| Ligação Entre Rock X Ocultismo Apocalyptica HP |
Índice
- Introdução
- Os Motivos da Associação Frequente entre Rock e Satanismo
- Algumas Bandas e Artistas Acusados de Satanismo
- Correntes "Satânicas" Que Influenciaram o Rock
- Ocultismo em Letras de Rock
- Incitações ao Suicídio em Letras de Rock
- Crimes e Suicídios Relacionados ao Rock
- Outros Fatos Relacionados a Ocultismo no Rock
HÁ UMA CONEXÃO ENTRE ROCK(*) E VODU OU PAGANISMO AFRICANO?
Desde suas raízes o rock sempre foi associado de uma forma ou de outra ao ocultismo. Mesmo quando não associado diretamente a adoração ao demônio o rock tem sido frequentemente acusado de incitar a rebeldia e despertar sentimentos violentos nos jovens.
O assunto desta página não é satanismo e não pense encontrar aqui nada além de meras curiosidades. As fontes de parte do material aqui contido são livros evangélicos norte-americanos de acusação ao rock.
Não serão muito abordados neste texto bandas declaramente satânicas ou bandas que abordam constantemente o tema. O assunto aqui é ocultismo, satanismo, religião, etc de bandas que não são normalmente consideradas deste tipo. Também não serão na maioria dos casos abordadas bandas obscuras.
Mais uma vez informo que o conteúdo desta página deve ser considerado apenas como curiosidades.
Os Motivos da Associação Frequente entre Rock e Satanismo
Quais seriam as
razões das frequentes acusações sobre a ligação
entre rock e adoração ao demônio?
a) O rock de uma maneira geral prega a rebeldia contra os costumes vigentes e ataca o sistema vigente, incluindo a religião vigente. Esta anti-religião facilmente é confundida com uma religião anti-cristã.
b) O rock prega o hedonismo, o que é contrário à pregação das igrejas cristãs e frequentemente associado a satanismo. Na realidade o hedonismo, o gozo máximo dos prazeres terrenos (drogas, sexo) é realmente um dos princípios da maior parte das seitas satanistas.
c) O rock prega o individualismo, a vontade própria acima da vontade da maioria. Este é um outro ponto fundamental das seitas satanistas, sendo inclusive o resumo do pensamento do "satanista" inglês Aleister Crowley: "Faz o que tu queres, há de ser tudo da lei". Isso será melhor abordado adiante.
Devido fundamentalmente a estas três características o rock foi a início taxado de demoníaco. Com as acusações já existentes algumas bandas resolveram levar a polêmica adiante, propositalmente ou não. O maior motivo das acusações de satanismo nas duas últimas décadas se deve ao fato de muitos rock-stars terem adotado abertamente uma atitude (ou ao menos uma aparência) demoníaca, (como Kiss, Ozzy Osbourne, Alice Cooper, Wasp, etc) enquanto outros abordam com certa frequência o tema do oculto (Rolling Stones, Iron Maiden, Black Sabbath, AC/DC, etc)
Algumas Bandas e Artistas Acusados de Satanismo
Roberth Johnson - Artista de blues da década de 30 que influenciou direta ou indiretamente todo o cenário do rock. Roberth Johnson dizia ter feito um pacto com o demônio em troca de sua musicalidade e do sucesso, tendo abordado este tema em suas músicas. O filme Crossroads (A Encruzilhada, com Ralph Machio, o garoto de Karate Kid) aborda superficialmente a história de Roberth Johnson, que morreu envenenado por um marido traído.
Rolling Stones - A primeira banda a abordar o tema satanismo em suas letras com a música Simpathy For The Devil (Simpatia pelo Demônio) e o disco entitulado Their Satanics Majesties Request (Serviço de Sua Majestade Satânica). Além disso em diversos discos colocaram referências a satanismo ou vodoo, como nos álbuns Goats Head Soup (gravuras do encarte) e no álbum Voodo Lounge.
Beatles - Em seus últimos discos abordaram religiões orientais com frequência além de terem abusado do experimentalismo com drogas. John Lennon foi um estudioso do bruxo inglês Aleister Crowley. Crowley é uma das figuras presentes na capa do álbum Sgt Peppers.
