O Castelo de Santarém

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Castelo - Porta do Sol

Reconquistado  por D. Afonso Henriques em Março de 1147

Enquadramento :Rural. Isolado no alto de cabeço rochoso envolvido por vegetação, voltado a E..

Descrição : A barbacã subsiste nalguns pontos; cubelo de planta elíptica adossado à fachada exterior da torre de menagem de planta quadrangular, pela qual se tem acesso ao monumento através de porta em arco de volta perfeita encimada por cartela heráldica. Merlões rectangulares na torre de menagem, cubelo e nalguns panos de muralha. Possui adarve e uma cisterna.

Scalabis sede do "conventus" Scallabitanus

A primitiva ocupação humana de seu sítio remonta a um possível castro pré-histórico, que daria lugar a uma povoação desde o século VIII a.C.. Os Romanos atingiram o povoado desde 138 a.C., designando-o como Scalabi Castro ou simplesmente Scalabis, momento em que se constituiu em importante entreposto comercial no médio curso do rio Tejo e centro administrativo da província.

Posteriormente, a partir da conquista da península pelas tropas de Júlio César (90 a.C.), esta povoação passou a sediar uma guarnição militar permanente, sendo rebatizada como Praesidium Julia quando deve ter sido fortificada. A sua importância é confirmada pelo traçado da via que ligava Lisboa a Astorga, passando por Conímbriga, Cale e Bracara Augusta.

 

Castelo de Santarém - Vista Geral

No alvorecer do século V, diante da invasão da Hispânia pelos bárbaros (Alanos, Vândalos), a povoação foi dada a Sunerico-. Os Suevos se apossaram sem grande dificuldade da povoação (), no que foram sucedidos posteriormente, no século VII pelos Visigodos, altura em que era denominada como Sancta Irena.

No início do século VIII, ocupada pelos Muçulmanos, que a designavam como Chantirein ou Chantarim, manteve-se a sua estrutura urbana e fortaleceu-se a sua vocação agrícola, comercial e administrativa.

No contexto da Reconquista cristã da península, Santarém foi por diversas vezes alvo das investidas dos reis asturo-leoneses, época em que as suas fortificações devem ter sido sucessivamente reparadas e reforçadas pelos Muçulmanos. Entre o final do século XI e o início do século XII, a posse da praça alternou-se estes e os cristãos, ao sabor dos avanços e recuos da fronteira.

D. Afonso Henriques conquista o Castelo

À época da Independência de Portugal, diante do avanço para o Sul das forças portuguesas sob o comando do rei D. Afonso Henriques (1112-1185), o Castelo de Santarém foi conquistado, em 15 de Março de 1147, de surpresa em um assalto nocturno. Nessa ocasião, o soberano teria assegurado todas as igrejas na povoação à Ordem dos Templários. Em termos de historiografia, uma importante fonte documental sobre o assalto a Santarém é o manuscrito "De expugnatione Scalabis", redigido por monges do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra para assinalar o feito do soberano.

A povoação e seu castelo encontravam-se no caminho da investida do califa almoáda Abu Ya'qub Yusuf I, sendo atacados em 1171. As forças muçulmanas, na ocasião, foram dispersadas pelas tropas de Fernando II de Leão, genro de D. Afonso Henriques, que na ocasião se encontrava em Santarém. Um novo ataque muçulmano se materializa em 1181, encontrando-se na cidade o infante D. Sancho, tendo os assaltantes recuado diante de uma contra-ofensiva dos defensores.

 

  
Utilização Inicial : /b>Militar / Castelo
 
Época de Construção : : Séc. 12 / 13
 
Caracteristicas Particulares

Dados Técnicos : Paredes autoportantes

Materiais : Cantaria, alvenaria

 

Cronologia 

49 a.C. - tomado pelos romanos e ampliado foi sucessivamente ocupado e transformado por Alanos e Mouros; 

1091 - conquistado pelo Conde D. Henrique; 

Séc. 12 - reconquistado por D. Afonso Henriques que lhe deu foral; 

1163 - doação a Gonçalo Mendes de Sousa, alcaide-mor, que o terá reedificado; 

1187 - doado por D. Sancho I à Ordem dos Templários; 

1300 - doação confirmada por D. Dinis; 

1318 - doação à Ordem de Avis; 

1514 - foral novo por D. Manuel; 

1531 - quase totalmente destruído por terramoto; 

1936 - encontra-se em completa ruína

Condensado da Informação da DGMN
 
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