Assunto de Meninos, O Livro.

 

Nota do autor: O livro ainda esta em processo de construção, os capítulos são postados aos poucos. Nesta página é possível acompanhar o desenvolvimento da história, enviar criticas, elogios e sugestões pelo e-mail [email protected] . Quem tiver disponibilidade e conhecimento, pode se voluntariar para construir uma pagina descente para este livro.

 

A censura é de 18 anos, por conter cenas explicitas de sexo, violência, conflitos familiares e distúrbios de personalidade.

 

O Objetivo desta obra é inserir o leitor em um novo ângulo da perspectiva do universo Gay. Nem tudo é sexo, baladas e promiscuidade. O individuo homoafetivo pode ser um médico, advogado, juiz, ou seu filho adolescente que canta no coral da igreja. É por isso que retratamos a história de Christopher: um garoto de 14 anos que descobre sua sexualidade em meio ao turbilhão de hormônios que buscavam equilíbrio em sua puberdade. Escolhi um cenário americano por ser o meu favorito para contar histórias, mas isso não significa que eu não saiba valorizar a minha cultura Brasileira.

 

Enfim, espero que você possa se divertir, se emocionar e tirar bons aprendizados neste livro que é baseado em fatos reais.

 

Boa leitura!

 

Fábio Silva.

 

***

Prólogo

 

Christopher abriu seu velho diário e releu algumas passagens de sua vida. Parou em uma que marcou o inicio de um circulo que há muito tempo se encerrara:

 

“Os anos foram se passando. A cada dia que surgia eu notava o quão diferente eu era das outras pessoas, particularmente, o como eu era diferente dos garotos. Não sabia explicar, foi algo que apenas era possível sentir. Para mim todos não passavam de brutos e grossos. Não sabiam o que era amável, delicado e sensível. Isso me machucou a vida inteira.

Sentia coisas que não sabia explicar, nem dizer quem eu era. Então um dia eu fiz quatorze anos...

 

E TUDO FEZ SENTIDO.

 

A aptidão natural para as artes... o perfeccionismo, a necessidade de provação, o medo de nunca ser melhor que os outros, a auto-critica agressiva e impiedosamente cruel. O dom de cuidar de bichinhos doentes, a lagrima por assistir o Rei Leão. O jeito impecável em dublar Madonna e a vontade louca de ser artista e sair pelo mundo encima de um palco...

 

... A maneira apaixonante que eu vislumbrava meu colega de classe da quinta-série, a quem eu amei secretamente por anos...

 

Foi num baque que, aos quatorze anos que eu cobri meu rosto com as mãos e chorei. Chorei por cada dia angustiante que busquei respostas, chorei pela vida que me pregava peças e me deixava perdido em meio ao nevoeiro. Chorei pelo dia em que eu queria ser a noiva na festa junina, chorei pela surra que levei na escola dos outros meninos. Chorei por ser o esquisito na rua, o excêntrico da igreja, chorei porque sentia que ninguém no mundo jamais me compreenderia. Chorei porque descobri, finalmente, que eu era Gay.”

 

- Acabou – disse Christopher fechando o diário – Finalmente acabou.

 

O rapaz fitou os presentes de seu aniversário abertos sobre a mesa e pensou em quem sentiria falta dele. Chutou o banquinho e sentiu a corda apertar o laço em seu pescoço. Sua visão começou a nebular, e quando finalmente começou a perder os sentidos, sua mente trouxe a memória um dos dias mais felizes em toda sua existência.

 

***

UM

 

O essencial para se manter vivo e longe de problemas era escondendo tudo. Ninguém jamais poderia saber o que se passava com Christopher. O primeiro passo foi adotar uma postura mais reservada, ou melhor, hétero. As coisas não eram fabulosas, eram interessantes. Ele não a-d-o-r-a-v-a o suflê de cenoura, apenas gostava. Madonna e Abba? Agora seus CDs eram de rap, rock e qualquer outra coisa que reforçasse sua masculinidade. Estes estereótipos já seriam um lugar por onde ele poderia começar. Estas atitudes drásticas eram necessárias, afinal, aos quatorze anos as suas ações afeminadas não seriam mais vistas como “uma maneira de ser de uma criança sem malicias”. Antes o jeito delicado era visto como “boa educação e refinamento”. A voz fina que não engrossava era apenas o talento de mais um soprano, e a maneira eloqüente de comunicar era a veia artística da família. Mas esses disfarces poderiam cair por terra logo logo, afinal, aos quinze, dezesseis e outros mais tantos anos não deixariam esses indícios de homossexualidade despercebidos.

 

Christopher não cogitou que essa auto-multilação lhe traria graves problemas emocionais no futuro. O que ele mais queria no momento era ser um garoto normal, hétero.

 

Pensou mais uma vez na sua trajetória de vida até a situação que o trouxe até ali. Estava debruçado na janela do quarto do primeiro andar, olhando para a rua, sem foco, apenas com os pensamentos dispersos. “Sou um monstro” – pensou ele – “minha família, meus amigos, a igreja... ninguém nunca aceitaria uma coisa dessas”. Naquela noite, indagou-se se seria capaz de assumir esse novo personagem em sua vida. Fingir ser o que não era, ocultar seus sentimentos e desejos. Cogitou se não seria mais fácil desistir de tudo, simplesmente puxando a corda.

 

Ele tentou ser mais lógico. Sabia que era diferente desde pequeno, e as coisas faziam sentido agora porque era capaz de entender o que sentia. Ele jamais optou por ser capaz de gostar de outros meninos, isso era uma condição! Era muito mais fácil viver nesse mundo estúpido se ele sentisse atração por mulheres, então notou que era repugnante a idéia de um dia se deitar com uma garota. Não se tratava apenas de sexo, isso estava em sua essência. Sentia-se incompatível com várias coisas, e uma delas era de manter algum tipo de relação com o sexo oposto. Ele não tinha nojo de mulheres, apenas nada o estimulava a querer transar com elas ou passar o resto de sua vida casado com uma. Já os meninos eram diferentes. Helliowt, um colega de classe, lhe despertava os desejos mais profundos que nunca havia imaginado que existiam dentro de si. Seu sorriso, sua pele, seu corpo... Ele queria possuí-lo, abraçá-lo, beijá-lo, senti-lo. Fazê-lo ter prazer.

