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Perdoa-me por te querer tanto, sem que
tenhas dado conta de mim.
Perdoa-me por sonhar momentos que
jamais se concretizarão.
Perdoa-me, se na inocência dos
meus anos maduros, julgo ainda
encantar-te.
Perdoa-me, se por vezes, desabusada
jogo no teu rosto meus desejos.
Pedoa-me se invado, sem licença e
ocupo espaçosa seu tempo escasso.
Perdoa-me por querer fazer de voce
o príncipe encantado do meu conto da fadas.
Perdoa-me por usar palavras tão doces
no amargor desta escrita, se ao le-las
te soará apenas mais um poema, mais
uma declaração de amor.
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