SANGUE DOCE

Renate Emanuele

 

Escuso no caminho, agora atento

Entre muitas árvores e seus galhos

Caminhando entre o ermo, lúgubre atalhos

Tendo esta minha sede por meu alento

 

No meio às sombras e o céu enluarado

Eu vagueio só, como alma solitária

Um vampiro da noite, escura e pária

Fico voando sem rumo, tresloucado

 

Eu procuro seu sangue doce e quente

Eu voraz deste seu amor indecente

Dama da noite, majestade linda

 

Presa fácil, a felina domada

Busco em você, uma fera danada

Quero saciar esta sede faminta

 

 

 

 

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