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FLUTUAÇÃO
Fico
endeusando-a, acompanhando os seus encantos que se destacam, que se
escondem...
Freqüento,
por vezes, os mesmos ambientes, mas só quem sabe é meu coração
delirante - confidente.
Sigo o
trajeto de seu olhar, ouço o balouçar do seu coração na balança-brincadeira,
na balança-sem juízo, na balança-trapézio. Espero que caia. Ele
nem desconfia. Penso no heroísmo de servir-lhe na hora certa como
rede protetora, ou pescadora. Quero-o com as janelas abertas para meu
amor entrar, invadir, voar, sentir... Amá-la.
O silêncio
é minha música, enquanto espero o próximo momento de vê-la, em
minha loucura, outra vez vindo em minha direção com os braços
abertos, estendidos
Hoje, ao
menos, flutue para mim. Vamos aterrissar nas camas cúmplices,
enquanto nos beijamos. Nossos beijos serão tapetes mágicos em vôo
cego...
Não tenha receio das alturas. Tudo é magia. Voe, pois, agora,
não é mais mistério.
Quero-a,
nua, sentada na beira da cama, com as pernas no Leste e no Oeste,
abertas, deixando à mostra seu vale tropical - úmido e quente. E,
eu, ajoelhado diante da Realeza, sendo seguro pela cabeça, pelos
cabelos, a beijar-lhe na altura que mais agradar, na intensidade que
mais desejar.
Quando
não mais agüentar, peça-me para escalá-la e penetrá-la com o coração
palpitante e apaixonado. |
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Ateliê da Alma Direitos Autorais Reservados: Nilton Bustamante
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