 

Chris tentou. Nos momentos propícios, fazia o possível para conseguir contato corpo-a-corpo, e as aulas de educação física eram perfeitas para isso. Mas não parou por ai. Na sala de aula, fazia sempre o possível para sempre estudar ao lado dele, e assim faziam os trabalhos juntos. Helliowt não havia dado ainda nenhum sinal verde a Christopher, assim o garoto colocou outro plano em prática. A professora de línguas pediu para a Tuma se dividir em grupos, e passou a tarefa a eles de montar uma peça de teatro. O roteiro deveria se basear nos romances que ela entregou a cada grupo. Chris prontamente tomou a tarefa de coordenar o grupo dele, para assim articular coisas ao seu favor, como por exemplo, o papel protagonista, e no meio do roteiro que ele adaptou, incumbiu a Helliowt um personagem que ficaria a maior parte do tempo trajando apenas uma bermuda de lycra agarradinha, ficando assim sem camisa, mostrando seu belo corpo escultural.

 

Chris sentia-se um pouco culpado por forçar o mar a soprar assim ao seu favor, mas aquela era uma maneira ao menos de conseguir saciar sua curiosidade a respeito do corpo do seu amado.

 

No final do ano letivo, os populares da classe organizaram uma festa de despedida na casa de um aluno que tinha uma enorme piscina e churrasqueira. Com os adultos ao longe, rolou muita cerveja e som alto.

 

Helliowt o surpreendeu. Trajava uma sunga que torneava bem seu bumbum, Chris ficou sem reação. Seu corpo formigava por completo e em instantes ficou muito excitado. Na piscina, fez o possível para repetir o que fazia nas aulas de educação física, tentou contatos físicos, mas foi sem sucesso. O garoto saiu rápido da piscina, deixando Chris sozinho. Ele foi rapidamente ao banheiro, precisava aliviar aquilo tudo. Ligou à ducha quente, seu membro latejava. Começou a acariciá-lo e iniciou movimentos frenéticos. Fechou os olhos e imaginou Helliowt em sua frente, de costas, com aquele bumbum lisinho empinado, pedindo pra ser explorado. Em instantes gozou muito, sua respiração estava em um ritmo acelerado. Lavou-se e voltou para a festa.

 

Seus pensamentos se dissiparam quando sua mãe entrou no quarto e o viu pensativo na janela.

 

- O jantar esta pronto, desça logo. A formatura da sua irmã começa às 20h...

 

Chris limitou-se a virar o pescoço e sinalizar que sim com a cabeça.

 

Ele tinha que colocar um fim nesses pensamentos, ele não era gay! Tudo deveria passar logo, deve ser coisa da idade. Perguntou-se se todos os outros garotos passavam por isso, mas no fundo sabia que não. A quem queria enganar? A melhor saída seria mesmo enterrar tudo aquilo e adotar a melhor postura possível – se esforçar para gostar de mulheres.

 

Só que Christopher não imaginava que sua vida daria outro rumo dentro de poucas horas.

 

 

***

 

O sol invadiu o quarto de Chris através das frestas da janela veneziana. Como de costume, acordou com sua habitual ereção matinal. Outro dia o garoto leu um artigo cientifico que dizia que os homens pensavam em sexo a cada seis minutos. Isso explicava muita coisa, além do mais, Christopher estava com quatorze anos, seus hormônios estavam a todo vapor.

 

Era um dia novo, uma vida nova. Depois de tomar banho e fazer o desjejum, foi no carro esperar a mãe para irem à igreja, como faziam todos os domingos, desde que o mundo era mundo.

 

A igreja estava particularmente animada naquele domingo. Christopher ensaiou por meses e foi admitido no coral. Hoje seria sua primeira apresentação...

 

A musica escolhida para abrir o culto foi “More Than I Can Bear”. Chris estava com as mãos suando, sua mãe estava sentada na primeira fileira, com a filmadora Sony em punho. A mulher sorria de tal forma que era possível ver todos os seus dentes.

 

- A musica de hoje – dizia o reverendo Tom, aos fiéis – fala sobre como o amor de Cristo pode renovar nossas vidas, nossa fé! Você precisa deixar o amor de Deus irromper dentro de você! Acredite que tudo pode mudar meus queridos irmãos! Sorria, sabe por quê? Trago boas novas, Cristo esta vindos nos buscar!

 

“Aleluia! Ele esta vindo” – gritavam as pessoas com as mãos para cima.

 

As mulheres do coral começaram a cantar “I Believe”, repetindo depois de dois compassos. O arranjo ficou como fundo enquanto o pastor continuava a pregação.

 

“Ele foi o homem mais perfeito que tocou os pés neste imundo planeta – o pastor percorria os olhos pela congregação, a bandeira dos Estados Unidos ocupava toda a parede atrás dele – E Jesus quer dizer algo nesta manhã, meus filhos. Ele conhece tudo o que se passa no seu coração. Ele habita em cada célula dentro de você, Ele quem o fez o Senhor respira até seus pensamentos!”

 

O Coral então começou a cantar, as pessoas de mãos erguidas se emocionavam. Christopher fechou os olhos e cantava o refrão enquanto pensava em que o Reverendo dizia. Deus o conhecia. Sabia que ele gostava de meninos. Deus o aceitava ali dentro da igreja? Aquilo que Tom falou foi um sinal?

