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Expia��o

O grande xeque-mate


Como vimos anteriormente, em meu artigo intitulado, "A f� e o livre arb�trio", no Apocalipse 12 n�s vemos que antes de nossa vida aqui na terra, havia uma guerra no Para�so. Tamb�m sabemos que o fim do livre arb�trio era a base desta guerra e que Satan�s ainda est� tentando executar seu plano nesta terra. O que n�s n�o discutimos no artigo era sobre qual era o plano de Deus?

Sua finalidade principal � claramente mostrada em Mois�s 1:39 "Pois eis que esta � minha obra e minha gl�ria: levar a efeito a imortalidade e a vida eterna do homem". Assim, o plano de nosso Pai tinha dois objetivos, que podem ser restaurados como salva��o e exalta��o. Elas n�o significam as mesmas coisas, e n�s devemos ter em mente as suas diferen�as quando vemos as coisas que Deus est� tentando fazer conosco.

Quando Ad�o foi expulso do Jardim do �den, a morte veio no mundo. Esta n�o era somente uma morte espiritual, pela qual o homem se tornou exclu�do da presen�a de Deus, se tornando carnal, sensual e diab�lico, era tamb�m uma morte real, que causou uma mudan�a f�sica no corpo do homem, que literalmente morria fisicamente. Ambas condi��es (morte espiritual e f�sica) fizeram o homem mais suscet�vel aos ataques diretos do dem�nio.

Desta forma, o homem precisava de algo que o ajudasse a se manter no contato com o Senhor e que pudesse receber luz e conhecimentos adicionais de Deus. Nossa linha de defesa preliminar contra o diabo � a ora��o, atrav�s da qual podemos receber revela��es divinas do Esp�rito Santo. Isto significa que mesmo que estejamos afastados f�sica e espiritualmente da presen�a do Senhor, a humanidade pode receber a ajuda e a orienta��o de Deus, para suportar os ataques de Satan�s em nossa salva��o e exalta��o.

Esta luz e conhecimento que recebemos com a ora��o s�o necess�rias ao plano de Deus, para que Ele possa trazer o homem de volta ao seu lugar natural e original na fam�lia celestial, porque a batalha que n�s ganhamos em nossa vida pr�-mortal era somente o come�o de uma grande guerra, n�o o seu fim. O campo de batalha foi transferido do trono do Para�so para nossa vida mortal aqui na Terra. Por isso a ora��o � muito importante. Sem ela somos como os soldados que lutam sem nenhuma lideran�a.

Como no jogo de xadrez, todos os nossos movimentos devem ser realizados para nos ajudar a derrubar o advers�rio. Entretanto, para fazer isso continuamente, temos que manter nossa mente atenta depois de uma jogada muito boa. Faz parte do jogo certificar-se de que nosso advers�rio n�o conhece nossos planos, caso contr�rio ele poderia mudar sua estrat�gia para conter nossos movimentos.

Sem dizer que o Senhor tem uma estrat�gia muito boa para deter seu oponente. Al�m disso, n�s aprendemos em Mois�s 4:6: "E Satan�s incitou o cora��o da serpente (pois ele havia atra�do muitos ap�s si) e procurou tamb�m enganar Eva, pois ele n�o conhecia a mente de Deus; por conseguinte, procurou destruir o mundo." Atrav�s desta escritura percebemos que Satan�s n�o conhece os planos de Deus.

No jogo de xadrez, algumas vezes � necess�rio sacrificar repentina e inesperadamente uma pe�a importante do jogo a fim de se conseguir uma posi��o mais vantajosa. Geralmente quando um grande jogador de xadrez sacrifica uma de suas pe�as, � onde o advers�rio n�o pode recusar peg�-la. Algumas vezes o advers�rio � confundido ao pensar por que a pe�a foi sacrificada e pode suspeitar que era por uma boa raz�o, mas n�o compreende qual a raz�o, entretanto se diverte achando que ganhou um grande pr�mio.

