupando com ela. Mesmo afirmando que nunca amaria outro homem, minha avó casou com um outro cara em 2045 e teve o meu tio em 2046. Formaram uma família feliz e sem haver confrontos com o meu avô...

"O meu avô japonês morreu quando eu estava na escola (lembra, Louis?), mas minha mãe havia brigado com toda a família e casado com meu pai há algum tempo já e nunca conheci esse avô, só o meu avô brasileiro."

- Ah... agora sim...! - disse Louis.

- Nossa, parece história de lenda... - disse Khrista.

- "A Lenda dos Naime". - disse Titamy, voltando a olhar através da janela. - Não estou lá muito feliz em ir ao Japão... não escutando o que escutei toda a minha vida sobre lá...

- O Japão deve ser maravilhoso... - disse Louis.

- Não adianta nada contarmos as coisas a você... a Titamy conta algo que me fez achar o Japão um lugar não tão legal e você nem a escuta... você tem como confirmar, isso, Titamy?

- Não estudou isso em História nem em Geografia no Supletivo? - Titamy.

- Eu andei faltando... não sei algumas coisas que foram ditas lá...

- É... essa maravilha de emprego voluntário... - Titamy.

***

Realmente, Tóquio não havia mudado muito, continuava com belos e vistosos prédios (base de comparação: fotos da cidade datadas so século XX e do início do XXI). Os japoneses descobriram que não importava tanto assim o boicote imposto pelo ocidente a eles... a Ásia não se opunha a comprar deles. Modificando um pouco o antigo discurso norte-americano: "a Ásia para os asiáticos".

Pela primeira vez (desde a criação da Tríade), eles iriam fazer um trabalho de investigação, não de pancadaria. Combinaram de se comunicarem pelos dispositivos (já descritos) que possuíam, mesmo quando não estavam com seus uniformes. Iriam se dividir, mas ficou bem claro que Louis e Khrista deveriam ter cuidado para que o nacionalismo dos japoneses não estivesse exagerado. Titamy, como descendente de japoneses, podia andar tranqüila, "numa boa" pelas ruas de Tóquio, sem que houvesse preconceito (afinal de contas, os olhos azuis poderiam ser lentes de contato).

Que bom que a maior parcela daquele povo era bilíngüe! Assim, podiam usar de inglês para falarem com eles (depois se lembraram do pequeno detalhe de que Khrista ainda estava nas noções bem iniciais da língua anglo-saxã, ela seguiu com Titamy).

Os dois grupos procuravam em diferentes áreas da cidade por informações. Depois de muito procurar, uma menininha disse a Louis:

- Uns caras muito estranhos apareceram sim... começaram a quebrar o que viam... e eu fugi o mais rápido que pude, com medo de que alguma coisa muito ruim acontecesse, sabe moço?

- Como eles eram?

- Eles pareciam gente... mas sabe esses filmes de terror? - Louis meneou a cabeça como se soubesse do que a garotinha falava. - Eles pareciam uns zunbis, uns mortos vivos... não escutam a gente... pensei então que podiam não entender o japonês e falei em inglês e não adiantou mesmo assim... nunca senti tanto medo na minha vida... - pelo lado que Titamy e Khrista vasculharam, também encontraram testemunhas de ataques. Todos os depoimentos eram parecidos.

E todos diziam algo que, quando se reuniram, descobriram ser uma coincidência: todos os grupos atacantes vinham da mesma região aproximadamente, uma companhia científica estava instalada lá, a Companhia Asiática de Desenvolvimento Científico.

- Vamos lá? - perguntou Khrista.

- Vamos! - T.

- Mas nem sabemos se vêm de lá, Titamy! E se não vierem? Vamos dizer: "Ah, desculpe-nos, moço, mas pensamos que a sua companhia anda criando uns seres malvados que estão aterrorizando todo o mundo..." e ele responde: "Não... não fui eu... vou mandar prendê-los!" - L.

