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SEMITAS:
Grupos de povos originários do noroeste da Ásia.
Na Antiguidade, incluía os amoritas, amonitas, assírios,
babilônios, cananeus e fenícios. Atualmente, os
povos semitas mais importantes são os árabes e
os judeus.
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SEMÍTICAS, LÍNGUAS
Importantes grupos linguísticos
que abrange os idiomas
atualmente falados no norte da África, na península
Arábica e no Oriente Médio. Dividem-se em dois ramos
principais, o oriental e o ocidental. Todas as línguas semíticas
modernas descendem do ramo ocidental. O grupo oriental foi, porém,
extremamente importante na Antiguidade; o acádio (ou acadiano),
de que se originaram o babilônico o assírio, foi a principal
língua da antiga mesopotâmia durante o segundo e primeiro
milênio a.C.. As tábuas cuneiformes que trazem inscrições
(escrita em caracteres silábicos que apresentam forma de cunha)
foram redescobertas e decifradas no século 19. O semítico
ocidental divide-se em dois ramos, o meridional e o central. O semítico
meridional é o ramo etíope, cujas duas principais línguas
são o tigrinya (falado na região de Tigre e Eritréia)
e o amárico, a lingua oficial da Etiópia (13 milhões
de falantes). O ramo semítico central é mais amplo e
inclui o árabe, hebraico, fenício e aramaico. O árabe
é de longe a língua mais falada (150 milhões
de falantes nativos e usada como segunda língua por muitos
outros milhões de pessoas). Existem duas variedades: o árabe
clássico, que é a língua do Islã, permaneceu
praticamente inalterada desde o século 7º d.C. e é
utilizada em todo o mundo árabe como língua literária
e como língua franca (isto é, língua de comunicação
entre pessoas de populações que não têm
língua nativa comum). Já o árabe coloquial não
é uma única língua, consistindo em diversos dialetos
modernos de uso corrente cotidiano, que diferem de região para
região e nem sempre são mutuamente compreensíveis.
O maltês também é uma língua árabe,
embora escrita no alfabeto latino. O hebraico tem uma longa e interessante
história: floreceu entre os anos 1200 e 200 a.C., como língua
das escrituras judaicas (Velho Testamento), mas começou a entrar
em declínio como língua falada por volta do final do
século 6º a.C. e já estava quase suplantada pelo
aramaico na época de Jesus. No entanto, foi preservada pelos
judeus, através dos séculos, como língua religiosa
e literária; no começo do século 20, foi revivido
(com modificações) como idioma corrente e é atualmenta
a língua oficial de Israel, onde é falada por mais de
4 milhões de pessoas. O aramaico, que substituiu o hebraico
como língua falada na Palestina antiga, tem um descendente
chamado siríaco, falado apenas por 300 mil pessoas em diversos
grupos espalhados pelo Oriente Médio. O fenício está
extinto, mas foi importante no primeiro milênio a.C., por ser
língua de um povo que colonizou outras regiões e comerciou
ativamente em sua época. As línguas semíticas
são parte do afro-aiático, um grupo mais amplo que inclui
o antigo egípicio, o berbere, o tchádio e cuxita.
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