Black Sabbath - A primeira banda a adotar abertamente uma temática e visual satânicos. O nome Black Sabbath é uma referência a encontros de feiticeiras. Seus álbuns são algumas vezes adornados com cruzes e demônios. Além disso muitas letras falam de Satan, como NIB e War Pigs.
Ozzy Osbourne - Ex-vocalista do Black Sabbath. Embora não tenha abordado profundamente em suas letras a temática satanista, desenvolveu um visual demoníaco, com maquiagem pesada e mesmo lentes de contato vermelha. A música Suicide Solution foi acusada de gerar suicidios de jovens.
Led Zeppelin - Com certeza a banda mais acusada de ter temas satanistas escondidos em suas letras gravados de tras para frente. O certo é que o guitarrista Jimmy Page foi um profundo estudioso do bruxo inglês Aleister Crowley, chegando a comprar a mansão deste. A morte do baterista John Bonhan e frequentes acidentes envolvendo os membros restantes são considerados por muitos provas definitivas do pacto feito entre a banda e o demônio.
Alice Cooper - O codnome do vocalista (e da banda) segundo ele próprio foi sugerido em uma mesa de ouija (algo semelhante ao "jogo do copo") por um espírito. O visual com maquiagem viria a ser copiado exaustivamente.
Eagles - Embora não tenham absolutamente nenhuma aparência ou temática satânica em sua letras, um ex-produtor acusou a banda de ligações com a organização conhecida como Igreja de Satan. Logo mais descobriu-se que a música Hotel California possuia mensagens satânicas gravadas ao inverso e que tratava na realidade sobre a sede da Igreja de Satan no estado da Califórnia, que havia sido anteriormente um hotel.
Doors - O vocalista Jim Morrison se casou em um ritual pagão com uma bruxa. Além disto Jim Morrison dizia trazer dentro de si o espírito de um feiticeiro índio, um "shaman".
Iron Maiden - Após terem lançado o disco The Number of The Beast (o número da besta) passaram a ser frequentemente taxados de satanistas embora raramente abordem o tema. A mascote Eddie (um simpático morto vivo) das capas dos discos é frequentemente associada a um demônio.
Kiss - Embora não costume abordar temas satânicos em suas letras o visual carregado e truques de palco do baixista Gene Simons (que se veste e se maquia como um vampiro, vomita sangue e cospe fogo) levou parte da opinião pública a taxar a banda de satanistas. O nome Kiss (beijo) chegou a ser interpretado como sigla para Kids In Sata's Service (Crianças a Serviço de Satan) ou Knights In Satan's Service (Cavaleiros a Serviço de Satan).
AC/DC - Com o álbum Highway To Hell (Auto Estrada para o Inferno) e músicas como Hell's Bells (Sinos do Inferno) foi prontamente taxada de satanista. A situação piorou quando um conhecido assassino serial psicopata conhecido como "Night Stalker" (Rastejador Noturno) afirmou matar influenciado pelas letras da banda.
Mercyful Fate - banda Dinamarquesa de grande influência e cuja marca principal é o visual satânico do vocalista King Diamond (que mais tarde seguiu carreira solo). King Diamond afirmava dormir em um caixão e ser capaz de falar de trás para frente e imprensa acreditava. A banda usava (e usa) na decoração de seu palco restos humanos (ossos) reais, o que não constitui crime na Dinamarca.
Correntes "Satânicas" Que Influenciaram o Rock
Aleister Crowley
Aleister Crowley foi um filósofo Inglês do século 19, considerado por muitos um bruxo e satanista. Seu pensamento e pregação se resumiam basicamente no conteúdo da obra chamada Livro da Lei e na doutrina conhecida por Thelema (palavra grega que significa vontade) e que pode ser resumida em "Faz o que quiseres que tudo deve ser da lei. Todo homem é um indivíduo único e tem direito a viver como quiser".
Os princípios hedonistas de Crowley, com a pregação do aproveitamento dos prazeres terrenos, incluindo sexo e drogas, foram base para todas as doutrinas satanistas que se seguiram, embora Crowley não tenha de maneira clara em sua obra se declarado satanista, sendo mais apenas um anti-cristão, tendo tomado para si próprio a denominação de "Número 666".
Por ser uma figura controversa Aleister Crowley despertou muito interesse entre artista de rock.
É Aleister Crowley o sujeito da música Mr Crowley de Ozzy Osbourne.
