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Os estrangeiros
se Me sujeitaram; ouvindo a Minha voz, Me obedeceram. II Sam. 22:45. Jenny, uma jovem
norueguesa na faixa dos 20 anos de idade, trabalhava como cabeleireira na cidade
de Nova Iorque na metade da década de 70. Vivia com um homem casado com outra
mulher, num apartamento próximo ao salão de beleza onde trabalhava. No mesmo
prédio de apartamentos morava uma moça brasileira, cristã, de nome Maria do
Carmo. Maria do Carmo fez amizade com Jenny e começou a partilhar sua fé com
ela. Não demorou muito para que Jenny aceitasse a Jesus como Salvador.
Certo dia, Maria do Carmo disse a Jenny que não era correto viver com um homem
casado. Até àquele momento, Jenny nunca havia pensado na possibilidade de
estar fazendo algo errado, mas quando o Espírito Santo a convenceu de que o que
ela estava fazendo era pecaminoso, acabou com o relacionamento imediatamente. A
separação foi dolorosa, mas ela estava decidida a servir a Deus de todo o coração,
custasse o que custasse.
Não muito tempo depois que ela terminou o seu romance ilícito, conheci Jenny
em um retiro de fim-de-semana, para o qual eu havia sido convidado como um dos
pregadores. Durante minhas horas de folga, estudei a Bíblia com ela e respondi
às suas perguntas. Poucas vezes encontrei uma pessoa tão decidida a abandonar
o pecado de imediato como Jenny. Mais tarde, fiquei sabendo que ela retornara
para a Noruega e, apesar da oposição dos familiares, se havia tornado obreira
bíblica.
Vi Jenny pela última vez na Inglaterra, em 1982. Ela me contou, durante a breve
conversa que tivemos, que ela estava com câncer terminal e tinha apenas pouco
tempo de vida. Não muito tempo depois disso, fiquei sabendo que ela falecera,
fiel ao seu Senhor até o fim.
O Espírito Santo convence do pecado (ver S. João 16:8). Mas poucos agem tão
rapidamente como Jenny. A convicção leva ao arrependimento, e o arrependimento
significa tristeza pelo pecado. Mas significa mais do que entristecer-se por
causa do pecado. Quer dizer também abandoná-lo. Embora muitos sintam tristeza
pelo pecado (especialmente quando são apanhados em flagrante), quantos se
entristecem o suficente para deixá-lo assim que sentem a convicção?
O Senhor "é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça".
II S. Ped. 3:9. Graças por isso! Mas Ele não ficaria mais contente ainda se
abandonássemos o pecado logo que o Espírito Santo nos convencesse, em vez de
ficarmos abusando de Sua misericórdia?
Lições dos Pássaros
Por acaso foi a sua inteligência que ensinou o falcão a voar em direção ao
sul? Jó 39:26 (A Bíblia Viva). A migração das
aves é um exemplo das providências de Deus em favor de melhores condições de
vida e abastecimento. Calcula-se que uns dez bilhões de pássaros se envolvam
em vôos migratórios. Aqui estão alguns exemplos notáveis: o maçarico do
Alasca voa milhares de quilômetros sobre o Oceano Pacífico até às ilhas do
Havaí. Um papa-figo de Baltimore foi reconhecido como tendo viajado até à América
do Sul e retornado para a mesma árvore em Nova Iorque. A tarambola dourada voa
4.000 quilômetros de Newfoundland até a Colômbia, no outono. Uma espécie de
picanço cobre os 5.600 quilômetros da Ásia Central até à África Central.
A andorinha-do-mar do Ártico tem um dos mais longos padrões de migração
entre as aves. Ela voa do Círculo Ártico até à Antártica no fim do verão,
uma distância de uns 17.000 quilômetros. Retoma o vôo da Antártica ao Ártico
na primavera seguinte, gastando aproximadamente dois meses em cada viagem.
Os pombos-correios têm a capacidade de orientar-se em relação com o sol e o
ninho de origem. Mas em dias nublados, utilizam células especiais em seus
olhos, as quais são sensíveis ao campo magnético da terra.
Jeremias fala de vários outros tipos de aves com instintos migratórios. Diz
ele: "A cegonha, a rola, a andorinha e o grou sabem exatamente quando devem
voar para outras terras por causa do inverno; também sabem a hora de voltar.
Mas o Meu povo não respeita as leis do Senhor." Jer. 8:7, A Bíblia Viva.
Os seres humanos têm menos instintos naturais do que as aves. Mas o Criador
implantou em nós algo que Ele não concedeu aos pássaros ou a qualquer outro
animal: a faculdade moral da escolha. A razão pela qual Ele o fez foi para que
nosso amor por Ele brotasse livremente, por apreciarmos o Seu caráter de amor.
Somente esse tipo de amor compensa.
Israel cometeu um trágico erro quando se recusou a aceitar a lei de amor de
Deus. Você e eu podemos aprender com o erro deles.
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