O Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra

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Mosteiro da cidade de Coimbra, cuja construção teve início em 1131, por iniciativa de D. Telo, arcediago da Sé de Coimbra, e sob patrocínio de D. Afonso Henriques, que aí foi sepultado; embora a vida comunitária começasse no ano seguinte, as obras prolongaram-se, sendo a capela-mor da igreja terminada por volta de 1150 e a igreja solenemente dedicada apenas em 1228.
 
O mosteiro encontrava-se fora de muralhas, pelo que teria desenvolvido aspectos defensivos. No entanto, do edifício primitivo nada resta, tendo o mosteiro sido totalmente reconstruído no período manuelino, a partir de 1507, sob a orientação de Boytac, contando com a colaboração dos arquitectos Marcos Pires (autor do Claustro do Silêncio) e Diogo de Castilho, e dos escultores Nicolau de Chanterenne, João de Ruão e Hodarte.


                        

Túmulo de D. Sancho I                                                Interior
 
                       
O mosteiro foi, a par de Alcobaça, o grande centro cultural e intelectual do reino ao longo de vários séculos. Dispunha de um hospital para necessitados, uma escola de escribas e estudos, tendo por ele passado nomes como os de Santo António e S. Frei Gil. Santa Cruz veio mesmo a ser a casa-mãe da congregação monástica dos Crúzios, que chegou a incluir 30 mosteiros.

No século XVI teve lugar uma reforma do mosteiro que restaurou os seus estudos, sendo criados alguns colégios cuja actividade teve início em 1534. Ao ser fixada a universidade em Coimbra (1537), desencadearam-se rivalidades entre as duas instituições. Muitos mestres de Santa Cruz foram então incorporados na universidade, mas o mosteiro manteve a sua importância, enriquecendo a livraria e instalando mesmo uma oficina tipográfica. O mosteiro foi extinto, juntamente com as ordens religiosas, em 1834.Na primeira metade do século XVI o Mosteiro foi integralmente reformado por ordem de D. Manuel, monarca que assumiu a tutela do cenóbio.

Todo o complexo monástico, a igreja e os túmulos de D. Afonso Henriques e seu sucessor, D. Sancho I, foram reformulados e transferidos para a capela-mor em 1530, onde ainda hoje se encontram inseridos numa obra escultórica da autoria de Nicolau de Chanterenne.

Da grande reforma manuelina conduzida pelo arquitecto Boytac resta a configuração geral da igreja e a Sala do Capítulo, com as duas coberturas abatidas e nervuradas. Marco Pires continuou as obras, e a ele deve-se a conclusão da igreja, a Capela de São Miguel e o claustro do Silêncio. O portal principal, executado entre 1522 e 1525, é a peça mais emblemática de todo o conjunto monástico, obra de Chanterenne que conjuga elementos manuelinos com outros de clara raiz renascentista.

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