César
Moisés Carvalho
Quem não conhece
a história de Daniel, Hananias, Misael e Azarias;
ou Beltessazar, Sadraque, Mesaque e Abednego (Dn 1.6,7).
Em 605 a.C. Jerusalém foi sitiada pela primeira
vez pelo império babilônico que estava sob
o governo de Nabucodonozor (Dn 1.1). O próprio
Deus permitiu que isso acontecesse (Dn 1.2), pois o seu
pacto com os reis era que, enquanto eles estivessem com
Deus, Deus estaria com eles, porém quando deixassem
a Deus, Deus os deixaria também (I Cr 28.9; II
Cr 15.2). A bíblia diz que o rei Jeoiaquim fez
o que era mau aos olhos do Senhor (II Cr 36.5).
O rei Nabucodonozor ditou
algumas exigências acerca dos cativos a serem capturados,
eles deveriam ser da linhagem real e dos nobres, jovens
em quem não houvesse defeito algum, bonitos e acima
de tudo dotados de um "Q.I." avantajado (Dn
1.3,4). Até mesmo a comida que iriam comer seria
determinada pelo rei (Dn 1.5).
Aqui, começa a história
de quatro jovens avivados pelo poder de Deus, que preencheram
os predicados requisitados pelo rei e impactaram a cidade
de Babilônia, a metrópole mais famosa da
época.
As "finas iguarias"
ou "manjar" do rei que Daniel, Sadraque, Mesaque
e Abednego recusaram comer (Dn 1.8), era provavelmente
comida sacrificada ao ídolo "Bel" ou
"Merodaque" como pronunciavam os hebreus (Jr
50.2). Os jovens se alimentavam de legumes (Dn 1.16),
que alguns eruditos afirmam ser plantas leguminosas, ou
sementes delas, como sejam ervilhas e feijões de
grande nutrição. Mesmo sendo aos olhos humanos
uma comida inferior as outras, os moços se tornaram
mais fortes e saudáveis do que todos que comiam
da porção do manjar do rei (Dn 1.15).
Levados a presença
do rei, se destacaram dentre os outros (Dn 1.18-20); porque
o Senhor era com eles (Dn 1.9,17).
Este artigo não nos
proporciona a condição de esmiuçarmos
os fatos narrados no livro, tais como os sonhos do rei
interpretados por Daniel; Mesaque, Sadraque e Abednego
na fornalha ou no forno de fogo ardente; a leitura feita
por Daniel das palavras escritas em aramaico pela mão
misteriosa; Daniel na cova dos leões etc. Entretanto
o que queremos frisar, é que em uma cidade pagã
e materialista como Babilônia, o nosso Deus foi
reconhecido pelo monarca Nabucodonozor três vezes
(Dn 2.47; 3.29; 4.34); e pelo rei Dario (Dn 6.26,27);
e todas as vezes que Ele foi reconhecido, um decreto foi
redigido determinando que ninguém blasfemasse contra
o Senhor (Dn 3.29; 6.26). E tudo isso através de
quatro jovens avivados e cheios do poder de Deus.
Em nosso contexto atual
a história se repete; Babilônia tipifica
o sistema criado por satanás para governar o mundo.
Os "Nabucodonozores da vida" estão por
ai, exigindo à autenticidade da nossa filiação
real (Jo 1.12,13) e também o nosso "Curriculum
vitae" e novamente o Senhor permitiu que fossemos
deportados para "Babilônia" (Jo 17.15)
porém nos deu inteligência e um "Q.I."
sobrenatural (I Co 2.16) para nos destacarmos dentre todos
sem precisarmos nos contaminar com os manjares de "Babilônia"
(Hb 12.16 ARC), pois nós temos o "Pão
da Vida" (Jo 6.35,48).
Jovens, nós que estamos
servindo o Senhor temos uma certeza: Já vencemos
o maligno! (I Jo 1.13,14).
Avivados pelo Espírito
Santo, com certeza seremos presença marcante no
novo milênio (Habacuque 3.2).