Bases de Dados
 
 
 
Alípio Jorge
João Gama
Carlos Soares
Pavel Brazdil
 
 

Páginas WWW da disciplina de Informática:

 

Bibliografia recomendada:

Sérgio Sousa: Domine a 110% Access 97, FCA-Editora de Informática, 1997.

Sérgio Sousa, M.J.Sousa: Microsoft Office 97, FCA-Editora de Informática, 504 pág.1997.

 

Bibliografia adicional:

J. Viescas: Running Microsoft Access 97 (em Português), Microsoft Press, 935 pág., 1997.

Guia Prático Office 97 (inclue Access97), TecniData, McGraw Hill, 1997.
 

    1. O que é uma Base de Dados?

    2. O Sistema de Gestão de Bases de Dados Access

    3. Tabelas

    4. Interrogar a Base de Dados

    5. Distribuindo a Informação por várias Tabelas

    6. Formulários

    7. Relatórios

    8. Programação: Módulos e Procedimentos

    9. Representação de Conhecimento em Forma de Regras

    10. Representação de Consultas ("Queries") em SQL

    11. Uma Aplicação: Requisição de Livros numa Biblioteca

    12. Integração do Access com outras aplicações

    13. Exercícios

    14. Apêndice
     

O que é uma Base de Dados?

É possível dizer de uma forma genérica que qualquer conjunto de dados é uma Base de Dados (BD): uma agenda com as moradas de pessoas conhecidas, uma lista de CDs, um livro, apontamentos tirados nas aulas, os dados guardados nos computadores das Finanças sobre os contribuintes e a World Wide Web. O objectivo de criarmos e mantermos uma BD é a de poder obter e utilizar os dados lá guardados: procurar a morada de uma determinada pessoa, saber o que foi dito nas aulas sobre um tema ou procurar a página WWW do Prémio Nobel da Economia deste ano.

Embora sendo possível usar a definição genérica dada acima, o termo base de dados é aplicado hoje em dia principalmente para fazer referência a bases de dados informáticas, isto é, conjuntos de dados estruturados, manipulados usando um Sistema de Gestão de Bases de Dados (SGBD) ou Database Management System (DBMS). Para permitir ao utilizador atingir os objectivos referidos acima, um SGBD disponibiliza linguagens de:

 

Hoje em dia, cada vez mais SGBD, como o Access, "escondem" essas linguagens por trás de interfaces do utilizador gráfica.

Outras características dos SGBDs são:

 

Alguns exemplos de SGBD de grande porte são ORACLE, Informix, Adabas, SQL Server e DB2. Para PCs temos o MySQL, Dbase, FoxPro e Access. Os primeiros têm mais capacidade e são mais fiáveis do que os últimos. Estes são adequados para uso doméstico, em pequenas empresas ou como forma de aceder a partir de PCs a BDs instaladas em sistemas de grande porte, através de uma aplicação acessível ao utilizador não especialista em informática

    1. Um Pouco de História?

      A utilização comercial de BDs começou nos anos 60. Inicialmente a informação era guardada em ficheiros e a sua consulta e manipulação era muito pouco prática. Para definição de dados eram usados os modelos hierárquico e de rede. No início dos anos 70 surgiram os SGBD relacionais cuja popularidade não tem parado de crescer até hoje. Este sucesso pode ser explicado pela simplicidade do modelo em que assentam, o modelo relacional, que é constituido somente por relações, e pelo surgimento de uma linguagem de manipulação simples e eficiente, o SQL (Structured Query Language).

    2. ?E de Futurologia

      Como já foi dito, a simplicidade do modelo relacional bem como a separação entre a definição e a manipulação dos dados foram factores importantes para o seu sucesso. No entanto, este modelo dificulta a representação de situações complexas e o armazenamento e manipulação de novos formatos de dados como imagens, som e vídeo. Uma resposta adequada a estas questões é dada pelo modelo orientado aos objectos (OO). Este modelo não só é a base dos OODBMS (Object-Oriented Database Management Systems) como está a ser gradualmente incorporado em alguns RDBMS (Relational DBMSs ou SGBDs Relacionais). Esta última solução facilita a migração das BDs existentes para o novo modelo, tornando-se mais atrante para muitas empresas.

      Não só as organizações querem que as suas BDs representem de forma mais exacta o meio em que se inserem como também querem obter delas mais e melhor informação. Já não basta poder conhecer a resposta a perguntas como "Quem comprou que produtos numa determinada data?". Para obter a tão falada vantagem competitiva é preciso poder saber "Qual a segmentação dos clientes que permite maximizar o proveito da publicidade?", por exemplo. Esta maior exigência deu origem à disciplina de Extracção de Conhecimento de Dados (Knowledge Discovery in Databases), mais conhecida como Data Mining, intimamente ligada com outro assunto da moda, o Data Warehousing. O data warehousing surgiu como resposta à necessidade das organizações integrarem os sistemas de informação dos vários departamentos. A informação integrada no data warehouse dá uma perspectiva global da organização e, isoladamente ou complementada com informação obtida com recurso ao data mining, permite uma tomada de decisões mais informada.

    3. Porquê aprender Bases de Dados?
Porque é que alguém que não é (nem pretende ser) profissional de sistemas de informação deverá aprender a usar BDs?
  1. Pelo mesmo motivo pelo qual se devia aprender a usar um computador há 10 anos atrás: a divulgação crescente dos computadores fará com que dentro em breve os SGBDs sejam ferramentas de uso tão comum como são hoje em dia as folhas de cálculo.
  2. Para facilitar a comunicação com os profissionais de sistemas de informação: a criação de sistemas de informação é um processo que envolve pessoas tanto da área de sistemas de informação como da área de acção da organização, sendo a comunicação entre ambos os grupos essenciais para o sucesso do sistema. Ora, os problemas de comunicação fazem com que o sistema criado raramente satisfaça as expectativas do cliente e mesmo algumas vezes seja o motivo do insucesso deste tipo de projectos. Sendo as BDs a infra-estrutura dos sistemas de informação, algum conhecimento destas poderá contribuir para melhorar a qualidade dos sistemas de informação.
 
    1. Objectivos
Depois de completar este módulo, o aluno deverá ser capaz de:  

Para aplicar os conceitos aprendidos será usado o Access da Microsoft. Note-se que se pretende utilizar o Access para apreender conceitos que são aplicáveis noutros SGBDs e não obter um conhecimento profundo da utilização desta aplicação. Isto implica que frequentemente não será descrita a forma óptima de executar algumas tarefas mas antes aquela que melhor poderá ser generalizada para outros SGBDs.

Ao contrário do que acontece com os primeiros, nos 2 items que se seguem é impossível fugir às especificidades do sistema usado:

 
    1. Notação
Os comandos são apresentados como uma lista de nomes de menus separados por vírgulas, formatados de forma diferente do resto do texto. Assim, por exemplo, para abrir uma BD é necessário executar o comando File, Open, que implica abrir o menu File e executar a opção Open.

Nalguns casos, a versão portuguesa de comandos ou outras funcionalidades do Access em inglês são dadas, sendo apresentadas entre parêntesis rectos.

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