CAPÍTULO VII
Resumo:
Porque é preciso aumentar os armamentos.
Fermentações, discórdias e ódios
no mundo inteiro. Coação da oposição
dos cristãos pelas guerras e pela guerra geral. O segredo
é o penhor do êxito na política. A imprensa
e a opinião pública. Os canhões americanos,
japoneses e chineses.
O AUMENTO dos armamentos e do pessoal da polícia é
um complemento imprescindível do plano que estamos
expondo. É preciso que não haja mais, em todos
os Estados, além de nós, senão massas
de proletários, alguns milionários que nos sejam
dedicados, policiais e soldados (1).
Em toda a Europa, bem como nos outros continentes, devemos
suscitar agitações, discórdias e ódios.
O proveito é duplo. Dum lado, manteremos, assim, em
respeito todos os países, que saberão que poderemos,
à nossa vontade, provocar a desordem ou restabelecer
a ordem : todos esses países se habituarão,
pois, a nos considerar como um fardo necessário. Do
outro, nossas intrigas embrulharão todos os fios que
estenderemos nos gabinetes governamentais por meio da política,
dos contratos econômicos e dos compromissos financeiros.
Para atingir nosso fim, precisaremos dar prova de grande astúcia
no decurso dos entendimentos e negociações ;
mas no que se chama "a linguagem oficial", seguiremos
uma tática oposta, parecendo honestos e conciliadores.
De tal modo, os povos e os governos cristãos, qu acostumamos
a olhar somente a face do que lhe apresentamos, mais uma vez
nos tomarão com benfeitores e salvadores da humanidade.
A qualquer oposição, deveremos estar em condições
de fazer declarar guerra pelos vizinhos da nação
que ousar criar-nos embaraços (2); e, se esses próprios
vizinhos se lembrarem de se aliar contra nós, devemos
repelí-los por meio duma guerra geral.
O mais seguro caminho do êxito em política é
o segredo de todas as empresas (e intenções);
a palavra do diplomata não deve concordar com seus
atos.
Devemos obrigar os governos cristãos a obrar de acordo
com este plano, que amplamente concebemos e que já
está chegando à sua meta . A opinião
pública ajudar-nos-á, essa opinião pública
que o "grande poder", a imprensa, secretamente já
pôs em nossas mãos. Com efeito, com poucas exceções,
que não tem importância, a imprensa está
toda em nossa dependência. Em uma palavra, para resumir
nosso sistema de coação dos governos cristãos
da Europa, faremos ver a um nossa força por meio de
atentados, isto é, pelo terror; a todos, se todos se
revoltarem contra nós, responderemos com os canhões
americanos, chineses e japoneses (3).
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Notas e Comentários
(1) Parece não ser preciso comentar a "corrida
armamentista" da qual diariamente falam os jornais, nem
lembrar que as grandes fábricas de armas e munições,
os grandes estaleiros de construções navais
e o monopólio do níquel estão nas mãos
de judeus... Por que não há meio dos governos
decretarem que só o Estado pode fazer engenhos de guerra?
Bastaria isto para diminuir os armamentos e as possibilidades
de guerra. É bom, porém, notar o aumento visível
de forças policiais (especiais) no mundo inteiro: Brigadas
de Guardas Móveis na França, Brigadas de Choque
na Áustria e na Espanha, Polícias Especiais
no Brasil, etc...
(2) Nos casos Ítalo-Etíope e da Renânia,
é aparente, claro, o trabalho do judaísmo nesse
sentido. Maçons e judeus chegaram a pregar na França
a "guerra preventiva contra a Alemanha".
(3) O plano judeu é, depois de armar os não-europeus,
insuflar-lhes idéias socialistas ou imperialistas e
lançá-los contra a Europa. Em "La crise
du monde moderne", págs. 203-204, René
Guénon pressentiu o problema: "Hoje existem orientais
que mais ou menos estão completamente ocidentalizados
(ou melhor, judaizados), que abandonaram sua tradição
para adotar todas as aberrações do mundo moderno
e esses elementos desviados, graças ao ensino das universidades
européias e americanas, se tornam nas suas pátrias
causas de perturbação ou agitação."
Veja o comunismo anarquizando a China, o Turquestão,
e a Pérsia, já tomando conta da Mongólia
e pretendendo espraiar-se pela Ásia.
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