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Finalmente
atirámo-nos para os braços da CEE, CE, UE (?) como se esta viesse a
ser uma instituição para durar eternamente e nos fosse resolver
todos os problemas. Ou seja, não cuidámos ou fizemo-lo timidamente
em diversificar as nossas relações, nomeadamente, com os EUA, o
Brasil e o Mercosul, a África ex-portuguesa e algumas «praças» do
Oriente.
Numa
palavra, os sucessivos governos têm feito da opção CEE, CE, UE (?)
um objectivo nacional permanente histórico, que ela não é, em vez
de a considerarem um objectivo nacional importante, mas transitório,
que é o que ela devia ser. O federalismo europeu é, pois, a maior
ameaça à soberania portuguesa e corre paredes-meias com o iberismo.
A
terceira asneira de tomo tem a ver com o facto de se ter voltado as
costas ao mar. Num país cuja liberdade e desenvolvimento depende da
sua fronteira marítima e tem as suas componentes territoriais
«unidas» pelo Oceano, os governos após 1974 deixaram destruir a
marinha mercante, delapidaram a construção naval; mantêm os portos
não competitivos, reduzem constantemente a marinha de pesca;
reduziram a marinha de guerra à ínfima espécie; não incentivam os
desportos náuticos, não apostam no transporte de cabotagem, deixam
assorear rios e barras e, para um país em que uma das suas principais
indústrias é o
turismo, só há pouco tempo se tem apostado nas marinas.
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É
difícil fazer pior, em qualquer parte do mundo!
Associado
a isto, a política de transporte tem sido errada. Posto de lado o mar
e tendo o transporte aéreo pouca expressão, apostou-se na circulação
rodoviária, nomeadamente por TIR, com o consequente aumento da poluição,
sinistralidade e preços dos produtos (logo perda de competitividade)
e dependência estratégica de Espanha, por via da necessidade de
atravessar aquele país.
A
opção pelo «camião» veio em detrimento da via férrea, mais
barata, mais segura e menos poluente. O traçado das vias rápidas e
agora o do TGV, de que se fala, tem ido ao encontro dos interesses
espanhóis em detrimento dos portugueses, coisa a que se tinha
conseguido resistir durante dois séculos.
As
opções energéticas estão demasiado ligadas ao crude, o que nos impõe
vulnerabilidades e sujeições, tendo passado de país autónomo
(Angola e Sines, mais outros potenciais) e até exportador, para a
mais completa servidão. Pouco se aposta nas energias renováveis e
quando se pretendia optimizar os recursos hídricos a polémica do
Vale de Côa matou logo ali essa intenção.
A
via do gás natural é correcta, mas a decisão de o fazer entrar no
país por Espanha e não pelo mar, tornou-a estrategicamente errada e
afrontosa!
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A
Evolução das coisas
As
coisas têm evoluído também no sentido de tornar os portugueses
dependentes por via alimentar. Mais de 60% do que se come em Portugal
vem do estrangeiro. Ora, país que não consegue produzir o que
consome (ou garanti-lo por outros meios de troca), não é um país
livre.
Do
mesmo modo a destruição maciça do aparelho militar da nação e a
desautorização das suas forças de segurança, tiram qualquer
liberdade de acção a Portugal e levam à falta de respeito por nós
próprios e que os outros possam ter por nós. Ninguém respeita (nem
ajuda) um povo que não se quer defender. Uma evidência que só cegos
e tolos não vêem.
A
envolver tudo isto instalou-se um sistema educativo laxista corruptor
das tradições e identidade nacionais e perigosamente alheado das
realidades do mundo e das ameaças que impendem sobre Portugal.
Por
esta síntese, que está longe de esgotar o assunto, se tenta ilustrar
como todas as principais opções políticas e estratégicas decididas
em Portugal após 1974/75 têm sido erradas, ou conduzidas erradamente
e levarão o país fatalmente à sua ruína como nação.
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Nota - Portugal tem o 16º maior PIB por habitante da UE ( Fevereiro
2007 )
O nosso país surge na 16ª posição em
termos de Produto Interno Bruto (PIB) por habitante em
relação aos restantes Estados-membros da União Europeia, sendo superado
pela Espanha, Grécia, Chipre e Irlanda, e encontrando-se ao nível da Eslovénia.
Segundo os dados hoje divulgados pelo Gabinete
Europeu de Estatística (Eurostat), em 2004 o PIB per capita de
Portucal cifrou-se nos 13 662 euros, um valor inferior aos 15
222 euros da Grécia, 19 678 euros da Espanha e 36 354 euros da Irlanda.
Próximo dos nossos valores encontram-se a Eslovénia (13 134 euros) e
Chipre (17 168 euros).
A mesma fonte adianta que, por regiões, em Portugal a região de Lisboa
continua a ser a campeã, com 19 317 euros por habitante. Segue-se a
Madeira, com 16 589 euros, e depois o Algarve (14 086 euros). A
região nacional mais pobre é o Norte do país, com apenas 10 742 euros por habitante.
Por comparação, em Espanha a região mais rica em termos de PIB
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