A Tríade

A TRÍADE

CAPÍTULO DÉCIMO OITAVO: A TRÍADE DE TRÊS

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Capítulo Décimo Nono

 

Quando Titamy sai da sala de Johann, ele deixa-se cair na cadeira. Cruza os braços sobre a mesa e deixa que a cabeça caia sobre eles. Fica assim por muito tempo e não responde a telefonemas nem a chamados de sua secretária. Quem o olhasse naquele momento, acharia que estava chorando, não se podia saber e, se chorava, não se saberia ao certo o motivo.

Após trinta minutos naquele estado, ele pega o telefone e exige que a secretária entre em contato com os três heróis restantes da Tríade. Era hora de uma reunião. Ela o avisa que Titamy já foi ao departamento financeiro e tirou o cheque com o valor do salário. Quando ouve o nome dela, ele fica nervoso e desliga o telefone. Gira a sua cadeira para trás e olha, através da imensa janela, a cidade abaixo de seus pés.

- Eu faço certo. É pra isso que eu nasci e não para bobagens. - balbucia de si para si mesmo.

***

- Que bom que puderam vir agora.

- Não tínhamos nada para fazer... - Louis

- Tínhamos a faculdade, mas eles sabem que temos que atender aos seus chamados. - Khrista.

- O que tenho a dizer aos três é que a senhorita Moracima agora faz parte da Tríade oficial, ou seja, ela deverá dispor dos mesmos horários que os senhores. Dar prioridade aos meus chamados.

- Claro, senhor Mahler. - Raquel. Os três pensavam que Titamy havia sido despedida.

- Como devem estar imaginando, a senhorita Kosanova não mais trabalha com os senhores, mas antes que me recriminem, ela mesma tomou a decisão.

- Não querendo incomodar, mas podemos saber o motivo da discussão entre vocês dois? - K.

- Assunto de ordem pessoal, senhorita Boyomi.

- Certo, desculpe-me.

- Sei que têm pela senhorita Kosanova uma grande e sincera amizade. Por isso, contarei a vocês que ela precisa de cuidados, de ajuda. Com certeza o irmão dela a ajudará, assim como o senhor Morales. Ela precisa de acompanhamento médico... se ela passar mal, não hesitem em chamar a empresa...

- E o que ela tem? - R.

- Depois eu contarei. Creio não ser a hora certa.

***

Eles já haviam saído da sala de Johann há algum tempo, mas Khrista disse que precisava falar outra coisa com o "chefão", porém pediu que a esperassem. Louis resmungou algo, mas ficou lá esperando.

- Desculpe-me, senhor Mahler.

- Sim, senhorita Boyomi. - ele estava ainda sentado à sua mesa de trabalho.

- Minha mãe já me contou.

- O quê?

- Que eu sou na verdade sua filha.

- Eu já sabia disso.

- Por que não me contou?

- Você já tinha a sua vida estruturada... se dá muito bem com o seu pai agaabano...

- Podia ter me falado...

- Khristyn...

- Ahn...!?

- É o nome que eu escolhi para você logo que você nasceu... - lágrimas saíram dos olhos de Khrista e do de Johann. Sinceramente, não dava para saber se ele realmente estava emocionado em abraçar a filha. 

***

- E aí, Khrista? - perguntaram os amigos, no saguão do prédio ao vê-la sair do elevador.

- Eu não sei se sou Khrista ou Khristyn...

- Quê!?!?!? - perguntou Louis, histericamente.

- Khristyn é o nome que Johann Mahler escolheu para mim logo que eu nasci. 

- Não é por nada, Khris... mas você sempre foi Khrista...

- Não quando eu era bebê...

- E você é o que você nasceu, ou é o que você sempre foi?

- Não sei... nunca soube que eu era Khristyn Mahler...

- Não vou perder meu tempo com isso... não sou psicólogo...

- Vamos visitar Titamy? - K.

- Vamos! Vamos chamar o Diego também! - R.

***

- Desculpe, mas ela já foi para casa, pessoal. - disse Aliocha para eles, após abrir a porta e pedir para que se sentassem.

- Ela precisa de cuidados médicos... - L.

- Ela é teimosa e não quer ficar aqui. Ela quis ir para casa e o que eu ia fazer!? Amarrá-la!?

- Não... obrigado, Aliocha. - disse Diego. - Eu vou vê-la em sua casa. Vocês vêm comigo?

- Tá certo...

***

- Oi, gente! Se vieram ver se eu morri, desculpe a decepção...

- Tamysita! - recriminou Diego.

- É verdade... eu não vou morrer porque não estou na casa do Aliocha. Sei o que eu tenho... ah, Diego, obrigada! Você me ajudou e nem tinha obrigação...

- Eu tinha que te ajudar. - diz Diego.

- Eu consigo andar sem cair... estou bem. Não é sempre que vou desmaiar e coisa e tal. Parem de me olhar assim! Eu estou bem... que droga! 