- Ou pode dizer: "Não querem tomar um chá?"- T.

- Improvável.

- Tá... tudo bem... vamos ficar de tocaia, cercando a companhia o máximo de tempo que pudermos, ver se a teoria está certa. Eles devem sair em horários de pouco movimento e se ocultarem até terem oportunidade de ataques. Espero que o dono da empresa não seja um maluco desses que querem dominar o mundo!

- É... também espero... - K.

- Bom... ainda está claro... posso ir dar uma olhada por aí? - L.

- Tá... vamos estar nesse endereço... - T diz o endereço a L.

***

- Titamy, tudo tranqüilo por aqui. - Khrista estava sobrevoando, já trajada com seu uniforme da Tríade, assim como Titamy, que estava em cima de uma árvore.

- O mesmo posso dizer daqui... está usando os equipamentos: binóculos, etc.!?

- Sim. O Louis falou com você?

- Não... onde será que ele está?

- Não sei... não consegui contactá-lo.

- Espero que ele faça o favor de aparecer quando... Khrista, venha para perto de onde estou.

- Certo, Titamy. Encontrou algo?

- Sim... movimentos suspeitos...

- Oi, Titamy! - disse K, chegando perto da amiga.

- Olha ali, Khris! Aquele pessoal!

- É... é meio estranho! - de dentro de um prédio, estava saindo uma legião de pessoas que não pareciam ter vontade própria, assim como acontecera na América. Uns outros homens dotados de alguma consciência coordenava a separação do grupo.

- Meninas! Eu encontrei um grupo aqui na cidade! Por isso eu não fui aí...

- Você tinha de avisar antes, Louis! Nós encontramos a semente do problema! - Titamy, gritando.

- Vamos lutar! - Khrista saiu voando para perto daquelas pessoas. Titamy foi logo atrás, agarrando-se ao muro e depois pulando para dentro da propriedade.

***

Louis usava telecinésia para afastar os bandidos e água para atacá-los. Percebera que telepatia não funcionava, já que eles aparentavam ser uma espécie viva sem consciência, apenas obedeciam às ordens de alguém, pois Louis ouvia em sua mente: "Temos que cumprir as ordens dele."

- Não sei a que ordem vocês devem obedecer... mas não irão passar por mim! Vocês estão em menores quantidades aqui no Japão... acho que não contavam com a Tríade por aqui! - ele começou a bater mano-a-mano neles, às vezes usando seus poderes especiais.

"Será que elas precisam de mim?" pensava. Quando viu uma quantidade considerável caída: apenas a totalidade de seus inimigos. "Eu vou lá!".

***

- Parecem que eles andaram tomando Todynho! - disse Titamy. - Estão mais fortinhos, filhos!

- É muuuuiiiiiita gente!

- Espero que o Louis venha logo! - elas batiam com todas as suas forças e poderes, mas esses não estavam no máximo exacerbado de sua potência (percebem como são poderosos quando juntos!?).

Até chegaram a levar um soquinho... o homem que organizava o pessoal também entrou na briga.

- Ah, engraçadinho, sai daqui! - Khrista, com seus poderosos ventos, mandou-o para o mais longe que pôde. Titamy fechou os punhos e os bateu no chão, criando uma estrada de fogo, queimando aqueles que vinham em sua direção.

De repente, os poderes delas começaram a crescer.

- Oi, gente! - foi batata! Mal chegou Louis e os poderes começaram a crescer a níveis até então desconhecidos por eles.

Se eles matassem, poderia ter sido considerado uma chacina tal ataque, pois só se viam quantidades absurdas de pessoas caindo ao chão.

***

Entraram no prédio, encontrando pelo caminho mais inimigos, que também foram liquidados rapidamente. Ali era apenas o lugar em que "fabricavam" os seus adversários (até chegarem ao local onde encontravam-se câmaras de criação daquelas vidas, os não-humanos passaram a, gradativamente, ficar mais fortes.

