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Denise Somera De Curitiba Qual é o poder da sua energia? Esta é uma pergunta difícil de responder, sem saber ao certo no que acreditar. O corpo é composto por energias? Elas são transmitidas, direcionadas, alinhadas por alguém? Através da energia corporal é possível trazer cura física? Quem é capaz destas habilidades? Estas e outras diversas questões rondam o imaginário de quem começa a receber, praticar ou conhecer o Reiki, uma técnica de sensibilização que nasceu no Japão, através do sensei Mikao Usui no começo do século XIX. “O reiki não somente cura doenças, mas também amplia aptidões inatas, equilibra o espírito, torna o corpo sadio e, assim, ajuda as pessoas a alcançarem a felicidade”, explica a mestre Claudia D’Errico, que tem, em Curitiba, um centro de estudos, cursos e aplicação de Reiki. Formado pelos ideogramas “rei” (“passagem livre”) e ki (“energia vital”), é uma técnica que aplicada com ou sem toques pelo corpo em pontos energéticos específicos, promove relaxamento, ativa o sistema imunológico e ainda, “desata nós”. “O Reiki libera seus bloqueios energéticos, trazendo harmonização física e mental. Não é uma religião ou possui dogmas. A pessoa acreditando ou não, o Reiki funciona”, garante Claudia. Surgimento – Mikao Usui era um pastor cristão japonês em Kyoto e, um dia, foi indagado por seus alunos acerca dos métodos de cura realizados por Jesus Cristo. Sem saber como responder com absoluta certeza, Usui sensei começou então a buscar as respostas, para entender e aprender o método. Tal busca durou dez anos e acabou direcionando o pastor ao budismo, já que as autoridades cristãs japonesas cortaram as possibilidades de melhor entender sobre o assunto. E aí começa uma grande peregrinação do mestre, que vai aos antigos sutras budistas, passando pelos chineses, depois os tibetanos. Ele encontrou pergaminhos com informações importantes na Índia e foi buscar sua iluminação no Monte Kuriyama, de volta à Kyoto, num jejum de 21 dias. A história conta que, numa sucessão de experiências importantes neste período de jejum, Makao Usui teve uma iluminação: ele foi “golpeado” na cabeça com uma luz, no centro de sua testa. “Foram aparecendo então os ideogramas do Reiki, que proporcionam a ativação a energia de cura através dos próprios símbolos”, conta Claudia. A história diz que o mestre passou por quatro milagres ao descer do Monte Kuriyama, fortalecendo ainda mais sua crença no Reiki. Segundo Claudia, foram experiências de cura, impondo suas mãos sobre locais afetados e recebendo cura. Terapia - Embora pareça místico para muita gente, o Reiki vem sendo tratado como terapia holística, que indica que as pessoas são tratadas como um todo: corpo-mente-espírito. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo em 2003, sob comando do professor Ricardo Monezi, concluiu que camundongos machos que recebiam Reiki como forma de tratamento a um câncer mostravam um aumento na capacidade de enfrentar a doença, aumentando seu número de linfócitos (responsáveis pela defesa do organismo). Alguns hospitais no mundo todo oferecem o Reiki como forma de tratamento complementar e, aqui no Brasil, algumas prefeituras no Mato Grosso do Sul e no interior de São Paulo oferecem o tratamento através do Reiki no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a psicóloga e também mestre em Reiki Carla Bento de Souza, as pessoas têm uma ânsia de encontrar algo, de transformar-se. E sente que “as pessoas não querem mais ficar em 10 anos de análise, querem encontrar em si mesmas o equilíbrio”. “O reiki ajuda neste sentido, ordenando suas energias vitais em busca do auto-conhecimento”, afirma. Conforme experiências em seu próprio consultório, quatro sessões de
Reiki já fazem a diferença. “Quem procura já está com um canal mais
aberto, é facilitado caso já venha motivado. Mas não é regra, a pessoa
pode vir sem acreditar que funciona do mesmo jeito”, conta Carla. Mas
lembra: o reiki é visto como uma terapia complementar aos tratamentos
tradicionais, não sendo indicado como único tratamento. “É um tratamento
de dentro para fora, de equilíbrio das energias vitais do corpo humano”
explica Carla. E é através deste equilíbrio interno que é possível
harmonizar ambientes, relacionamentos, metabolismo sistema imunológicos e
até os hormônios.
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