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LOUCA Renate Emanuele
Fico falando pra você aqui bem
baixinho
Assim, meu louco amor, vou abrindo minha
boca
Porque, as vezes, até me dizem que
sou louca
Expondo o martírio de minh'alma e
me aninho
E desta maneira posso agora ir
dizendo
Dos meus pensamento senis e muito
loucos
Desta paixão que me enlouquece,
mata aos poucos
Na realidade, é de amor que
estou morrendo
Desta louca saudade que dói no
coração
Fogo que arde as entranhas com
muito tesão
Uma lágrima quente que um sorriso
encobre
E neste soneto que da loucura
inspirei
Vou falando de tudo que um dia
sonhei
E que acordada, o soluço me cobre
ENSANDECIDO!
Bernardino Matos.
Nas caladas da noite, me pego
falando baixinho,
dizendo-te do meu amor,
enquanto dormes,
vou abrindo meu coração,
devagarzinho,
pareço louco, mas estou dentro
dos conformes.
E o silêncio da noite me
motiva e me anima,
deixo fluir minhas emoções,
pareço louco,
essa paixão densa, fortalece
minha auto-estima,
na realidade tudo o que falo e
sinto é muito pouco.
É bom poder falar desse amor
enternecido,
uma dor profunda me invade o coração,
me vem o medo de perder-te, fico
enlouquecido.
E assim, chamo esse soneto,
o eco da loucura,
sonho com todas as forças de
minhas entranhas,
e adormeço envolvido pelo
lençol da ternura.
Fortaleza, 02 de julho de 2006..
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