Eu acredito firmemente que isso fazia parte do plano de Deus quando Ele sacrificou seu filho, Jesus Cristo. Satan�s pensava desta maneira. N�s devemos lembrar que o diabo fazia tudo o que podia para incentivar os israelitas a crucificarem Jesus. Quando o seu plano aparentemente funcionou, ele deve ter ficado desorientado. Mas se alegrou porque pensava que havia frustado os planos de Deus. N�o entendia o que, de fato, Deus estava fazendo, assim n�o sabendo para que servia a estrat�gia usada, ele acreditou ter conseguido uma grande vit�ria com a morte de Cristo.

Mas como � um jogador excessivamente confiante, ap�s a ressurrei��o de Jesus, ele repentinamente cometeu seu erro. Antes de fazer uma an�lise mais detalhada de seu oponente, assegurando-se da vit�ria, ele encontrou-se na situa��o mais desesperadora do jogo. Se Satan�s compreendesse as conseq��ncias que a morte de Cristo teve, ele teria se certificado que Cristo vivesse at� se tornar um homem muito velho e morresse de morte natural. Isso roubaria de Deus o sacrif�cio expiat�rio de Cristo. Ao inv�s disso, atrav�s de suas a��es, Satan�s havia assegurado a salva��o de toda a humanidade. N�s podemos imaginar o quanto o diabo deve ter ficado irritado consigo mesmo.

Quando um bom jogador compreende que perdeu, ele deita o seu rei e concede a vit�ria ao seu advers�rio. Um mau jogador faz o oposto. N�o admite sua falha e continua jogando, mesmo sabendo que n�o h� nenhuma esperan�a de vit�ria. Se �nico objetivo se transforma em matar, como pode, todas as pe�as de seu advers�rio. O diabo � esse tipo de jogador. Obstinado, ele recusa admitir a derrota, mesmo depois de derrotado. N�s agora somos o objeto da f�ria do diabo. Como Pedro nos advertiu: "Sede s�brios; vigiai; porque o diabo, vosso advers�rio, anda em derredor, bramando como le�o, buscando a quem possa tragar" (I Pedro 5:8).

Ap�s a morte de Jesus Cristo o jogo estava ganho, mas o Senhor sabia que o resultado n�o satisfaria Satan�s. Por isso teve que encontrar uma maneira de deixar seus filhos a salvo da ira do diabo. Devemos ter em mente que n�o estamos falando de um imagin�rio jogo de xadrez. Estamos falando sobre pessoas reais e morte real. Para Deus estamos falando, literalmente, de seus filhos. Assim, mesmo que Ele se coloque de tal maneira que Satan�s n�o possa vencer, Ele d� a cada pessoa condi��es de defender sua pr�pria vida.

Foi nos dito em Ef�sios 6:11-18: "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque n�o temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os pr�ncipes das trevas deste s�culo, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a coura�a da justi�a; E cal�ados os p�s na prepara��o do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da f�, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai tamb�m o capacete da salva��o, e a espada do Esp�rito, que � a palavra de Deus; Orando em todo o tempo com toda a ora��o e s�plica no Esp�rito, e vigiando nisto com toda a perseveran�a e s�plica por todos os santos."

Neste momento quero analisar a Expia��o, que eu gosto de comparar ao xeque-mate, porque � o movimento decisivo do jogo. Outra raz�o para analisar isto, � observar como foi inteligente o sacrif�cio de Cristo.

Para come�ar devemos voltar at� Eva, no Jardim do Para�so. Foi ela quem realmente iniciou o pecado, mas o fez de maneira que n�o somente ela fosse envolvida. Em I Tim�teo 2:14-15 lemos: "E Ad�o n�o foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgress�o. Salvar-se-�, por�m, dando � luz filhos, se permanecer com mod�stia na f�, no amor e na santifica��o."

Eva foi a primeira transgressora dos mandamentos de Deus, mas foi iludida ou enganada para fazer isso, assim n�o podia ser completamente responsabilizada por suas a��es. Nesta hora ela foi induzida, era inocente porque n�o sabia a diferen�a entre o bem e o mal. Isto fica claro, porque Deus amaldi�oou a serpente e n�o a mulher (Guarde bem isso porque, mais tarde, veremos como foi importante este fato). � verdade que Eva recebeu uma puni��o por sua transgress�o, mas a puni��o de um pai amoroso sempre vem acompanhada por uma b�n��o.