O disco Seventh Son Of a Seventh Son do Iron Maiden possui várias citações a trechos da obra de Aleister Crowley.
Um dos mais famosos estudiosos da obra de Crowley foi Jimmy Page, Guitarrista do Led Zeppelin. Além de adquirir manuscritos e objetos pessoais de Crowley Page chegou a comprar a mansão do bruxo às margens do Lago Ness onde Crowley teoricamente faria seus rituais.
Aleister Crowley aparece entre os personagens da capa do disco Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band dos Beatles.
No rock do Brasil a
maior personalidade ligada ao pensamento de Crowley foi Raul Seixas. A música
Sociedade Alternativa, entre outras, são exemplos disto. Ao final de
Sociedade Alternativa Raul Seixas grita para o público: "O Número 666
chama-se Aleister Crowley. A lei de Thelema... esta é a nossa lei e a alegria
do mundo. Faz o que tu queres, há de ser tudo da lei. Todo homem e toda
mulher é uma estrela." Tratam-se de trechos da obra de Crowley.
Ouça os trechos da música
Sociedade
Alternativa (em MP3).
H. P. Lovecraft
Howard Philips Lovecraft foi um escrito de ficção nascido em 1890 e morto em 1937. É considerado um dos pais da ficção e do terror modernos na literatura.
Lovecraft costumava fazer parecer em seus livros que os demônios e rituais citados eram reais, inclusive citando como fontes de seus conhecimentos a mitologia grega, egípcia, árabe e assíria embora tudo não passasse de ficção. Costumava citar frequentemente em seus contos demônios como Cthulhu e Shub-Nigurath além de abordar os rituais de invocação que haveriam escritos em um livro chamado Necronomicon (Livro dos Mortos).
O livro dos mortos nunca existiu, porém Lovecraft o tratava de forma tão detalhada em seus livros que chegaram a se criar seitas de estudo do Necronomicon e várias versões foram forjadas deste livro. O Necronomicon é o livro tema da série de filmes A Morte do Demônio (Uma Noite Alucinante) em que um grupo de jovens invoca sem querer forças incontroláveis. É também baseada na obra de Lovecraft a série Re-Animator entre muutos outros filmes e livros.
A influência de Lovecraft entre bandas de rock é apenas literária, mas os demônios e rituais de sua obra costumam ser confundidas com uma religião de verdade, o que leva muitos a considerarem isto satanismo.
A música Call of Cthulhu do Metallica é baseada no livro de mesmo nome de H. P. Lovecraft. Cthulhu é uma criatura (um demônio) que dormiria no fundo dos oceanos, se comunicando com os humanos através de sonhos.
Na capa do disco Live After Death do Iron Maiden é de H. P. Lovecraft a citação escrita na lápide da sepultura de Eddie. "That is not dead which can eternal lie, And with strange aeons even death may die." A tradução aproximada seria "Não está morto o que eternamente jaz inanimado, e em realidades estranhas até a morte pode ser vencida". Obviamente o trecho, que seria uma citação do Necronomicon, trata sobre a vida após a morte.
Igreja de Satan (Church Of Satan) de Antony LaVey
Antony LaVey é considerado o pai do Satanismo moderno sendo o fundador da seita satânica mais espalhada e mais influente em todo o mundo. Os preceitos de sua seita são bastante semelhantes aos preceitos de Crowley, pregando o prazer terreno e o abuso de drogas e sexo como meio de encontrar este prazer. A Church Of Satan tem ainda como característica a finalidade de ridicularizar e denegrir a imagem de Cristo e da igreja católica, mostrando o Deus cristão como causador dos males da humanidade e Satan como um ser misericordioso e compreensivo, uma alternativa ao Deus carrasco cristão.
Uma das bandas mais conhecidas da década de 70, The Eagles, é acusada por grupos evangélicos de ser particpante do movimento Church Of Satan. Os boatos surgiram quando a banda foi denunciada como satanista por um ex-produtor vingativo. O principal hit dos Eagles, Hotel California, recentemente relançado, seria uma referência à sede da Igreja de Satan na Califórnia, cujo prédio anteriormente haveria sido um cinema. Ao ouvir o disco ao contrário segundo afirmavam os evangélicos, surgiam mensagens satânicas.
