TREINAMENTO DA FORÇA
"A vida é um processo fluente e em alguns lugares do caminho coisas desagradáveis ocorrerão. Podem deixar cicatrizes, mas a vida continua a fluir. É como a água fluente, que ao estagnar-se, torna-se podre; não pare! Continue bravamente... porque cada experiência nos ensina uma lição." (Bruce Lee)
Como
treinar e desenvolver a força sem perder a flexibilidade muscular ou
velocidade? Esta talvez seja a pergunta mais interessante que nos suscitamos
antes de começar o treinamento. O músculo representa 40% do peso total do
corpo.
COORDENAÇÃO
MUSCULAR: São as massas musculares que se agrupam de acordo a uma finalidade de
trabalho.
MÚSCULOS
AGONISTAS: São os músculos que atuam como protagonistas de qualquer movimento.
MÚSCULOS
ANTAGONISTAS: São os que oferecem resistência à ação do protagonista.
MÚSCULOS
NEUTRALIZADORES: São os que neutralizam a outro músculo cuja ação não é
desejada no movimento em questão.
MÚSCULOS
FIXADORES: São os que intervêm imobilizando outros segmentos.
Existem vários métodos para treinar a força:
-
Método
isométrico
-
Método
isotônico
-
Método
isocinético
Dada
as características de nosso esporte e dos meios que, por geral, dispomos na
academia, utilizaremos o método isotônico.
MÉTODO
ISOTÔNICO: Método que favorece a hipertrofia muscular e a coordenação
neuromuscular. Para o trabalho isotônico utilizaremos cargas ou pesos. Estes
estão em forma de halteres, implemento de nosso próprio corpo ou corpo de um
companheiro, podendo este último utilizar sua própria força.
Dentro
do método isotônico existem várias formas de treinar a força, dependendo
esta do quilos a mover e da velocidade que se necessita. Nossa especialidade não
necessita mover quilos que não sejam os dos nossos próprios membros e se
necessitam mover este a muita velocidade. Este tipo de trabalho é chamado: força
explosiva.
FORÇA
EXPLOSIVA: Representa a máxima representação de potência, tendo
especialmente em conta a velocidade. Para trabalhar esta classe de força
utilizaremos as “cargas baixas”, não mais de 60% da máxima capacidade
muscular. Duas séries à dez repetições; com maior velocidade possível;
descansos de até cinco minutos.
Porém
para trabalhar potência (força/potência) e incrementar nossa força é necessário
que aumentemos a carga, quer dizer, aumentemos em quilos o peso de nossos próprios
membros. A estas cargas chamaremos “cargas médias” e oscilam entre 60% a
80% da máxima capacidade muscular. Este trabalho aumenta a força e a potência.
Se realizarão quatro séries de 6 a 8 repetições, com descanso de três
minutos buscando movimentos rápidos.
Como
saber qual é a nossa máxima capacidade muscular? Segundo o exercício se
realizará um movimento único ao qual se terá colocado a maior quantidade de
quilos que podemos deslocar; se, por exemplo, temos conseguido levantar 100
quilos, este será 100% de nossa capacidade; o 80% de nossa capacidade serão 80
Kg e assim sucessivamente.
Exercícios
para a musculatura do pescoço: músculos que trabalham: grande dorsal, serrátil
superior-posterior-médio, trapézio superior, esplênio da cabeça e do pescoço,
complexo maior. Desenvolvimento do movimento: realizá-lo como se a cabeça
fosse um ventilador.
Músculos
principais: reto anterior maior da cabeça, reto menor superior da cabeça, fascículos
superior, médio e inferior ao longo do pescoço, escaleno e esternocleidomastóideo.
Desenvolvimento do movimento: como o anterior, porém em sentido inverso (como
um ventilador).
FORMAS
PARA INCREMENTAR A FORÇA: Se trabalharmos de uma forma planificada não podemos
trabalhar sempre com os mesmos pesos e repetições, já que sempre existe uma
adaptação ao exercício.
Existem, pois, dois
métodos para aumentar a força:
-
Incremento
da carga
-
Método
analítico
INCREMENTO
DA CARGA: Exemplo: se trabalhamos com 75 kg, que representa 75 por 100 de nossa
força, e quatro séries de seis repetições, em duas ou três semanas
poderemos levantar os 75 kg sete ou oito vezes devido à adaptação da força;
imediatamente aumentaremos os quilos, 76 ou 80 kg, e realizamos quatro ou cinco
repetições. Um tempo depois haverá outro processo de adaptação, porém este
não poderá ser contínuo, porque senão disporíamos de força ilimitada. Então,
que fazemos, como seguir incrementando a força?
Neste
momento, quando já alcançamos nosso nível máximo dentro do exercício,
passamos à realização do trabalho de cargas analíticas, quer dizer,
trabalhamos os grupos musculares separados utilizando novamente o método
primeiro de aumento da carga.
MÉTODO
ANALÍTICO: O trabalho analítico supõe ao trabalhar os grupos musculares o
mais separadamente possível, quer dizer, diferenciando os grupos musculares de
tal forma que trabalhem independente.
Quando
trabalhar a força?
As
artes marciais requerem uma ampla gama de técnicas diferentes que necessitam
muito treinamento para desenvolvê-las medianamente bem e os professores mestres
baseiam suas aulas em ensinar e aperfeiçoar as ditas técnicas. Por este motivo
o treinamento da força, geralmente se faz pouco na prática dentro dos horários
de classe. Por esta causa não podemos indicar um plano específico como têm
outros esportes e sim uma orientação aproximada de quando utilizá-lo melhor.
-
O
treinamento será feito em épocas de descanso (verão, férias de Natal, etc.).
-
Quando
temos alguma lesão que nos impeça o treino técnico, porém que tenhamos força.
-
Quando
as competições importantes tiverem mais de dois meses de separação no calendário.
-
E,
sobretudo, nos baseando nas diretrizes de nosso professor ou mestre.
TEMPO
DE DURAÇÃO DO TREINAMENTO DE FORÇA: Como este assunto está dirigido aos
faixas pretas, que geralmente têm horário estabelecido, diremos:
-
Duas
sessões semanais com uma hora de duração.
-
Durante
um mês e meio (quarenta e cinco dias) por ano.
-
Manter
dito treinamento com uma sessão a cada quinze dias, depois de terminar o período
de quarenta e cinco dias.
MÉTODO
PARA REALIZAR O TREINAMENTO DE FORÇA:
-
Se
usarmos halteres poremos os quilos que necessitamos por meio dos clássicos
discos de ferro.
-
Se
utilizamos nosso corpo, vamos desenvolver uma força de acordo com os tanto por
cento que necessitamos.
Depois
de terminar qualquer sessão de força é indispensável e obrigatório realizar
durante um período de quinze minutos alguns trabalhos gerais e, às vezes,
simples de alongamento de todos nossos músculos, mantendo assim uma soltura
necessária e imprescindível no esporte.
Estes
exercícios de relaxamento estão baseados nos exercícios de flexibilidade e
elasticidade, porém sem chagar nunca a alcançar os graus que desenvolvemos
quando realizamos o treinamento de flexionamento.