Qual foi o seu castigo? Vemos em G�nesis 3:16: "E � mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua concei��o; com dor dar�s a luz filhos; e o teu desejo ser� para o teu marido, e ele te dominar�." Eva j� havia recebido o presente da procria��o, (aparentemente sem dor). Sua puni��o era que, agora, a dor estaria presente na hora do parto.

Al�m disso, devemos recordar que o Eva tinha sido criada original e especificamente para ser uma sustenta��o para Ad�o. Entretanto, no incidente com Satan�s, foi Eva quem convenceu Ad�o a ser desobediente ao mandamento de Deus. Como resultado direto desse conselho, o direito de governar foi dado a Ad�o. (Eu estou certo que isso j� havia sido decidido h� muito tempo, mesmo antes que a terra fosse criada, para dar o sacerd�cio ao homem, mas aqui vemos uma raz�o para adicionar este direito. Eu n�o farei mais coment�rios sobre aspecto da queda, porque n�o pertence ao assunto que n�s estamos discutindo, mas achei que este era necess�rio citar.)

As Escrituras ensinam claramente que Ad�o n�o foi iludido. Tomou deliberadamente uma decis�o para fazer o que era necess�rio. Como diz em 2 N�fi 2:25: " Ad�o caiu para que os homens existissem." N�o havia nenhuma d�vida sobre isso, tanto que Paulo aconselhou em I Tim�teo 2:12-14 dizendo: " N�o permito, por�m, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em sil�ncio. Porque primeiro foi formado Ad�o, depois Eva. E Ad�o n�o foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgress�o."

Como eu disse anteriormente, para cada puni��o h� tamb�m uma b�n��o. Qual era a b�n��o desta puni��o? N�s aprendemos de I Tim�teo 2:15, "Salvar-se-�, por�m, dando � luz filhos, se permanecer com mod�stia na f�, no amor e na santifica��o." A puni��o era que Eva e todas as mulheres teriam dor na hora do parto, mas a b�n��o � que ela "SALVAR-SE-� DANDO � LUZ FILHOS." Assim, o sofrimento causado pelo parto � atenuado pela b�n��o contida na puni��o. E esta b�n��o faz parte do grande plano de Deus.

Que aconteceu � serpente? Em g�nesis 3:14 n�s aprendemos: "Ent�o o SENHOR Deus disse � serpente: Porquanto fizeste isto, maldita ser�s mais que toda a fera e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andar�s, e p� comer�s todos os dias da tua vida." Esta era sua maldi��o, mas escuta o verso seguinte! "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferir� a cabe�a, e tu lhe ferir� o calcanhar."

A serpente iludiu a mulher e fez com que pecasse, mas a mulher teria sua vingan�a na serpente. Com a dor do parto viria seu Salvador para redimi-la de sua condi��o de pecadora.! O diabo tem o poder de ferir a humanidade, mas a humanidade atrav�s de um dos filhos de Eva (Salvador), destruiria a serpente.

N�s temos que lembrar que o poder de procriar veio como resultado direto da desobedi�ncia de Eva, o qual foi causado pelo pr�prio Satan�s. Assim, n�o sabendo da vontade do Senhor, Satan�s criou uma situa��o tal, que permitiu que o homem se multiplicasse para povoar a terra, raz�o pela qual Deus criou a terra em primeiro lugar. Desta forma, por mais incr�vel que possa parecer, Satan�s foi o respons�vel pela exist�ncia da humanidade. Como vemos em 2 N�fi 2:22-25: "E ent�o, eis que se Ad�o n�o houvesse transgredido, n�o teria ca�do, mas permanecido no Jardim do �den. E todas as coisas que foram criadas deveriam ter permanecido no mesmo estado em que estavam depois de haverem sido criadas; e deveriam permanecer para sempre e n�o ter fim. E n�o teriam tido filhos; portanto teriam permanecido num estado de inoc�ncia, n�o sentindo alegria, por n�o conhecerem a mis�ria; n�o fazendo o bem, por n�o conhecerem o pecado. Mas eis que todas as coisas foram feitas segundo a sabedoria daquele que tudo conhece. Ad�o caiu para que os homens existissem; e os homens existem para que tenham alegria."