 

O regente do coral deu a ordem para começarem a próxima musica, Chris já tinha os olhos marejados em lágrimas quando entoou “My Life in Your Hands”.

 

No final do culto, ele foi cumprimentado pelo reverendo.

 

- Você esteve ótimo, Chris. Estou orgulhoso – Tom disse num tom bem descontraído – Com a voz que você tem, diria que você não é um garoto branco! – riu ele – Até semana que vem, fique com Deus.

 

O velho homem apertou o ombro de Chris e foi receber o restante da congregação. A mãe de Chris chegou ao menino logo em seguida.

 

- Você esteve perfeito – disse ela, estendendo a filmadora a ele – Passe isso para o computador quando chegar em casa, vou enviar para a vovó! Isso vai causar inveja no coral dela lá na Filadélfia...

Mas enquanto ela falava os olhos de Christopher estavam focados em outro lugar. Um garoto loiro estava ali no corredor dos bancos, parecia tímido. Olhava o teto da igreja, observando os detalhes. Ele nunca o vira antes. Ainda com a bata do coral, Chris foi lá falar com ele.

 

- Ola, bem-vindo a Igreja Batista Central da Califórnia – Chris disse estendendo a mão direita ao garoto – Me chamo Chris, e você?

 

- Me cha-a-mo Tommy – gaguejou o loirinho, ao apertar a mão de Chris – Você canta bem, gostaria de ter um talento assim...

Chris sorriu, simpático – eu dublei a maior parte do tempo – ele confessou, baixinho – Estava muito nervoso, foi minha primeira vez.

 

- Você então finge toda vez quando experimenta algo novo? – Tommy perguntou com um sorriso maroto.

 

- Isso depende muito – Chris respondeu um tanto constrangido ao perceber que estava flertando com outro cara dentro da igreja. Que profano ele era!

 

- Eu sou novo na cidade, me mudei ontem para a rua trinta e um – Tommy explicou – como meu avô e eu somos protestantes, achamos essa igreja no Google, era a mais próxima de nossa casa.

 

- Nossa, eu moro na vinte e nove! – Chris comentou – somos quase vizinhos. Quer ir lá em casa hoje à tarde? Posso te apresentar o bairro.

 

- Ah, hoje não vai dar – Tommy lamentou – Meu avô e eu ainda estamos desempacotando as coisas, e como somos sozinhos ainda vai levar um tempão para colocar as coisas em ordem.

 

O raciocínio de Chris foi rápido – posso ajudar vocês se quiserem – ele ofereceu-se – Nossa comunidade é muito unida e prestativa – acrescentou ele, para não parecer intruso demais.

 

- Isso seria ótimo! – Tommy respondeu, com brilho nos olhos – Almoce conosco, você pode ir com a gente para casa agora mesmo.

 

- Vou avisar a minha mãe, tirar essa bata lá atrás e já volto. Espere-me lá na frente da igreja então... – Chris pediu.

 

Ele girou os calcanhares e saiu em passos rápidos. Foi ao pé do ouvido da mãe, que conversava com outra amiga – mamãe vou almoçar na casa de um amigo da igreja hoje, tudo bem? Vou passar à tarde lá.

 

- Tudo bem – disse ela – então não farei almoço, vou aceitar o convite da Rose e ir para a casa dela, ok?

 

- Tudo bem.

 

- Se for chegar tarde, avise viu! – disse ela.

 

Chris encontrou Tommy e seu avô esperando enfrente a porta principal da igreja. O garoto o apresentou.

 

- Vovô, este é Chris – disse o Tommy – Chris, este é meu avô, Pool Sênior.

 

Os dois apertaram as mãos.

 

- Foi um culto energizante – Pool comentou enquanto caminhavam até o carro – E você garoto, é o único branco no coral! E para ser aceito assim num coral apenas com belíssimas vozes afro-americanas, você deve ser muito talentoso!

 

Christopher riu e sentiu seu rosto ruborizar. Não estava habituado a receber elogios.

 

No caminho, enquanto dirigia, o avô de Tommy contou resumidamente como foram morar na Califórnia. “Viemos de Nova Iorque, eu sou viúvo, os pais de Tommy faleceram num acidente de carro. Escolhemos a Califórnia, então viemos para cá, para mudar de ares. Quero minha aposentadoria num lugar exótico com gente exótica como Los Angeles. E para Tommy vai ser bom deixar todas aquelas lembranças para trás...”

 

A casa de Tommy era o padrão daquele bairro: simples, dois andares, mas com o terreno grande, uma área enorme na parte de trás, com um playground enferrujado e tinha até uma casa na arvore. O quarto de Tommy era nos fundos.

 

O almoço foi servido às 13h, Pool Sênior pediu desculpas por ter preparado comida congelada e por usar pratos e talheres descartáveis. “É a mudança, sabe? Mas você verá em outra ocasião. Sei cozinhar pratos finos, como todo bom Irlandês”.

 

Os meninos almoçaram rápido.

 

- Vou tirar um cochilo agora – avisou avô de Tommy – depois vou ajudar a desempacotar. Fico feliz por você ter vindo, Chris. E mais feliz ainda por Tommy ter feito um novo amigo assim tão depressa!

 

Tommy levou Chris para o quarto dele, encostando a porta atrás de si. A única coisa que estava arrumada era a cama, o restante ainda estava empacotado em várias caixas de papelão. Nelas estavam escritas o que eram. “Material escolar, brinquedos, jogos de tabuleiro, computador, roupas, material de pintura...”

 

- Você sabe pintar? – Chris perguntou, admirado.

 

- Ainda estou aprendendo as técnicas básicas – o novo amigo respondeu tímido – comecei com frutas, jarros de flores, essas coisas.

 

- Legal – Chris disse, medindo o loiro a sua frente engolindo em seco – E ai, quer começar por onde?

