(do grego 'dispersão'), o termo
coletivo para as comunidades judaicas
fora de Israel. O processo começou com as expulsões
assírias e babilônicas em 721 a.C. e 597 a.C., continuou
com migrações voluntárias e acelerou-se com a
destruição do templo de Jerusalém pelos romanos,
em 70 d.C.. No século 1° a.C., havia comunidades judaicas
desade o Levante até a Itália, notavelmente na Babilònia
e no Egito. Os judeus da diáspora do mundo greco-romano falavam
em sua maioria grego, mas permaneceram leais à sua fé,
visitavam Jerusalém e viam Israel como sua terra natal. A existência
destas comunidades na diáspora foi também um fator importante
na dissenção do cristianismo. No princípio da
Idade Média, a Espanha era o principal centro de erudição
judaica, até que em 1492, a Inquisição expulsou
todos os judeus. Eruditos ilustres, os judeus eram encontrados também
na França e Alemanha, mas desde os tempos das cruzadas o anti-semitismo
começou a se desenvolver e muitas cidades confinavam os judeus
em quarteirões ou guetos. A princípio a Polônia
e a Lituânia receberam bem os judeus vítimas das perseguições
e, no século 17, a Europa Central havia se tornado o centro
de gravidade da diáspora, até que os pogroms de 1880
empurraram muitos para o oeste, através da Alemanha e da Grã-Bretanha,
em direção aos EUA. Alguns judeus interpretam a diáspora
como exílio, e outros como o aspecto positivo do destino espiritual
do judaísmo.
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