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ELA
Renate
Emanuele
Mulher, somente uma
mulher
Triste, errante pelo
sofrimento
Vagueia pela rua do
tormento
Da vida nada espera,
nada quer
Já foi uma dama
respeitada
Com fino trato e
moradia
Um semblante de
alegria
Mulher bonita e muito
amada
Mas um dia uma
fatalidade
Carregou seu ente
querido
Seu grande amor, o
marido
Levando consigo a
felicidade
O sofrimento limitou
sua beleza
Sua mente então
debilitada
Facilmente dos bens
roubada
Doente, sozinha e
indefesa
Ela... Sem nome, suja,
surrada
Alimenta-se das
sobras do lixão
Mulher indigente, sem
coração
Que na rua agora faz
sua morada

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