 

- Estava pensando em fazer uma pintura livre na parede, para dar mais ânimo a esse branco gelo, sabe? – Tommy disse, abrindo uma caixa escrita “roupas velhas” e apanhou duas mudas e jogou uma para Chris – Me ajuda? Veste isso para não sujar sua camisa.

 

Tommy não esperou a resposta e começou a se despir na frente de Chris, sem pudor algum. Chris já tinha ficado sem fôlego ao ver o alemãozinho sem camisa, quando ele ficou só de cuecas, não conseguia desgrudar os olhos. Pele branquinha, macia, todo liso sem nenhum pelo. Igual a ele...

 

- Você não vai se trocar? – Tommy perguntou, tirando Chris de seu estado hipnótico.

 

Chris percebeu que estava muito excitado e seria embaraçoso se despir sem que Tommy notasse que ele estava duro. Ele começou tirando a camisa, depois a bermuda. Tommy estava começando a vestir a calça velha quando se deparou com o volume na cueca de Chris.

 

- Nossa, acho que o tempero da comida congelada lhe causou algum efeito estimulante ai embaixo – Tommy comentou, com um sorriso satisfatório.

 

Christopher começou a ficar vermelho de vergonha, mas então viu que ele não era o único que estava de pau duro. Tommy tinha a mão dentro da cueca, mexia no próprio pau enquanto fitava Chris.

 

Os dois garotos se olharam por mais uns instantes até que Chris deu um passo à frente, e Tommy avançou vertiginosamente. Ele deitou Christopher na cama e começou a passar língua no peito dele, tirando a cueca dele logo em seguida. Abaixou-se e começou a chupar Chris, ele engolia tudo, passava a língua na cabeça, descia até as bolas. Depois voltava, escorregou a língua pela barriga, fez círculos no umbigo, subiu para os mamilos novamente e com ferocidade beijou Chris na boca. Seus lábios se friccionavam ardentemente, as línguas se exploravam mutuamente, com um fogo impressionante. Agora Chris virou-se e deitou e fez o mesmo no amigo. Ele mal podia acreditar que tinha aquele corpo delicioso só para si. Nunca havia estado com outro garoto, seus sonhos finalmente se realizaram. Ele tirou a cueca de Tommy, segurou o pau dele com uma das mãos e começou a chupá-lo enquanto batia uma ao mesmo tempo. Tommy não conseguiu segurar por muito tempo, logo gozou na boca de Chris, com muita vitalidade.

 

- Quero que você goze em mim – disse Tommy, segurando o pau de Chris e passando-o por dentro de suas pernas, dirigindo-o para dentro de si.

 

Chris sentiu-se embriagado de prazer quando experimentou seu pau atravessando Tommy por dentro, ele estava de frente para ele, beija-o enquanto o penetrava. Não havia nada de dor, só excitação.

 

O loirinho parou e virou-se de bruços. A bunda dele lisinha ficou empinada. Chris deitou-se encima, colocou dentro dele novamente e começou os movimentos frenéticos, que se tornaram mais intensos e fortes. Tommy tinha uma expressão angelical, mordia os lábios e transpirava puro prazer enquanto Chris continuava a lhe penetrar com mais vigor. Então ele sentiu que estava vindo, seus pés começaram a formigar, a visão saindo de foco, as estocadas ficavam mais rápidas, Tommy empinou mais o bumbum, seu pau entrava e saia mais depressa, estava vindo... As pernas de Chris estremeceram, sua boca estava seca. As imagens voltaram a entrar em foco a sua frente. Ele sentia-se mole, entorpecido, saciado. Deitou-se ao lado de Tommy. O loirinho havia gozado novamente, apenas com o contado do seu pau com o lençol da cama.

Eles respiravam profundamente. Tommy virou para encará-lo.

 

- Eu nunca fiz isso na minha vida – disse ele.

 

- Nem eu – Chris respondeu – Tinha apenas vontade, mas nada tinha rolado até hoje.

 

- A gente não usou camisinha – Tommy comentou – Aquelas palestras na escola desapareceram da minha mente quando o vi de pau duro na minha frente.

 

- Bom, eu era virgem até te conhecer, e você também, não? – Chris perguntou.

 

- Sim, mas mesmo assim. Isso não podia ter acontecido – Tommy respondeu veementemente, mas sem parecer irritado – É melhor a gente se cuidar, para a próxima vez.

 

O rosto de Christopher se iluminou ao ouvir aquilo – teremos uma próxima vez?

 

- Por mim, todos os dias – Tommy falou – e você?

 

Chris aproximou-se e o beijou – para sempre! Basta termos cuidado para que ninguém descubra...

 

E fizeram amor à tarde inteira.

 

***

 

DOIS

 

Christopher descobriu que não tinha ninguém em casa quando chegou. Correu para o banheiro para tomar banho, estava todo grudento depois da uma das vezes que Tommy quis gozar encima dele e espalhar toda a porra pelo seu corpo.

 

Enquanto tomava banho, sua mente girava a toda velocidade. Justamente quando ele havia desistido de lutar contra seus desejos homo-afetivo, Tommy apareceu em sua vida. Ele jamais havia sentido tanta felicidade em sua vida, parecia tudo um sonho. Era inacreditável a sintonia que existia entre eles. Passaram apenas uma tarde juntos e já tinham a impressão de se conhecerem a muito, muito tempo. Naquela tarde colocaram a imaginação para funcionar e experimentaram todas as maneiras possíveis de fazer sexo. “Somos relativamente jovens, bonitos, e gostamos um do outro” – Chris pensou – “perfeitos, um para o outro”.

 

Depois do banho, Christopher ligou o computador e acessou a internet. No facebox, localizou a pagina de Tommy rapidamente. O adicionou a sua lista de amigos, e abriu seu álbum de fotos.