Mas o homem n�o poderia ter alegria a menos que houvesse uma maneira de redimi-lo e salv�-lo de sua condi��o de pecador. E havia: "E eis que este � o significado total da lei, cada ponto indicando aquele grande e �ltimo sacrif�cio; e aquele grande e �ltimo sacrif�cio ser� o Filho de Deus, sim, infinito e eterno. E assim ele trar� salva��o a todos os que acreditarem em seu nome, sendo a finalidade deste �ltimo sacrif�cio manifestar as entranhas da miseric�rdia, a qual sobrepuja a justi�a e proporciona aos homens meios para que tenham f� para o arrependimento. E assim a miseric�rdia pode satisfazer as exig�ncias da justi�a e envolve-os nos bra�os da seguran�a, enquanto que aquele que n�o exerce f� para o arrependimento est� exposto �s exig�ncias de toda a lei da justi�a; portanto, apenas para o que possui f� para o arrependimento tem efeito o grande e eterno plano de reden��o. Portanto permita Deus, meus irm�os, que comeceis a exercer vossa f� para o arrependimento, que comeceis a invocar seu santo nome, para que tenha miseric�rdia de v�s."

"Portanto � necess�rio que haja uma expia��o infinita - porque se a expia��o n�o fosse infinita, esta corrup��o n�o poderia revestir-se de incorrup��o. Portanto o primeiro julgamento que recaiu sobre o homem deveria ter durado eternamente. E se assim fosse, esta carne teria que apodrecer e desfazer-se em sua terra m�e, para n�o mais se levantar. Oh! A sabedoria de Deus, sua miseric�rdia e gra�a! Pois eis que se a carne n�o mais se levantasse, nossos esp�ritos estariam � merc� daquele anjo que caiu da presen�a do Eterno Deus e tornou-se o diabo, para n�o mais se levantar... Oh! Qu�o grande � o plano de nosso Deus! Porque, por outro lado, o para�so de Deus dever� libertar os esp�ritos dos justos, e a sepultura, libertar os corpos dos justos; e o esp�rito e o corpo ser�o reunidos novamente e todos os homens tornar-se-�o incorrupt�veis e imortais e ser�o almas viventes, tendo um perfeito conhecimento, como n�s na carne, com a diferen�a de que o nosso conhecimento ser� perfeito" (2 N�fi 9:7-8, 13).

Em G�nesis 22:2-13, vemos uma grande simbologia da Expia��o no sacrif�cio de Isaque feito por seu pai Abra�o: "E (Deus) disse: Toma agora o teu filho, o teu �nico filho, Isaque, a quem amas, e vai-te � terra de Mori�, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi. Ent�o se levantou Abra�o pela manh� de madrugada, e albardou u seu jumento, e tomou consigo dois de seus mo�os e Isaque seu filho; e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera. Ao terceiro dia levantou Abra�o os seus olhos, e viu o lugar de longe. E disse Abra�o a seus mo�os: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o mo�o iremos at� ali; e havendo adorado, tornaremos a v�s. E tomou Abra�o a lenha do holocausto, e p�-la sobre Isaque seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua m�o, e foram ambos juntos."

"Ent�o falou Isaque a Abra�o seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha , mas onde est� o cordeiro para o holocausto? E disse Abra�o: Deus prover� para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos. E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abra�o ali um altar e p�s em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha. E estendeu Abra�o a sua m�o, e tomou o cutelo para imolar o seu filho; Mas o anjo do SENHOR lhe bradou desde os c�us, e disse: Abra�o, Abra�o! E ele disse: Eis-me aqui. Ent�o disse: N�o estendas a tua m�o sobre o mo�o, e n�o lhe fa�as nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e n�o me negaste o teu filho, o teu �nico filho. Ent�o levantou Abra�o os seus olhos e olhou; e eis um carneiro detr�s dele, travado pelos seus chifres, num mato; e foi Abra�o, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho."

Eu gostaria de comentar sobre o carneiro que ficou preso pelos chifres no mato. O que eu acho interessante sobre isso � que o diabo � freq�entemente retratado com chifres. Minha opini�o pessoal � que, nesta hist�ria, o carneiro representa o diabo que � literalmente preso em seus erros na terra. O carneiro n�o tinha id�ia do que Abra�o estava fazendo, e eu estou certo que nem mesmo o diabo sabia. Assim o diabo, como o carneiro, foi preso em seus pr�prios feitos e no fim foi ele quem realmente foi destru�do, ao inv�s da humanidade.

