O CIRCUITO DA MORTE
O efeito básico
da cocaína é o de transmitir sensação de força, onipotência e
euforia. Sob seu efeito, tem-se a impressão de que nada é impossível e
de que não existem obstáculos que não possam ser facilmente
transponíveis. Provoca também sensação de enrijecimento do corpo
que induz o usuário a buscar efeito inverso (o amolecimento) o álcool.
Em geral, cheira-se e bebe-se (bebida forte) em seqüência.
Passado o efeito do pó, advém a depressão. Ou recorre-se a novas dosagens ou a tranqüilizantes. Também aí, há necessidade de aumentar dosagens ou migrar para medicamentos mais fortes. Chega-se aos remédios de tarja preta, aqueles que só podem ser vendidos com receita médica. Essa restrição, que visa a preservar o usuário, nem sempre é respeitada: muitos médicos fornecem receita sem maiores dificuldades, mediante pagamento de consulta.
A anfetamina, substância presente em numerosos desses
medicamentos, é uma das drogas mais potentes no estímulo ao sistema
nervoso central. Consumida com bebida alcoólica, produz barato que gera
dependência. Prolonga o estado de vigília, aumenta a concentração, a
autoconfiança, a loquacidade e estimula o humor.
O efeito, porém é passageiro. Ao final, volta-se ao fundo do poço,
caindo-se então no circulo vicioso mortal: para voltar-se ao normal,
busca-se nova dosagem, sempre crescente, que gera seqüelas ao sistema
nervoso central. A dosagem tóxica varia de organismo para organismo. Há
pessoas que suportam até 300ml, sem maiores problemas. Outras, com 2ml já
se sentem mal. Mais uma razão para que a receita médica seja criteriosa.
No estado de dependência, o usuário passa à
apresentar sinais de agressividade, delírio, paranóia, crises de afeto,
confusão mental e muito sofrimento.