País no sudoeste da Ásia situado na
parte mais oriental do mar Mediterrâneo.
Faz fronteira com o Libano ao norte, com a Síria e a Jordania
a leste, e com o Egito ao sul. Historicamente, é o primeiro
nome que aparece no Velho Testamento da Bíblia como uma denominação
adicional dada por Deus a Jacó, ancestral dos hebreus. Provavelmente
significa 'aquele que lutou com Deus'. Os hebreus que ocuparam a Palestina
nos séculos 12 e 11 a.C. chamavam a si mesmo 'os filhos de
Israel' e suas divisões tribais receberam os nomes dos filhos
de Jacó. Estes nomes são quase sempre em número
de 12 e incluem Rubem, Simeão, Levi, Judá, Issacar,
Zebulon, Dan, Naftali, Gad, Aser, José e Bejamim. A tribo de
José é por vezes subdividida em Efraim e Manassés.
Israel foi também o nome dado ao reino que Saul, Davi e Salomão
governaram entre c.1020 e 992 a.C.. Posteriormente foi o nome do reino
hebreu do norte, que desligou-se do reino de Judá, com centro
em Jerusalém e que cobria o território de todas as tribos,
exceto a de Judá (e partes da de Bejamim). Este reino foi derrubado
pelos assírios em 721 a.C.. Após o retorno dos judeus
do exílio na Babilônia, o nome de Israel foi utilizado
mais genericamente para a nação judaica. O moderno Estado
de Israel desenvolveu-se a partir da campanha *sionista internacional
por um Estado judaico na Palestina. Durante o mandato britânico
na Palestina, a comunidade judaica cresceu cerca de 10% da população
em 1918 para cerca de 30% em 1936. Em 1937, a comissão peel
recomendou a partilha da Palestina e a formação dos
Estados judeu e árabe. Subsequentemente, a Grã-Bretanha
abandonou a solução da partilha mas, após o encaminhamento
da questão da Palestina à ONU, em 1947, a Comissão
Especial da ONU recomendou a partilha e a resolução
passou a Assembléia Geral. O mandato britânico terminou
em 14 de maio de 1948 e o Estado judeu independente de Israel foi
criado na Palestina. Os árabes palestinos, apoiados pela Síria,
Libano, Jordânia e Egito, opuseram-se à criaçao
de Israel mas, após violento conflito, Israel sobreviveu e
aumentou consideravelmente seu território às custas
do Estado árabe proposto. O problema dos refugiados palestinos
surgiu quando muitos árabes foram impelidos a abandonar o território
controlado por Israel. Guerras árabes-israelenses posteriores
ocorreram em 1956 (Guerra do Suez), 1967 (Guerra do Líbano).
Como resultado destes conflitos, Israel ampliou sua ocupação
e incluiu todo território do antigo mandato britânico.
Depois de 1948, Israel recebeu levas de imigrantes de mais de 100
países, constituindo-se pricipalmente de judeus de países
comunistas e árabes, bem como da Europa, aumentando a população
de cerca de 700 mil, em 1948, para 4,2 milhões em 1985. Apesar
de uma alta taxa de inflação, o desenvolvimento de economia
fez de Israel o país mais industrializado da região,
grandemente ajudado por fundos provenientes dos EUA e das potências
européias. O líder de direita do Partido Likud, Yitzhak
Shamir (1915- ), liderou o governo (1986-92), opondo-se firmemente
a qualquer cocessão ao poblema palestino. Sob o governo de
seu sucessor como primeiro-ministro - o líder do Partido Trabalhista,
Yitzhak Rabin (1922-95) -, desenvolveram-se, tendo sido assinados
acordos em conversações diretas com os palestinos, a
partir de 1993, e com os jordanianos, conquistando, assim, algum progresso
em direção à paz. No entanto, o assassinato de
Rabin por fundamentalistas judeus e a ação terrorista
de grupos palestinos radicais como o Hisbolá e o Hamás
voltaram a ameaçar o tão almejado acordo de paz.