CAPÍTULO XVI
Resumo:
As universidades tornadas inofensivas.
O classicismo substituído. A educação
e a profissão. Propaganda da autoridade
do "Governo" nas escolas.Abolição
do ensino livre. As novas teorias.
A independência do pensamento. O ensino pela imagem.
A FIM de destruir todas as forças
coletivas, exceto as nossas, suprimiremos as universidades,
primeira etapa do coletivismo, e fundaremos outras com um
novo espírito. Seus reitores e professores serão
preparados secretamente para a sua tarefa por meio de programas
de ação secretos e minunciosos, dos quais se
não poderão afastar uma linha. Serão
nomeados com uma prudência muito especial e serão
inteiramente dependentes do governo (1).
Excluímos do ensino o direito cívico,
assim como tudo o que concerne às questões políticas.
Essas matérias serão ensinadas a algumas dezenas
de pessoas, escolhidas por suas faculdades eminentes. As universidades
não devem deixar sair de seus muros fedelhos que formem
projetos de constituição, como se compusessem
coméidas ou tragédias, e que se ocupem de questões
políticas que seus próprios pais nunca entendeream.
O mau conhecimento que a maioria dos homens
tem das questões políticas faz deles utopistas
e maus cidadãos; podeis verificar o que a educação
geral fez dos cristãos. Foi preciso que introduzíssemos
em sua educação todos os princípios que
tão brilhantemente enfraqueceram sua ordem social. Mas
quando estivermos no poder, afastaremos da educação
toidas as matérias de ensino que possam causar perturbação
e faremos da mocidade crianças obedientes às autoridades,
amando quem os governa, como um apoio e uma esperança
de tranquilidade e de paz.
Substituiremos o classicismo, assim como todo o estudo da história
antiga, que apresenta mais maus exemplos do que bons, pelo estudo
do programa do futuro.Riscaremos da memória dos homens
todos os fatos dos séculos passados que não forem
agradáveis, somente conservando dentre eles os que pintem
os erros dos governos cristãos(2). A vida prática,
a ordem social natural, as relações dos homens
entre si, a obrigação de evitar os maus exemplos
egoístas, que espalham a semente do mal e outras questões
semelhantes de caráter pedagógico ficarão
no primeiro plano do programa de ensino, diferente para cada
profissão e que não generalizará o ensino
sob pretexto algum.Esse modo de encarar a questão tem
uma importância especial.
Cada classe social deve ser educada conforme o destino e a tarefa
que lhes são próprias(3). Os gênios acidentais
sempre souberam e sempre saberão infiltrar-se nas outras
classes; porém deixar penetrar em classes estranhas genrte
sem valor, permitindo-lhe tomar os lugares que pertencem a essas
classes pelo nascimento e pela profissão, por causa desses
casos excepcionais, é rematada loucura.
Sabeis bem como tudo isto acabou para os
cristãos, que consentiram em tão berrante monstruosidade.
Para que o governo tenha o lugar que lhe compete nos corações
e nos espíritos de seus súditos,é necessário,
enquanto durar, ensinar na todo o povo, as escolas e na praça
pública, qual qual a sua importância, quais os
seus deveres e como sua atividade produz o bem do povo.
Aboliremos todo ensino livre(4).Os estudantes terão o
direito de se reunirem a seus pais, como em clubes, nos estabelecimentos
escolares: durante essas reuniões, nos dias de festa,
os professores farão conferências, na aparência
livres, sobre as relações dos homens entre si,
sobre as leis da imitação, sobre as desgraças
provocadas pela concorrência ilimitada, enfim sobrer a
filosofia das novas teorias, ainda ignoradas pelo mundo.Faremos
dessas teorias um dogma e dele nos serviremos para conduzir
os homens à nossa fé. Quando eu tiver terminado
a exposição de nosso programa de ação
no presente e no futuro, dir-vos-ei quais as bases dessas teorias.
Em uma palavra, sabendo pela experiência de muitos séculos
que os homens vivem e se dirigem pelas idéias, que essas
idéias somente sãao inculcadas aos homens pela
educação, ministrada com êxito igual em
todas as idades por processos diferentes, bem entendido, absorveremos
e adotaremos, em nosso proveito, os derradeiros clarões
da independência de pensamento, que de há muito
já dirigimos para as matérias e idéias
de que carecemos.O sistema de repressão do pensamento
já está em vigor no método denominado ensino
pela imagem, que deve transformar os cristãos em animais
dóceis, que não pensam e esperam a representação
das cousas e imagens, a fim de compreendê-las...(5). Na
França, um de nossos melhores agentes, Burgeois, já
proclamou o novo programa de educação pela imagem.(6).
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Notas e comentários
(1) Vimos no Brasil, como exemplo, a Universidade
do Distrito Federal, fundada para fins dissolventes e judaicos.
Seus mentores e professores foram preparados judaicamente
no estrangeiro, a fim de imporem à mocidade carioca
a orientação que lhes traçaram seus mestres.
O fenômeno se tem repetido por toda a parte. Em S. Paulo,
o judeu Roberto Simonsen, magnata dos grandes negócios
de café, inaugura e orienta a Escola Livre de Sociologia
e Política, onde vai instilando o sutil e perfumado
veneno de suas teorias. V. "Diário de S. Paulo",
15 de abril de 1936.
(2) A história com esse sentido
mentiroso, falso e caluniador já vem sendo de longa
data feita pelo judeu, que quer apagar a memória da
experiência e dos feitos dos povos cristãos.
Seu ideal é transformá-los em gado, e gado não
tem história... "Substituiremos o classicismo",
dizem os "Protocolos". Por que? Responde claramente
o judeu Pierre Paraf, em "Israel", 1931, pág.
162: "O classicismo marca evidente regresso à
tradição católica".
(3) Criação de compartimentos
estanques e limitação da inteligência
pela particularização.
(4) O contrário do que pregam hoje.
Ainda acima se citou uma escola livre do judeu Simonsen...É
o cúmulo!...
(5) Todo o sistema de educação
é hoje conduzido no sentido prescrito nos "Protocolos".
Os olhos, os ouvidos e as mãos aprendem maquinalmente,
anulando-se pouco a pouco o trabalho do cérebro. O
judeu Benjamin Cremieux ataca e critica isso no seu livro
"Inquiétude et reconstruction". Há
judeus com alguma consciência.
(6) Nas traduções alemã
(pág. 121), americana (pág. 56), polonesa e
russa de 1920, aparece o nome de Bourgeois. Na Inglesa (pág.
63), está Bouscy. A verdadeira leitura, segundo os
comentários do Monsenhor Jouin, é mesmo Bourgeois.
"Os Protocolos", na verdade, referem-se a Léon
Bourgeois, Presidente do Senado Francês e da Liga das
nações, Ministro da Instrução
Pública no Gabinete Brisson, em 1898, grande propugnador
de iniciativas pedagógicas e do ensino leigo.
Sua ação pública
combina com as finalidades dos "Protocolos".