Louis ficou naquele prédio mesmo, enquanto Khrista e Titamy seguiram para a sede administrativa da empresa. Ele tentava encontrar o mecanismo de criação daqueles indivíduos.

***

"Haviam muitos monstros no meio do caminho

No meio do caminho haviam muitos monstros..."

É... no meio do caminho das moças apareceram vários não-humanos, à medida que se aproximavam do centro executivo do complexo científico, eles ficavam mais fortes. Ventos, tremores de terra, fogo, socos, pontapés, etc. acertaram-nos, porém já não caíam com a mesma facilidade de outrora. Pareciam ser o batalhão de elite para a proteção do criador deles.

Embora batessem, eles foram derrotados, não um a um, mas sim pequenas porções de cada vez até que elas conseguiram entrar no prédio. Por lá, foi mais difícil ainda, sendo que cada uma caiu 2 vezes até chegar à porta do chefão.

Claro que não seria apenas bater na porta e ele as receberia com um grande sorriso no rosto e com simpatia, afinal, eles eram inimigos. Quando estavam perto de derrubar a porta, foram surpreendidas por dois outros "monstros". Mas não eram qualquer um, eram super-monstros... com poderes estranhos, como elas!

Começou a batalha. Titamy pegou um monstro extra-forte e grandalhão. Logo no início, levou uma bela bofetada, caindo ao chão.

Khrista também não estava se saindo maravilhosamente bem. O seu adversário controlova uns raiozinhos meio elétricos irritantes que se lhe saíam dos dedos, fazendo-a tombar também.

Titamy usou sua velocidade e agilidade contra a enorme força física de quem a atacava. Ele era mais lento do que ela. Fez como outra vez já descrita, correu em círculo em volta dele, criando um círculo de fogo, mas dessa vez, ele começava a se fechar em seu centro, causando dores terríveis no grandalhão.

Khrista voou, assim ficava um pouco menos previsível o que iria fazer. Também, assim, podia usar seus poderes de terra sem ter seus próprios movimentos afetados. Ela fez uma cortina de areia e, com um jato de vento, uma pequena tempestade parecida com aquelas vistas em desertos.

Após apanharem mais uma vez e depois baterem mais um pouco, elas conseguiram deixá-los perto um do outro e, então, juntaram os poderes em um golpe só.

- Agora vamos entrar! - Titamy derreteu a porta de ferro e entraram na sala. Um homem já grisalho estava sentado atrás de uma mesa de madeira-de-lei.

- Boa noite! Vejo que a Tríade está com falta de pessoal! - disse o homem.

- É... o outro elemento está com outra missão no momento - Khrista, arranhando no inglês. - Pelo pequeno espetáculo, vejo que foi o senhor o criador desses seres...

- Bem... pode-se dizer que sou o criador... mas não eu sozinho. O que farão com a minha fábrica? Destruí-la!? Entregá-la para a Polícia Internacional?

- Não lhe interessa, já que será preso. - Titamy.

- Como um bom oriental, sei que não posso fazer nada agora... não tenho um plano mirabolante de fuga...

- A polícia já foi acionada. - Titamy.

- Não tente gracinhas. - Khrista.

A polícia não tardou a chegar e, nesse meio tempo, elas tentaram puxar uma conversa para ver se ele se explicava. Ele apenas ficou sentado esperando que o som das sirenes ficasse mais próximo. Até que uma hora ele se levantou, vestiu sua sobrecasaca e dois minutos depois, um policial fardado com o uniforme da Polícia Internacional chegou. Paul Tokosh andou até o oficial, entregando as mãos unidas para que fosse algemado.O empresário foi levado pela Divisão Asiática da Polícia Internacional e Titamy e Khrista depois foram embora, não esquecendo de ir falar com Louis que ainda demorou um pouco no prédio em que estava.

***


 

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