A Religião Católica na História de Portugal

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A Religião na Lusitânia antes de Cristo
 
Os Lusitanos eram idólatras e politeístas, queimavam os seus mortos, e na grandes cerimónias religiosas, como por exemplo no funeral de Viriato, como descreve Apiano, sacrificavam os prisioneiros a   Ares, o seu deus da guerra.
 
Quando pretendiam adivinhar ou influenciar o futuro, os sacerdotes feriam o prisioneiro de guerra com um golpe no ventre e faziam os seus vaticínios, conforme o modo como a vítima caía por terra e do exame das palpitações das suas entranhas e veias faziam os seus augúrios.
 
( Dicionário de História de Portugal de Joel Serrão)
 
Assim não devem ter tido grande problema em aceitar os Deuses e hábitos pagãos dos novos conquistadores romanos. Entre adivinhar o futuro abrindo a entranhas do inimigo, ou atirá-lo aos leões, não havia grande diferença. Nesse aspecto os bárbaros lusitanos ou os civilizados romanos, não diferiam muito. O humanismo ainda não tinha nascido.
 

 

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Das Origens até à Independência
 
Até à invasão dos bárbaros
 
A Religião Cristã faz parte do património que Portugal herdou do passado quando se constituiu nação independente ( Sé. XII ). Supõe-se que a evangelização da Hispânia foi iniciada por S. Paulo, por volta do ano 58, que manifesta aos romanos ( Rom.15, 24-28) o seu desejo de a visitar.
 
S. Clemente de Roma, no ano 96, afirma numa carta aos coríntios que o apóstolo concretizou o seu propósito; e o Cânon de Muratori refere-se explicitamente à saída de S. Paulo para a Hispânia. Também se afirma que o apóstolo Santiago veio à Península, mas os documentos não são muito precisos e fica a dúvida.
 
 
 

A tradição também se refere à evangelização da Península pelos chamados "varões apostólicos", que teriam sido enviados por S. Pedro e S. Paulo e, pelo nome,  alguns  seriam   oriundos  da  Península: S. Torquato, S. Cecílio, Stº. Eufrásio, etc.
 
Quando das perseguições são inúmeros os mártires, sobretudo sob o império de Décio e Diocleciano, como S. Frutuoso, Stª. Eulália, S, Veríssimo. S. Victor, etc. No principio do século IV reúne-se em Elvira ( Ilíberis) um concílio em que estão representadas cerca de 40 dioceses, entre as quais Faro ( Ossonoba ) e Évora, concílio que teve grande projecção na vida de toda a igreja, sobretudo no aspecto disciplinar.

( Condensado de Dicionário de História de Portugal de Joel Serrão )

 
 

Sé de Braga

 
Os concílios de Toledo (400) e o de Braga (561) foram importantes nas lutas contra as heresias prisciliana, gnóstica e maniqueia. Houve importantes autores literários na vida cristã da Península, como Ósio de Córdova, Potâmio de Lisboa e Orósio de Braga. Nos meados do século IV a Igreja Hispânica encontrava-se dividida em cinco províncias eclesiásticas: Lusitânia, Bética, Galécia, Cartagenense e Tarraconense, a cujos bispos se atribuía a categoria de metropolitana.
 
A diocese de Braga é a mais antiga (Sé. III), tornando-se conhecido o seu bispo D. Paterno, e um pouco mais tarde aparecem Ossónoba, Évora e Lisboa.
 
 
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