- Eu posso ficar aqui de novo, ajudando, sendo sua enfermeira. - K.

- Khris... você tem a sua faculdade... isso vale pra vocês dois também (se bem que a companhia do Louis eu não ia querer mesmo...).

- Titamy! - L.

- É brincadeira... não se incomodem comigo, não quero que se atrapalhem... pra vocês ainda falta tempo pra terminar essa porcaria de faculdade... pra mim não... mais alguns trabalhos e pronto!

- Mas... - R.

- Shhhh... não quero mas nem porém...

- Por que sempre é difícil te visitar? - R.

- Porque eu sou eu...

- Ótima resposta! - L.

- Se você completar com alguma coisa, eu te expulso! Tenho que descansar, gente...

- Tá... então a gente vai agora...

- Se cuida, hein!? - os três saíram, mas Diego ficou.

- Posso ficar aqui com você... eu não trabalho mais lá...

- Bom, eu não sou de ferro... toma a chave de casa. - ela joga para ele a chave que era dele. - Fica onde tava a Khris... - ela se sentou no sofá, não se agüentava mais de pé.

- Certo. - ele guarda a chave e mal pensou em acudi-la, ela lhe manda um olhar de quem não quer ajuda.

***

- É tão Titamy fazer dessas coisas... - L. Os três estavam andando na rua.

- Ela me disse que não gosta de depender de ninguém que não seja da família... - R.

- É... ela diz que não gosta de depender de quem não é assim tão próximo... amigos são para se preocupar e visitar, mas não são quem deve ficar o tempo todo junto, ajudando 24 horas por dia... - K.

- É o jeitinho dela... sempre foi muito reservada... mas queria respostas... - R.

- A gente consegue depois. Acho que ela está certa, apenas tenta manter a sua independência. - L.

- E o Diego!? - K. Mal K pergunta dele, o carro de Diego passa por eles. - Ele parece contente.

Eles continuam andando e ainda intrigados com o semblante festivo de Diego. À sua frente, encontram um grupo de crianças jogando bola. Pensam que, se Titamy tivesse com eles, falaria da saudade que tem da infância, de como era legal parar e ficar olhando as crianças brincando... que por mais que um adulto se divirta, a criança sabe fazer isso muito melhor, pois realmente se diverte, mesmo que há um minuto atrás estivesse de birra.

Mas eles não pensam assim como ela. A infância foi boa, mas a idade adulta tem coisas que apenas se pode alcançar nela: realizações, independência, etc. Já estão bem distantes, coisa de 300 metros, quando escutam os gritos de medo das crianças.

***

Diego chega novamente à casa de Titamy, ele tinha ido apenas pegar roupas para poder se hospedar na casa dela. Mal chega, ela diz que tem que sair, que, embora não seja mais da Tríade, ela continua com poderes especiais e tem obrigação de ajudar quem quer que precisasse de socorro.

- Não! Você está biruta? Você mal se agüenta em pé por dois minutos! Ainda está fraca!

- Diego, não me impeça!! Eu tenho que ajudá-los...

- Estou aqui para cuidar de você... dê um voto de confiança na Tríade...

- Eu não posso!!!!!

- Eles são seus amigos.

- Eu os conheço bem... eu tenho poderes enormes... tenho...

- Pare com isso!!!!!!! Você não vê que eu me preocupo com você? Se eles tivessem aqui não iam querer que você fosse. É serviço deles!!! Você não faz mais parte disso! - ele gritava e quase chorava.

- Tá, eu fico. Não por mim... por você.

***

- Então a Tríade do bem apareceu de novo... - disse Eal, o bandido da terra e do vento.

- Tinha que ser o equivalente da Khris para dizer uma frase dessa... não somos "Tríade do Bem"... somos a Tríade, pois soa melhor.

- O que você quis dizer com isso!? - K.

- Viemos aqui para desafiá-los... cadê a minha oponente? - pergunta Foeg.

- Agora eu sou sua oponente. - R.

- Deixa comigo, eu falo o que deve ser dito... nós desafiamos a Tríade a uma luta. Não agora... mas nós faremos isso, onde, há algum tempo atrás, ficou conhecido como "Cidade do Rock". - Ali.

- Sim... quando chegar o dia, vocês saberão. - Eal.

- Por enquanto, divirtam-se! - Foeg.

***

- Quero saber de onde vêm tantas pessoas! - R.

- Parecem que existe uma fábrica disso. - L.

- Acho melhor que um de nós leve as crianças daqui... Raquel?

- Certo, Khrista. - Raquel levou as crianças. Eles estavam cercados de inimigos.

- Por que você insiste em achar que é a líder? - L.

- Não sou a líder, nem acho isso. - K.

- Não é o que demonstra. - L.

- Aqui não há líder,. Nem há melhor ou pior. - eles começam a festa. O que foi esquisito é que esses não eram tão fortes como os anteriores, como aqueles que encontraram quando lutaram pela primeira vez com a outra Tríade.

Logo Raquel se juntou a eles novamente. 


 

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