 

Chris sentiu uma pontada de remorso no coração. A primeira foto do álbum era do Tommy com seus pais ainda vivos. Estavam enfrente a casa deles, uma mansão vitoriana de pequeno porte. Eles sorriam radiantemente, Tommy estava igual à foto, o que significava que os pais deles morreram muito recentemente. Chris viu que Tommy tem o queixo do pai, o nariz e os cabelos lisos e loiros da mãe. Christopher passou para a próxima foto, era do garoto com o time de baseball da escola, a foto seguinte era ele de sunga na piscina. Chris clicou com o botão direito do mouse sobre aquela imagem e a salvou no computador. “Para referencias masturbatórias futuras” Chris riu ao pensar isso. Foi para a próxima foto, Tommy estava sentado na beira de um lago com outro garoto, dava para sentir pela imagem que eles tinham uma cumplicidade enorme. Na legenda da foto dizia “Jobbs e eu no acampamento de verão”. Chris fez a anotação mental de perguntar a Tommy quem era Jobbs.

O telefone tocou e Chris saltou de súbito da cadeira. Fechou a pagina da internet e foi atender. Era Tommy.

 

- Oi! Estava vendo seu facebook, te adicionei ok? – Christopher disse.

 

- Ah, tudo bem. – Tommy respondeu – Te liguei por dois motivos... Você esqueceu sua cueca aqui, e não tenho a intenção de devolvê-la, muito menos de lavá-la.

 

Chris gargalhou – e o segundo motivo?

 

- Meu avô quis saber por que não desempacotamos sequer uma embalagem de meia. Expliquei a ele que ficamos conversando e não vimos o tempo passar. Então sugeri a ele de você dormir aqui esta noite, assim poderíamos adiantar algumas coisas antes de dormir, e um pouco mais amanha cedo...

 

- Vou escrever um bilhete para minha mãe, já estou indo para ai. – Chris desligou o telefone, colocou umas peças de roupas na mochila, deixou um recado na geladeira, pegou a bicicleta e pedalou até a casa de Tommy na rua trinta a um.

 

 

***

 

Logo após terminarem de organizar a louça inglesa no aparador de mesa, Chris e Tommy foram sozinhos para os fundos da casa, sentaram-se nos balanços e ficam em silêncio por alguns instantes. Tommy ficou observando as características de Chris. O menino do coral realmente era bonito, dentes perfeitos, mesma altura que ele, branco, mas levemente bronzeado, os olhos cor de mel e os cabelos castanhos contrastavam bem com a personalidade tranqüila que Chris transparecia.

 

- O que você esta me olhando? – Christopher perguntou, sorrindo.

 

- Estou chocado – Tommy respondeu – em descobrir que eu acho outro cara bonito. E você é maravilhoso.

 

Chris ficou sem reação. Baixou a cabeça e fitou os próprios pés, então falou o que estava sentindo – Fico confuso, sabe? Não é pecado o que fazemos?

 

- E quem liga para isso? – Tommy disse – Eu não ligo, cara! E acho que Deus também não. É normal você sentir-se assim. Uma coisa que aprendi com meus pais... – ele fez uma pausa, seus olhos lacrimejaram – foi que Deus nos ama incondicionalmente. E a gente não tem que encanar com essas coisas. Infelizmente a nossa sociedade de hoje ainda é muito preconceituosa, tanto as igrejas como o congresso. Que Deus abençoe os Democratas para que eles voltem logo à casa branca! – ele completou num tom mais amistoso.

 

- Falar é fácil, mas sinto-me culpado – Chris confessou – Não por ser... Gay, mas por esconder isso da minha mãe e de todo mundo. Não quero viver duas vidas, viver uma mentira.

 

- Você pensa em contar? – Tommy ergueu as sobrancelhas – Ninguém tem nada a ver com a sua vida.

 

- Você tem razão – Chris concordou – danem-se os outros, eu quero é ser feliz. – o menino olhou para os fundos da casa e voltou-se para Tommy - E ai, vamos estrear a casa da árvore?

 

Tommy riu-se – Vou ver se meu avô já dormiu e já volto.

 

O garoto entrou na casa, deixando Chris absorto em seus pensamentos. Tommy tinha um amadurecimento evidente ao se julgar pela maneira como ele enxerga a vida. Chris tinha muito que aprender com ele. Então uma duvida boba entrou em sua cabeça – Eles eram namorados? Perguntaria isso mais tarde a ele, ou seria melhor esperar mais um pouco?

 

Instantes depois, Tommy voltou com dois sacos de dormir, uma lanterna e um pacote de Pingles. – Ele já dormiu – avisou ele – Vamos subir sem fazer barulho.

 

A casa da árvore era ridiculamente infantil e pegava mal dois adolescentes de quatorze anos ficar lá dentro, mas os motivos deles eram bem diferentes dos últimos que brincaram ali dentro. Tinha uma porta e uma janela, foi toda construída em madeira, e era sustentada por um tronco central. Era confortável, tinha até uma pequena TV de dez polegadas. Eles a ligaram, estava passando o filme “meu primeiro amor”. Ambos caíram na gargalhada, então seus olhos se encontraram e começaram a se beijar.

 

- Você quer ser meu primeiro amor? – Chris perguntou.

 

- Cara, você já é o meu primeiro amor – Tommy respondeu, abraçando ele.

 

Eles dormiram abraçados, nenhum deles sonhou. Não precisavam, já estavam vivendo tudo o que eles sempre quiseram.

 

 

***

 

Christopher e Tommy se encontravam todos os dias, e quase sempre dormiam juntos, ou na casa de Tommy, ou na casa de Chris. Quando não podiam dormir juntos, ficavam conversando pela internet. Faziam o possível para que o comportamento deles não levantasse suspeita alguma.

 

Chris levou Tommy para conhecer todos os lugares possíveis, a começar por Hollywood. Depois dos estúdios, o lugar preferido deles eram as docas. Aproveitaram bem o verão indo à praia para ver o por do sol.

