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Ti, que habitas nos Céus, elevo os meus olhos! Como os olhos dos servos estão
fitos nas mãos dos seus senhores, e os olhos da serva, na mão de sua senhora,
assim os nossos olhos estão fitos no Senhor, nosso Deus. Sal. 123:1 e 2.
Muitos
anos atrás, no Sul dos Estados Unidos, uma senhora nascida na cidade e sua
prima do campo viajavam numa charrete no meio de densa floresta, quando
anoiteceu. Não havia luar; só algumas estrelas. Em pouco tempo, ficou impossível
enxergar a estrada. A moradora da cidade ficou um pouco assustada pensando que
estavam perdidas, mas sua prima do interior não parecia nem um pouco
preocupada. Ela parou o cavalo, pisou no chão, caminhou um pouquinho ali por
perto e voltou, dizendo que havia encontrado a estrada. De volta à charrete,
continuaram a jornada.
Enquanto prosseguiam, a moradora da cidade observou, pela fraca luz das
estrelas, que sua companheira, em vez de olhar para o chão, olhava para cima.
- Por que você está olhando para cima, senndo que a estrada está aqui
embaixo?
- Porque só assim posso saber para onde vaai o caminho - explicou a prima. - As
árvores foram cortadas para dar lugar à estrada. Numa noite como esta, é
impossível ver o caminho, mas olhando para cima eu posso saber para onde vamos
ao enxergar o céu pela clareira das árvores.
Assim acontece também na estrada da vida. Enquanto prosseguimos, há ocasiões
em que as provas e perplexidades nos cercam, tornando a escuridão tão densa e
impenetrável como a de uma floresta em noite sem luar. É nessas ocasiões que
muitos se perdem, mas isso não precisa acontecer!
Quando ao nosso redor tudo é sombrio e ameaçador, não nos esqueçamos de que
lá em cima existe luz. Consolemo-nos com o fato de que para Deus "as
trevas e a luz são a mesma coisa". Sal. 139:12. Ele vê quando nós não
conseguimos enxergar nada. Mesmo quando brilha o sol e tudo parece claro e
iluminado, é sempre sensato olhar para o Céu, de onde Deus governa, pois
nenhuma estrada é segura se não for Ele o nosso guia.
Você Está Seguro nas Mãos de Deus
Quanto a mim confio em Ti, Senhor. Eu disse: Tu és o meu Deus. Nas Tuas mãos
estão os meus dias. Sal. 31:14 e 15.
No
Museu Metropolitano de Arte, na cidade de Nova Iorque, está uma das famosas
obras-primas do escultor francês Auguste Rodin. Ao nos aproximarmos dela,
parece apenas um grande bloco bruto de mármore branco. Mas ao chegarmos bem
perto, parece emergir da pedra uma grande, bela e bem cinzelada mão. Tem-se a
impressão de que aquela mão brota de dentro do mármore - uma impressão
característica que Rodin gostava de dar a algumas de suas obras.
Se nos aproximarmos ainda mais, veremos que a mão está segurando duas figuras
humanas, os corpos ainda em formação de um homem e de uma mulher. Se
examinarmos com atenção, veremos na base da obra uma inscrição que diz:
"A Mão de Deus." Quando vi essas palavras, elas me fizeram recordar o
texto do Antigo Testamento que diz: "Olhai para a rocha de que fostes
cortados, e para a caverna do poço de que fostes cavados." Isa. 51:1.
No Salmo 74:11, Asafe dirige-se a Deus com a queixa: "Por que retrais a Tua
mão, sim, a Tua destra?" - como se até àquele momento Deus o tivesse
protegido, mas agora, por alguma inexplicável razão, tenha "puxado o
tapete" sob seus pés. É como se Asafe, quase irreverentemente, estivesse
dizendo: "Vamos, Senhor. Não me deixe passar por isso. Faça alguma
coisa!"
Todos nós, provavelmente, já nos sentimos assim em alguma ocasião. A urgência
do momento parece exigir que Deus faça algo no mesmo instante. Precisamos
lembrar-nos de olhar para aquilo que é eterno, além do temporal (ver II Cor.
4:18), sem esquecer que nada nos pode separar do amor de Deus (ver Rom. 8:39).
Todo ser humano deve a sua existência e felicidade a um adorável Criador, um
fiel Pai celeste que segura a todos na palma de Sua mão. Quando as provações
e dificuldades nos oprimem, temos a tendência de perder de vista esse fato.
Assim como no caso da "Mão de Deus" de Rodin, não podemos discernir
claramente a Sua presença, a certa distância, apesar de que Ele "não está
longe de cada um de nós". Atos 17:27.
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