Na música Simpathy For The Devil dos Rolling Stones o personagem principal é o demônio, cantando em primeira pessoa. Mick Jagger confirmou que o fundador da Igreja de Satan, Antony LaVey, foi o inspirador da canção.
Conjuring (Megadeth): "I am the devil's advocate, a salesman if you will. Come join me in my infernal depths. I've got your soul! Obey!".(Sou o advogado do diabo, um vendedor se você preferir. Venha se juntar a mim nas profundezas do inferno. Sua alma é minha. Obedeça).
The Prince (Metallica): "Angel from below, I wish to sell my soul. Devil, take my soul. With diamonds you repay. I don't care for heaven so don't you loonk for me to cry. And I will burn In hell from the day I die." (Anjo das profundezas, eu quero vender minha alma. Demônio, leve minha alma, com diamantes você paga. Eu não me importo com o paraíso então não espere me ver chorar. E eu vou queimar no inferno a partir do dia em que morrer.)
Burn In Hell (Twisted Sister): "Welcome to the abandoned land. Come on in, child, take my hand. Here there is no work or, only one bill to pay. There's just five words to say as you go down, down, down. You're gonna Burn in hell!" (Bemvindo à terra do abandono. Venha, criança, segure minha mão. Aqui não há trabalho, apenas uma conta a pagar. Há apenas cinco palavras a dizer enquanto você cai. Você vai queimar no inferno.)
Homebound Train (Bon Jovi): "When I was just a boy the devil took my hand. Took me from my home, he made me a man." (Quando eu era apenas um garoto o demônio tomou minha mão, me levo ude casa e me fez um homem.)
Possessed (Suicidal Tendencies): "I'm a prisoner of a demon... It stays with me wherever I go, I can't break away from its hold. This must be my punishment for selling my soul!" (Sou prisioneiro de um demônio, ele fica comigo onde quer que eu vá e não posso fugir de seu domínio. Deve ser minha punição por vender minha alma.)
Incitações ao Suicídio em Letras de Rock
O suicídio é considerado por seitas cristãs e espíritas o maior dos insultos a Deus em virtude de ser a negação da vida. Desta forma são consideradas também provas do envolvimento do rock com satanismo a frequente abordagem do tema suicídio.
Fade To Black (Metallica): "I have lost the will to live, simply nothing more to give. There is nothing more for me, need the end to set me free." (Eu perdi a razão de viver, simplesmente não tenho mais nada a dar, não existe nada mais para mim, preciso do fim para me libertar.).
Uma das músicas mais polêmicas da história do rock foi Suicide Solution, de Ozzy Osbourne. Após algumas pessoas terem acusado ser a música a responsável por alguns suicídios de jovens, o Institute for Bio-Acoustics Research foi contratado por grupos evangélicos para fazer uma avaliação da música e o relatório final apontou mensagens subliminares que não seriam audíveis conscientemente mas capazes de influenciar o inconsciente do ouvinte. A mensagem escondida estaria gravada em rotação alterada e seria "Why try, why try? Get the gun and try! Try it! Shoot! Shoot! Shoot!" seguido de uma risada. (Porque não tentar? Pegue uma arma e atire! Atire!) Além disso haveriam na música frequências sonoras especiais capazes de aumentar a capacidade de influência das mensagens subliminares.
Curiosamente a música Suicide Solution não trata sobre suicídio como pensa a quase totalidade (inclusive os fãs de Ozzy Osbourne). A música trata sobre alcoolismo e foi escrita por Ozzy quando o vocalista do AC/DC, Bon Scott, morreu de coma alcóolico. A palavra "solution" do título é "solução" no sentido de "mistura" e não no sentido de "resposta". A tradução correta seria "mistura suicida" se referindo ao álcôol
Crimes e Suicídios Relacionados ao Rock
Esses fatos foram publicados na imprensa e de uma forma ou de outra aconteceram.
O satanista Richard Ramirez, conhecido como Night Stalker, que aterrorizou a califórnia na década de 80, tendo matado mais de 14 pessoas, se declarou um grande fã do AC/DC.
Os pais do garoto Steve Boucher, que se suicidou com um tiro na cabeça, tentaram processar a banda AC/DC dizendo ser a música Shoot to Thrill a responsável. O garoto se suicidou sentado sobre um poster do AC/DC.