 

Na igreja, Tommy se voluntariou para pintar um mural contando a trajetória de Cristo na terra. Em boa parte da pintura, ele escondia mensagens subliminares e os mostrava a Chris.

 

- Estou contando nossa história nessa obra – disse ele ao garoto – Aqui, onde Jesus multiplica os pães e peixes, observe que na multidão bem aqui no cantinho, tem duas pessoas. Quem são elas?

 

- Nossa! – Chris disse surpreso, ao ver o rosto dele e de Tommy entre os meninos que estavam sentados na rocha, ouvindo a pregação – estes olhares de conveniência que você fez nos desenhos ficaram ótimos. Tem mais segredos no seu mural?

 

- Claro, olhe aqui na Santa Ceia – disse ele apontando para outra parte do muro, alguns metros depois – O significado dos nossos nomes em grego esta talhado nas taças de vinho dos apóstolos.

Christopher controlou as emoções – Nunca vou me esquecer do que você fez – disse ele – é muito bonito, perfeito.

 

- Vou querer ser bem recompensado depois – Tommy respondeu, sorrindo.

 

Naquela mesma noite, enquanto estavam deitados na cama de Chris, Tommy pediu ele em namoro.

 

- Pensei que já éramos namorados – Christopher respondeu, fingindo dissimulação.

 

- A gente ainda estava se conhecendo – Tommy ressalvou – agora eu tenho mais certeza de uma coisa, e senti que quero ficar com você para sempre.

***

TRÊS

 

O feriado de quatro de julho seria especial este ano. Tommy procurou bolar alguma surpresa a Chris, sabia que o namorado não era patriota, mas sempre gostou muito dos desfiles e a história Americana. Tommy também não era, haviam aprendido que a lealdade deles poderia ser jurada apenas a um alguém: Deus, e não a bandeira.

 

Então Tommy começou a esboçar um quadro. Ainda não tinha feito rostos humanos sobre tinta óleo, mas o resultado ficou incrivelmente perfeito. Ele conhecia todos os detalhes do rosto de Christopher: as expressões, a covinha no queixo, o nariz de tamanho médio, os olhos penetrantes e sinceros, o sorriso “cartão de visitas” e a maneira angelical de inclinar levemente a cabeça quando estava absorto em pensamentos. Ao lado do rosto de Chris, fez então uma águia, símbolo da América, e atrás a bandeira dos Estados Unidos. Com uma técnica especial que poderia ser vista apenas com luz negra, escreveu uma mensagem oculta.

 

A campainha tocou, Tommy estava sozinho em casa, escondeu o cavalete sobre um lençol, correu para abrir a porta. Christopher tinha chegado um pouco adiantado.

 

- Não agüentaria esperar mais um segundo sequer para te ver – Chris já foi logo se explicando, pensando que levaria bronca – Você sabe o quão é difícil para eu ficar longe de você...

 

Tommy ficou parado enfrente a ele, sem dizer uma única palavra. Tinha um olhar sério, mas logo sorriu – E você pensa que também não fico assim? Se eu soubesse que se apaixonar é tão bom assim, teria feito antes! - Os dois se beijaram ali mesmo na porta.

 

- Ei, vamos entrar, não queremos nenhum vizinho bisbilhotando não é?

 

A casa estava escura por dentro. Ao fundo ouvia-se apenas o barulho da maquina de lavar pratos. Tommy segurou Chris pela gola da camisa e o levou até o sofá. Recomeçaram a se beijar, de olhos fechados, curtindo cada instante. Tommy deitou Chris no sofá e deitou sua cabeça sobre o peito dele. Ficaram abraçadinhos ali, durante vários minutos. Chris começou a dar carinho nele, passando a os dedos no meio de seus cabelos crescidos que já começavam a passar da orelha.

 

Tommy tinha os olhos fechados. Não estava sorrindo, mas dava para perceber que ele sentia muito prazer em receber carinho. Chris pensou que não agüentaria ficar sem sua mãe, e como deveria ser barra pesada para Tommy não ter mais os pais. Em compensação o avô de Tommy era uma criatura deslumbrante, fazia todo o possível para cobrir a ausência que a filha e o genro faziam ao seu neto. Chris lembrou-se que seu pai não era presente, não só devido ao divórcio, mas também porque sempre foi um desleixado que não se importava com nada a não ser com cerveja e futebol.

 

Chris notou que as mãos de Tommy estavam sujas de tinta.

 

- O que você esta aprontando desta vez, Picasso? – Christopher perguntou.

 

- Fiz um presente para você – disse ele ficando de pé – venha, vamos ver.

 

De mãos dadas, foram até o quarto de Tommy. Havia um cavalete coberto ali, Chris notou que ele nunca dava presentes ao namorado, por outro lado Tommy vivia cercando-o de mimos e surpresas. Precisava ser mais atento a isso para não esfriar a relação.

 

Sem cerimônias, Tommy puxou o lençol e Christopher descobriu-se maravilhado com o quadro a sua frente. O garoto tinha a impressão que uma foto sua fora scaneada e passada a óleo para a tela. Os olhares da águia e dele na pintura tinham a mesma expressão de obstinação. Chris comentou isso com Tommy.

 

- Eu conheço cada detalhe do seu corpo – Tommy explicou, com paixão na voz – Eu não me considero um bom pintor, ainda estou no começo, mas quando faço qualquer coisa pensando em você, ou para você, tudo fica extraordinário...

 

Christopher se adiantou e o beijou docemente. Era sempre assim: quando seus lábios se tocavam, ele sentia que o mundo desaparecia ao seu redor, seu corpo todo era embriagado por uma sensação espontânea de paz. Pareciam as pregações mais acaloradas e sinceras que o Pastor Tom fazia quando estava inspirado por Deus. Chris procurava comparações de todos os tipos para explicar o que sentia, mas nada era realmente igual.