H� ainda outra grande profecia relacionada � Expia��o. Em n�meros 21:6-8 n�s vemos: "Ent�o o SENHOR mandou entre o povo serpentes ardentes, que picaram o povo; e morreu muita gente em Israel. Por isso o povo veio a Mois�s, e disse: Havemos pecado porquanto temos falado contra o SENHOR e contra ti; ora ao SENHOR que tire de n�s estas serpentes. Ent�o Mois�s orou pelo povo. E disse o SENHOR a Mois�s: Faze-te uma serpente ardente, e p�e-na sobre uma haste; e ser� que viver� todo o que, tendo sido picado, olhar para ela."

Eu sempre ficava confuso porque estes versos usam o s�mbolo da serpente para representar Cristo na cruz, embora n�o haja d�vidas que este era o seu significado. O Livro de M�rmon tamb�m testifica este fato: "Eis que Mois�s dele falou; sim, e eis que um s�mbolo foi levantado no deserto, a fim de que todo aquele que o olhasse, vivesse. E muitos olharam e viveram. Poucos, por�m, compreenderam o significado daquelas coisas; e isso devido � dureza de seu cora��o. Mas houve muitos t�o obstinados, que nem quiseram olhar e, portanto, pereceram. Ora, a raz�o pela qual n�o queriam olhar era que n�o acreditavam que isso os curaria" (Alma 33:19-29).

"Sim, n�o deu ele testemunho de que o Filho de Deus haveria de vir? E assim como ele levantou a serpente de metal no deserto, assim tamb�m ser� levantado aquele que h� de vir. E assim como todos os que olharam para aquela serpente viveram, assim tamb�m todos os que olharem para o Filho de Deus, com f�, tendo esp�rito contrito, viver�o, sim, para a vida eterna" (Helam� 8:14-15).

Minha confus�o estava centrada no uso do s�mbolo da serpente. Eu pensei que n�o havia como o s�mbolo do Diabo ser usado, tamb�m, como um s�mbolo de Cristo. De fato no Novo Testamento, come�ando por Jo�o at� o livro do Apocalipse, o t�tulo dado a Cristo por causa de Sua Expia��o era "o Cordeiro de Deus." Segundo a lei de Mois�s, eram os cordeiros que eram sacrificados. Assim o s�mbolo de um cordeiro � mais apropriado para a Expia��o de Cristo. Ent�o por que foi ordenado a Mois�s que colocasse uma serpente sobre a cruz, como um s�mbolo, para que os povos vissem? Isso sempre me incomodou.

Ent�o pensei sobre o carneiro que foi sacrificado no lugar de Isaque. Embora Jesus fosse posto � morte f�sica, esta era tempor�ria, porque Ele voltou a vida novamente. E por causa da Expia��o e Ressurrei��o de Cristo, toda a humanidade viver� outra vez. Como J� declarou eloq�entemente: "E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus" (J� 19:26). Ent�o quem � aquele que certamente morrer�? O Diabo! A morte de Cristo na cruz n�o matou a Jesus, mas matou a Satan�s!
Quando Cristo foi crucificado, foi a serpente quem realmente foi crucificada, porque havia perdido o jogo nesta hora. Jesus disse: "Est� feito" e estava! N�o havia mais nada que Satan�s pudesse fazer para mudar a situa��o. Assim, para mim, agora quando leio sobre as serpentes impetuosas do tempo de Mois�s, eu compreendo que foi na Expia��o que a serpente foi destru�da. A b�n��o dada a Eva por nosso Pai tornou-se verdadeira. A mulher feriu o calcanhar da serpente. No entanto, apesar de todas as dicas que Deus mostrou sobre suas estrat�gias, Satan�s nunca percebeu nada. Que jogada o nosso Pai Celestial realizou! Como N�fi declarou: "Oh! Qu�o grande � o plano de nosso Deus!" (2 N�fi 9:13).

Traslated by

Ana Carolina Igeski
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