Em fevereiro de 1986 foi encontrado o corpo enforcado do garoto Phillip Morton, enquanto ao fundo o disco The Wall (com as músicas Goodbye Cruel World e Waiting for the Worms) tocava continuamente.
Em San Antonio, Texas, um garoto de 16 anos matou uma tia a punhaladas e contou à polícia que no momento do crime estava hipnotizado pela música do Pink Floyd, não podendo sequer se lembrar do ocorrido.
Em outubro de 1984 John McCollum, de 19 anos, se matou com um tiro na cabeça enquanto ouvia Suicide Solution de Ozzy Osbourne. Ele ainda estava com headphones quando o corpo foi encontrado.
Em dezembro de 1985 dois garotos de 18 anos, Raymond Belknap e James Vance, depois de ouvir Beyond the Realms of Death (Judas Priest), foram ao playground de uma igreja próxima e se suicidaram com tiros de espingarda. Os pais tentaram mover uma ação contra o Judas Priest.
Dennis Bartts, 16 anos, de Center Point, Texas, informou a um amigo que pretendia encontrar Satan, foi ao campo de futebol da escola e se enforcou na trave enquanto ouvia Highway to Hell (AC/DC) em um walkman.
Em 9 de janeiro de 1988 Thomas Sullivan, 14 anos, fã de Ozzy Osbourne, cortou a garganta da mãe e se suicidou em seguida.
Em 12 de abril de 1985, um garoto fanático por heavy metal de 14 anos matou três pessoas. O garoto (que tinha tatuado um grande 666 no peito) informou estar dominado por Eddie (mascote do Iron Maiden) quando cometeu os assassinatos.
Em 1987 foi capturado o assassino serial, ocultista e canibal Gary Heidnik. Em sua casa na Philadelfia os vizinhos escutavam heavy metal durante todo o dia.
Os Beatles e Charles Manson
Um dos casos mais famosos porém de assassinatos ligados ao rock foi a ação do maníaco americano Charles Manson e sua fascinação pela música dos Beatles.
Manson era um fanático religioso que acreditava ser Jesus Cristo encarnado e possuir uma "família", seguidores de suas pregações. Manson acreditava tb que os Beatles eram anjos mandados a Terra por Deus para avisar os homens sobre o terrível apocalipse que se aproximava, e que eles haviam feito isso através do famoso White Album, o Álbum Branco. As canções segundo Charles citavam suicídio (Yer Blues), os próprios sons do Armageddon trazidos pelos "anjos do apocalipse" (Revolution# 9), sugestões de destruição (a versão de Revolution contida no álbum chamada de Revolution# 1 era um take mais lento do famoso single da banda e na frase que fala "But when you talk about destruction... don´t you no that you can count me out..." eis que imediatamente após a última palavra (out) uma voz pronuncia de uma forma bem clara " in"), e, principalmente as guerras raciais figuradas em diversas músicas, "Piggies" seriam os "porcos brancos" e "Black Bird" possivelmente os Panteras Negras. Nota-se no fade-out de "Piggies" sons de metralhadoras, a guerra declarada. E relacionada a isso ainda, talvez a mais grave das alegações de Manson "Helter Skelter", o caos total, as guerras racias, a destruição, a revolução final.
Charles em certa época teve uma música supostamente roubada pelos "Beach Boys", sua canção "Cease to Exit" teria sido utilizada pelo grupo californiano sobre o título de "Never Learn Not to Love" para o álbum 20/20. A fúria de Manson caiu principalmente sobre Terry Melcher (filho de Doris Day) um produtor musical que havia negado um contrato de gravação de suas musicas, incluindo a utilizada pelos Beach Boys, estes fazendo grande sucesso c/ a "versão" de sua canção.
A decisão deste foi completamente irracional. Invadir com sua "família" a ex-residência do produtor. Na loucura de Manson não importava se Melcher não morasse mais lá. A nova moradora era a atriz Sharon Tate na época recém casada com o diretor Roman Polanski. A artista estava com alguns amigos em sua casa. Manson promoveu uma chacina, em uma atitude absurdamente covarde.
A ligação com os Beatles? A familia Manson utilizou o sangue de suas vítimas para escrever nas paredes da casa "Helter Skelter", "Political Piggy" e "Arrise". Helter Skelter e seu significado tomado por Manson, citados antes, seriam o seu propósito, Political Piggy seria a referência as pessoas mortas ali e Arise, uma citação a um trecho da música "Black Bird": "You´re only waiting for this moment to arise", este trecho é repetido várias vezes na música.