Figura
nº 01
Musculatura
combinada, peitos e braços: músculos principais: peitoral maior, fibras
anteriores dos deltóides, tríceps braquial.

Figura
nº 02
Exercícios
para a musculatura dos ombros: músculos principais: deltóides e parte superior
do trapézio, colaboram peitoral maior, posição longa do bíceps. Angular da
escápula, deltóides, bíceps braquial; porção superior do trapézio
supra-espinhoso.

Figura
nº 03
Musculatura
flexora do cotovelo: músculos principais: bíceps braquial, braquial anterior,
supinador longo.
Musculatura
extensora do cotovelo: músculos principais: tríceps braquial e ancôneo.

Figura
nº 04
Musculatura
dorsal e outros grupos: músculos principais: grande dorsal, trapézio, rombóides,
redondo maior, menor e subescapular.
Musculatura
das espáduas: músculos principais: glúteo maior, semitendinoso,
semimembranoso, fibras posteriores do glúteo mediano e menor, iliocostal,
dorsal-lombar, dorsal longo, semiespinhoso dorsal, músculos espinhais
posteriores profundos intertransversos.

Figura
nº 05
Musculatura
abdominal: Músculos principais: reto maior do abdômen, oblíquo maior e menor,
esternocleidomastóideo, escalenos pré-vertebrais, oblíquo maior e menor pré-vertebrais,
reto anterior, sartório, pectíneo, fibras anteriores do glúteo médio e
menor, reto interno, adutor médio e menor.

Figura
nº 06
Musculatura
de coxas e pélvis: Músculos principais: tornozelo da perna que apóia, gêmos,
solear, perôneo lateral longo, flexor comum dos dedos, quadríceps, glúteo
maior, porção longa do bíceps fermural, semitendinoso,
semimembranoso, calcanhar, joelhos, reto anterior da coxa, vasto externo,
vasto interno, glúeto maior, crural, quadril, porção longa do bíceps crural
semitendinoso, glúteo médio e menor.

Figura
nº 07
Musculatura
de calcanhares e joelhos: Músculos principais: gêmeos e solear.

Figura nº 08