 

- Que lance é esse que acontece quando a gente se beija? – Tommy perguntou, enquanto pegava fôlego.

 

- Estava pensando exatamente nisso – Chris disse, passando a mão entorno da cintura de Tommy – É bom demais, cara.

 

- Hey, tem algo mais na pintura para te mostrar – disse ele saindo do abraço.

Tommy fechou as janelas do quarto, apagou as luzes e ascendeu à ponta de uma lanterna com luz negra. No quadro, uma mensagem se revelou momentaneamente.

 

“Christopher, quer se casar comigo?”

 

O garoto ficou atônito, sem ar nos pulmões. Jamais esperaria uma coisa daquelas. Não ousou dizer ou pensar outra palavra que não fosse “SIM”. Quando a disse, a luz negra se apagou e sentiu as pontas dos dedos de Tommy tocar-lhe o rosto. Ele o trouxe e o beijou ferozmente.

Deitou Christopher em sua cama e o despiu em segundos, colocou o menino de bruços e começou a explorar seu corpo. Beijava cada centímetro dele, o estimulou de diversas maneiras.

 

- Agora eu quero você dentro de mim – Chris pediu, com a voz um pouco rouca e baixa.

Tommy já estava em plena excitação, mal o penetrou e ambos gozaram no mesmo instante.

***

Depois que tomaram banho juntos, estavam tomando café da tarde quando Pool Sênior chegou. O avô de Tommy parou o carro no meio do quintal, apanhou umas poucas sacolas e entrou.

 

- Vovô! – Tommy disse com tom de censura na voz – Já disse para o senhor não fazer compras sozinho, deveria ter me chamado, não quero que você faça muito esforço!

 

- Eu tenho apenas 63 anos, seu pentelho – Pool disse sorrindo – ainda consigo carregar alguns pacotes e cantar umas gatinhas bicentenárias do clube de Xadrez, não venha botar regras na minha vida.

 

- Boa tarde, senhor Pool. – disse Chris, anunciando sua presença.

 

- Ola meu caro rapaz – Sênior o cumprimentou – Não o notei, me perdoe. Mas veja só, parece que vocês dois saíram do banho. – ele disse ao perceber os cabelos ainda visivelmente humidos.

 

- Sim, banho de mangueira! – Tommy se adiantou – Viu só como esta calor?

 

- Porque fez isso? – Pool disse simulando irritação na voz – Se diverte sem eu estar junto hein? Da próxima vez me chamem. Faço uma guerra de jatos de água que derrubaria os dois num instante. Ninguém é páreo ao velho coronel esguicho! Agora Tommy, guarde essas compras enquanto vou esvaziar a bexiga... eu queria ir ao banheiro do supermercado, mas parece que eles criam ratos por lá.

 

Christopher não pode evitar sorrir, o bom humor do senhor Pool era contagiante.

 

Tommy guardou as compras e se dirigiu a Chris – Me ajuda a lavar o carro?

 

- uhum, vamos lá.

 

***

 

Enquanto ensaboavam o carro, Chris perguntou – Como e quando vamos nos casar?

 

- Assim que fizermos dezoito anos. Ainda faltam quatro anos, isso vai ser um noivado bem longo, não acha? – disse ele.

 

- Sim, é bom pra gente saber se é isso mesmo que queremos – Chris falou – eu quero muito mesmo morar com você, compartilhar minha vida com você...

 

- Não fala essas coisas, cara – Tommy disse.

 

- Por quê?

 

- Falando assim, me da vontade de te agarrar e te beijar.

 

Chris não se cansava das pegadinhas de Tommy. Sempre que ele parecia sério ou irritado, era outra piadinha que vinha pela frente.

 

- Cara, esse lance de casar eu estou levando a sério – Chris comentou – isso pra mim não é aqueles planos infantis de fugir de casa com a bicicleta para morar na casa da árvore.

 

- Eu sei, por isso queria falar mais sobre essa idéia com você – Tommy respondeu – Não vejo um futuro a minha frente sem você ao meu lado.

 

Christopher baixou a esponja e encarou os olhos verdes de Tommy. Era exatamente assim que ele mesmo se sentia.

 

***

QUATRO

 

Los Angeles tinha seu agito, sua bagunça, mas ainda dava para acampar na praia. Chris e Tommy optaram por um dia de semana, assim haveria um menor movimento. Escolheram a praia do forte, local protegido pela guarda, assim o lugar estava livre de maconheiros e gente desocupada.

 

- Vai mesmo agüentar acordar às cinco e meia para ver o sol nascer? – Christopher perguntou a Tommy, enquanto montavam a barraca.

 

- Sem problemas – ele respondeu – desde que você me prepare um café bem forte e faça amor comigo assim que me acordar.

 

Christopher limitou-se apenas a sorrir e acenar com a cabeça. Não respondeu de imediato, pois percebeu a aproximação sorrateira de um policial.

 

- Boa noite, garotos – disse ele pegando Tommy de surpresa – Uma bela noite para acampar, não?

 

- Boa noite Xerife – disseram os dois.

 

- Posso dar uma olhadinha no que vocês trouxeram? – pediu ele gentilmente.

 

- Não usamos drogas – Christopher se adiantou.

 

- Fique tranqüilo, estou observando vocês há um tempo e não vi comportamento de drogados. Quero só ver se trouxe material de pesca, esta proibida nesta época do ano devido à contaminação excessiva de algas... – explicou o policial.

 

Tommy estendeu as mochilas e desimpediu a passagem do Xerife para ele revistar a cabana estilo canadense.

 

- Tudo em ordem – ele disse satisfeito, após os procedimentos – sintam-se livres para ascender uma fogueira e tocar violão. Não podem consumir álcool por ser local publico e por serem menores de idade. A mãe de um de vocês e o avô também ligaram no distrito do condado pedindo pra gente ficar de olho, então nada de exageros meninos. Boa noite!