Um outro fato ligado a banda e o seu Álbum Branco é que um das assassinos possuia o apelido "Sexy Sadie" outra música do disco dos fabfour. McCartney, Lennon, Harrison e Starr , principalmente os 3 primeiros declararam a insanidade de Charles Manson (já óbvia) e seu completo desconhecimento dos objetivos do clã do citado (tb um fato óbvio).
Na capa de Highway To Hell (AC/DC) além de Angus estar fantasiado de demônio o vocalista Bom Scott usa um colar com um pentagrama (símbolo do satanismo). O pentagrama é também o símbolo da banda Slayer.
O símbolo que representa o guitarrista Jimmy Page (algo semelhante a Zoso) segundo alguns trata-se de um 666 estilizado.
Na revista Smash Hits Jon Bon Jovi declarou: "Eu mataria minha mãe pelo rock and roll... eu venderia minha alma."
Trey Azagthoh, guitarrista do Morbid Angel, se declara um vampiro e nos shows costuma se morder e beber seu próprio sangue. A mania teve início quando ao se cortar ele chupou o próprio sangue para evitar que escorresse e o sujasse inteiro. Terminou gostando.
Em 1992 a banda Iron Maiden foi proibida de tocar no Chile. A Igreja Católica pediu ao governo providências contra a apresentação da banda e foi atendida. Segundo a igreja a música Bring Your Daughter To The Slaughter incitava o assassinato e The Number Of The Beast incitava satanismo e assassinatos.
David Bowie em entrevista à Rolling Stone prestou o seguinte depoimento: "O rock semrpe foi a música do demônio. Eu acredito que o rock and roll seja perigoso. Sinto que estamos brincando com algo mais assustador do que nós mesmos."
Um fã da banda Slayer escreveu na Spin Magazine (Maio de 1989): "Eu odeio seu Deus Jesus Cristo. Satan é meu senhor. Eu sacrifico animais para ele. Meu deus é o Slayer. São nas letras de sua música que acredito."
Ao receber o MTV Awards de 1992 o grupo Red Hot Chili Peppers fez o seguinte agradecimento: "Antes de mais nada queremos agradecer a Satan!"
Angus Young, guitarrista da banda AC/DC em entrevista à Hit parader: "Eu sou apenas um instrumento. Quando subo ao palco alguma coisa me possui e me faz agir."
A música The Temples of Syrinx do álbum 2112 do Rush tem como tema o deus pagão Pã, constantemente associado ao demônio.
Em 1974, durante o lançamento do primeiro disco da gravadora Swan Song, comandada pelos componentes do Led Zeppelin, foi armada uma festa (em uma caverna) com temática de ocultismo que incluia mulheres nuas encenando uma missa negra e garotas vestidas de freiras fazendo strip tease.
A fascinação de Jimmy Page (guitarrista do Led Zeppelin) pelo oculto era tão grande que ele chegou a possuir a maior loja de livros de ocultismo da Europa, chamada The Equinox. Sua curiosidade sobre a obra de Crowley o levou a adquirir, além de milhares de objetos pessoais, livros e manuscrito, a mansão de Crowley, chamada Boleskine, localizada às margens do Lago Ness. Segundo contam as lendas Crowley praticava rituais satanicos na casa. Depois que Jimmy Page comprou a mansão um caseiro se suicidou inexplicavelmente e um outro ficou louco.
Na edição original em vinil do terceiro álbum do Led Zeppelin constava a inscrição "Do what thou wilt" (Faze o que quiseres) que é um dos ensinamentos de Crowley.
O nome da banda Cheap Trick segundo eles próprios foi sugerido em uma mesa de ouija (uma maneira de se comunicar com espíritos semelhante ao "jogo do copo" conhecido no Brasil). Vincent Furnier se tornou Alice Cooper da mesma maneira.
Jim Morrison, líder e vocalista da banda The Doors dizia ter sido possuído por espíritos quando assistiu a um acidente automobilistico que matou diversos índios. Segundo ele um ou dois espíritos de shamans (feiticeiros índios) o possuiram desde então, guiando seu estilo de vida e sua maneira de compor. