RESISTÊNCIA AERÓBICA E ANAERÓBICA
"Deixa de pensar como se não estivesses deixando. Observa as técnicas como se as não observásseis. Não há ensinamento fixo. Tudo o que posso lhe dar é um remédio certo para uma indisposição determinada." (Bruce Lee)
Cada
movimento ou atividade requer uma forma diferente de resistir, por isto podemos
dizer que também existem diferentes tipos de resistências. A aeróbica, que é
como uma base que o organismo tem para realizar outras atividades sem recair em
seguida no esgotamento, e a anaeróbica, que nos permite realizar esforços de
curta duração, mas de grande intensidade.
Mediante
as diferentes situações onde pomos nosso corpo à prova, tentamos superar aos
poucos o cansaço o mais rapidamente possível, para assim continuar a atividade
durante mais tempo.
A
resistência aeróbica é a capacidade que o indivíduo tem para realizar um
esforço de intensidade média e durante um tempo o mais longo possível.
Atualmente a resistência é relacionada com a saúde, de tal forma que os indivíduos
mais resistentes são também os mais saudáveis.
Qualquer
esforço repercute em nosso organismo, e a resistência aeróbica produz efeitos
que nos ajudam a superar os esforços de maneira favorável. Entre outros,
melhora a capacidade cardíaca, aumenta o volume do sangue mandando para o coração
a cada sístole, diminui a freqüência de pulsações, coloca em funcionamento
maior número de capilares quando o músculo está em movimento.
A
resistência anaeróbica inclui os esforços de curta duração, e de grande
intensidade. Alguns exemplos: saltos, lançamentos, arrancadas, batidas, chutes,
socos. Estes esforços são tão intensos, que rapidamente provocam a falta de
oxigênio durante o esforço, do que nosso sangue pode mandar.
Esta
“dívida” será “paga” logo que realizamos o esforço (trabalho), quer
dizer, no período de recuperação.
Falando
da resistência anaeróbica, temos que distinguir dois tipos, que tem duas
fontes de energia.
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RESISTÊNCIA ANAERÓBICA LÁCTICA: É a realizada com esforços intensos e
com duração de 30 segundos ou mais, não dando tempo ao organismo de se
recuperar, assim o sangue se sobrecarrega de ácido láctico (AL), produzindo a
partir deste momento efeitos negativos no rendimento, pelo que se deve deixar um
tempo de pausa antes de recomeçar. Alguns exemplos: uma corrida de 400m; socar
o saco de treino durante mais de 30 segundos; luta pesada, etc.
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RESISTÊNCIA ANAERÓBICA ALÁCTICA: Como o nome indica, há falta de ácido
láctico. O tempo de atuação é tão curto que não há tempo para que o AL se
acumule no sangue, sendo o esforço igual ou mais intenso que o anterior.
Exemplos: todos os gestos que não passam de 15 a 20 segundos, a arrancada de um
chute ou de um soco, um lançamento de um homem, ou um salto. Este tipo de
treino pretende aumentar as reservas alcalinas do nosso organismo e desta forma
podemos suportar o acúmulo de ácido láctico no sangue, o que permite que
continuemos a atividade; também aumenta o calibre das paredes do coração; nos
permite agüentar esforços em que sobem muito as pulsações (190 a 200 pulsações,
ou até mais).
Os
esforços que aumentam muito nosso ritmo cardíaco (palpitações forte e rápidas)
são anaeróbicos e os que as pulsações não superam 170 a 180 pulsações por
minuto são aeróbicos. Sabendo disto podemos controlar um pouco nosso esforço,
dirigidos por um treinador.
Devemos
fazer um treinamento progressivo, assim evitamos lesões, tanto musculares como
cardíacas. A corrida contínua é o primeiro passo da resistência.
Vamos
aumento o ritmo da corrida à medida que vamos tendo facilidade em correr. O
ideal seria correr diariamente de 10 a 15 minutos seguidos. O passo seguinte
seria o cross-country, quer dizer, corridas pelo campo, montanha ou similar.
O
“farlek” ou jogo de corridas, como o nome indica, intercala corridas rápidas,
curtas, lentas, subidas, descidas, planos, tudo o que puder, sem parar. O tempo
de duração varia de 20 a 45 minutos. O principal é manter as pulsações
subindo e descendo continuamente.
O
circuito é outro meio de treinar a resistência. Consiste em realizar
determinado número de exercícios (8 a 12) seguidos e sem interrupções. O
tempo de ação é de 10 a 30 segundos cada exercício, e entre um e outro exercício
o mesmo intervalo. Só termina o circuito quando fizermos todos os exercícios,
e pode ser repetido de uma a três vezes.
A
resistência é uma qualidade física que podemos dividir em geral e específica,
sendo a primeira básica e universal a todas as artes marciais, e a segunda,
particular à especialidade escolhida, que vai depender do tipo de esforço que
nos exija.
Cada
arte marcial emprega alguns grupos musculares com freqüência e sobre estes
deve recair o desenvolvimento da resistência específica, sendo esta a fase
denominada resistência muscular.
Primeiro,
obtemos uma resistência básica, durante os sistemas de treino aeróbicos, para
passar posteriormente a um desenvolvimento aeróbico geral, finalizando com a
melhora da resistência muscular, mediante a repetição metódica dos exercícios
técnicos.

Figura nº
01
Resistência
desenvolvida com corridas na praia.

Figura nº
02
Resistência
desenvolvida com corrida no mesmo lugar.

Figura nº
03