|
Não
fostes vós que Me escolhestes a Mim; pelo contrário, Eu vos escolhi a vós. S.
João 15:16.
Wilfred
Grenfell, famoso médico-missionário americano, conheceu uma jovem no navio,
quando estava a caminho de seu campo de trabalho no exterior. Apaixonou-se por
ela quase imediatamente, e dentro de muito pouco tempo declarou-lhe a sua intenção
de casar com ela. Tomada de surpresa, a resposta da moça foi:
- Mas como, rapaz, se você nem sabe o meu nnome? (Ela queria dizer
"sobrenome".)
Rápido como um relâmpago, Grenfell respondeu:
- Posso não saber seu nome, mas sei qual vvaai ser.
A moça gostou da saída de Grenfell. Oportunamente, aceitou a proposta e o
romance desabrochou num feliz casamento. Passaram muitos anos desafiadores em
serviço para Deus.
Algum tempo atrás, li acerca de um jovem que estudava num internato das Índias
Ocidentais. Um dia, na fila para o almoço, ele expressou de modo inédito a sua
escolha da moça que lhe vinha chamando a atenção. Passou para ela um
bilhetinho no qual havia rabiscado as palavras de nosso texto. Ele também foi
bem-sucedido.
Mas nem sempre o resultado é esse. Afinal de contas, os seres humanos têm o
direito de escolher; e quando se trata de romance e casamento, o homem propõe -
mas a mulher dispõe!
Todos os seres moralmente responsáveis têm a faculdade da escolha. Quando
nascemos de novo, escolhemos a Cristo, mas na realidade estamos meramente
confirmando uma escolha que foi Ele quem fez. Antes que você e eu escolhêssemos
a Cristo, Ele já nos havia escolhido. Efésios 1:4 nos diz que Deus fez essa
escolha em Cristo "antes da fundação do mundo". A escolha incluiu a
todos. "Deus não faz acepção de pessoas." Atos 10:34. Ele
"deseja que todos os homens sejam salvos". I Tim. 2:4.
Nem todas as pessoas, entretanto, serão salvas, porque podemos rejeitar a
escolha que Deus fez. Ele poderia, logicamente, forçar-nos a aceitar a escolha
dEle, mas nunca o fará porque deseja tão-somente o serviço de amor. Afinal,
esse é o único tipo de serviço que vale a pena receber.
Muito
Mais do que Isso
Disse Amazias ao homem de Deus: Que se fará, pois, dos cem talentos de prata
que dei às tropas de Israel? Respondeu-lhe o homem de Deus: Muito mais do que
isso pode dar-te o Senhor. II Crôn. 25:9.
Amazias
havia formado um exército de 300.000 homens para combater Edom, e depois havia
contratado ainda 100.000 mercenários do reino de Israel por 100 talentos de
prata. Hoje, essa prata seria equivalente a um milhão de dólares (não muito
em termos de gastos militares hoje em dia, mas uma fortuna respeitável naquele
tempo).
Foi então que certo "homem de Deus", um profeta, chegou com a
mensagem. Se Amazias fosse à guerra com seus mercenários israelitas como
aliados, o Senhor faria com que ele caísse diante do inimigo, "porque o
Senhor não é com Israel". II Crôn. 25:7. Amazias acabaria perdendo os
cem talentos, bem como o apoio do exército israelita. Que deveria fazer?
Outro dia visitei o gerente de uma casa publicadora que enfrentava um dilema
semelhante. Ele aceitara fazer anúncios de certa marca de pasta de dentes de um
empresário local, imprimindo-os em sua revista de saúde. Claro que não havia
nada de errado com a pasta de dentes, e aquele dinheiro a mais estava ajudando a
pagar despesas gerais.
Depois, sem pensar, nosso amigo aceitou o anúncio de outro produto da mesma
empresa, um produto que não se harmonizava com os princípios de saúde de sua
revista. Compreendeu em seguida o seu erro e explicou ao empresário que não
poderia imprimir a nova propaganda. O negociante começou a discutir e ameaçou
retirar todos os anúncios. Fico feliz em dizer que nosso amigo escolheu
desistir dos "cem talentos", em lugar de envolver-se com algo que
apontava para uma direção errada.
Você já enfrentou um dilema parecido? Alguma vez você já investiu recursos,
inocentemente, em algo que prometia amplo retorno, mas que acabou sendo um negócio
questionável? Nessas situações, é melhor entrar no reino sem um "olho
direito" ou sem a "mão direita" (S. Mat. 5:29 e 30), do que
"ganhar o mundo inteiro e perder [quem sabe] a alma". S. Mat. 16:26.
Você
Decide Como Agir
Sede todos de igual ânimo, compadecidos... não pagando mal por mal, ou injúria
por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes
chamados. I S. Ped. 3:8 e 9.
Os
cristãos são chamados a viver a regra áurea, independentemente de como são
tratados pelos outros. Isso é contrário à caída natureza humana, mas alguém
que se tenha tornado participante da natureza divina é capacitado a viver por
esse princípio.
Numa tarde, vários anos atrás, Sydney Harris, jornalista de Chicago, e um
amigo seu dirigiram-se a uma banca de jornais e revistas. O amigo comprou um
jornal e depois agradeceu ao vendedor. Este, por sua vez, mal tomou conhecimento
do comprador.
- Que tipo mal-humorado, não? - observou HHaarris.
- Faz anos que compro jornal aqui, mas elee nunca responde - disse calmamente o
amigo.
- Por que, então, você continua a ser educcaado com ele? - quis saber Harris.
A resposta do amigo foi reveladora:
- Por que deveria eu deixar que ele decidaa como devo agir?
Quando paramos para pensar nisso, vemos que existe sabedoria verdadeira nessa
filosofia. As pessoas que permitem que os outros decidam como elas devem agir,
estão entre as mais infelizes do mundo. Todos nós conhecemos gente assim.
Alguns têm semelhança com anfíbios. A temperatura corporal dos anfíbios (um
tipo de criatura que inclui os sapos e a salamandra-aquática) é determinada
pelo ambiente. Quando a temperatura ao redor de um anfíbio se eleva, a
temperatura do corpo dele sobe; quando a temperatura-ambiente baixa, sua
temperatura corporal cai.
Você conhece alguém, por exemplo, que deixou de freqüentar a igreja porque os
membros pareciam indiferentes? Se é verdade que a igreja é fria, essa pessoa
assumiu a temperatura de seu ambiente.
Li acerca de dois homens que viviam perto de um pantanal. Nenhum deles gostava
de morar ali. Um deles mudou-se. O outro drenou o pântano e tornou-o habitável.
Pergunte a si mesmo, assim como eu me pergunto: "Com qual desses homens eu
me pareço mais?"
|