 

O Xerife saiu deixando os dois aturdidos.

 

- Não vou culpá-lo porque meu avô também ligou – Tommy disse rindo.

 

Pouco depois estavam jogando xadrez sobre a luz da lanterna, dentro da cabana. Preferiram não fazer uma fogueira, assim teriam mais privacidade, sem contar que ali dentro não teriam pernilongos.

 

- Xeque – Chris disse obstruindo a saída do Rei de Tommy. A Rainha branca ainda o cercava pela casa de trás.

 

- Desisto – Tommy disse erguendo as mãos em sinal de rendição – Você é um gênio no xadrez.

 

Christopher deixou o tabuleiro de lado, apagou a lanterna e deitou-se ao ladro de Tommy, abraçando-o dentro do saco de dormir.

 

- Vamos aproveitar nosso finalzinho de férias de verão – Chris falou, apertando-o contra seu corpo – O colegial vai nos tomar muito tempo.

Ambos estavam apenas usando cuecas, podiam sentir a pele um do outro, ouvir a respiração, o toque compassado do coração, o hálito fresco...

 

Viraram-se de frente e se beijaram de olhos fechados. Tommy tocou o rosto de Chris com a mão esquerda, acariciava-o enquanto lhe aspirava à alma entre os lábios. Ele queria, quase desesperadamente, fazer com que seus corpos estivem mais juntos do que apenas abraçados ou em momentos de sexo. Ele sentia que seus corpos precisavam ser unidos, como uma única pessoa. Tommy admitiu que fosse estranho pensar desta maneira, mas era isso que tinha vontade de fazer.

 

Dormiram quase instantaneamente após terminarem o beijo. O relógio despertou às cinco e meia, Christopher o desligou antes que acordasse Tommy. Usou a água quente da garrafa térmica para preparar o café forte de seu namorado.

 

Lá fora estava uma neblina leve, ainda era escuro, dentro de poucos minutos o sol iria nascer. Christopher contemplou as estrelas acima dele. A impressão era de praticamente possível ver toda a via láctea a olho nu da li, um mar infinito de estrelas e pontos brilhantes num manto majestoso.

 

Chris perdeu-se momentaneamente em pensamentos, imaginou se no mundo inteiro existiria outro garoto tão feliz e sortudo como ele. Ainda não tinha aceitado que seus sonhos finalmente se realizaram... ele estava namorando um menino igual a ele!

O zíper da barraca zuniu atrás de si, Chris se virou e viu Tommy sair da barraca, ainda só de cueca.

 

- Vai se resfriar! – Chris adiantou-se, apanhando uma blusa que estava logo na entrada da barraca, e dando ao garoto – Não quero você doente, anjo.

 

- Bom dia – Tommy disse, olhando para o céu, assim como Chris fez quando saiu da barraca. – vem, me abraça.

 

Chris checou ao redor para ver se realmente estavam sozinhos então se entregou ao abraço de Tommy. Ficaram ali parados, por instantes. Então ao leste o Sol começou a nascer. A vermelhidão alaranjada possuiu o céu ao poucos, iluminando a fachada dos prédios ao longe, e banhando a água do mar com um dourado perolado.

 

- Estou feliz em compartilhar esse momento com você – Tommy falou, apertando mais Chris em seu abraço.

 

- Eu amo você, cara – Christopher disse, virando-se e beijando-o.

 

- Não vejo à hora da gente fazer dezoito.

 

- Nem eu.

 

Voltaram à cabana e Tommy deitou-se embaixo das cobertas. Christopher fez o mesmo, tirando a cueca de ambos. O pau de Tommy ainda estava mole, Chris começou a chupá-lo até que ele começou a crescer e ficou rígido. Ele continuou a engolir passar a língua, e masturbá-lo, sentiu os dedos dos pés de Tommy agarrar-se ao lençol então ele chupou com mais vontade até que Tommy começou a gozar, a boca de Chris recebeu com prazer o liquido quente e levemente doce. Depois disso colocou um preservativo no pau de Tommy, começou a subir enquanto beijava sua barriga, depois o peito, até chegar à boca dele. Beijaram-se apaixonadamente.

 

- Acha que já agüento outra? – Tommy perguntou, pelo motivo da camisinha estar colocada nele.

 

Chris não respondeu, apenas passou a língua na ponta da orelha dele, mordeu de leve e foi para o pescoço, onde começou a beijar e dar leves chupadas. Tommy sentiu-se excitado imediatamente.

 

O garoto sentou-se devagar encima de seu membro, Tommy fechou os olhos e mordia os lábios, contraídos de tanto prazer. Chris iniciou movimentos leves, que em instantes tornaram-se cavalgadas intensas. Como ele conseguia aquilo? O corpo de Chris estava todo suado, o menino remexia-se no pau dele, segurava suas mãos como se o prendesse, beijava-o ferozmente e não parava um instante sequer. Tommy gemia, sua respiração ofegante anunciou que começou a gozar. Chris continuou, era agonizante e prazeroso ao mesmo tempo, pois sentia seu pau sensível por acabar de gozar mais Christopher não parava! Logo que sua visão recuperou o foco, sentiu que o pau de Chris pulsava loucamente a sua frente, pegou nele e começou a masturbá-lo. Chris contraiu-se, apertando mais o pau de Tommy, gozaram no mesmo instante. Christopher gozou bastante, lambuzando todo o peito liso de Tommy. O garoto levantou-se, tirou a camisinha do pau de Tommy, que estava cheia de porra, e a jogou dentro de uma sacola no canto da cabana. Voltou-se para o namorado e deitou-se encima dele, abraçaram-se e ficaram ali por um bom tempo.

 

- Você é demais! – Tommy comentou – essa foi a nossa melhor transa, não?

 

- A primeira melhor transa, espere até ver o que planejei para as horas vagas na escola.

 

CONTINUA...

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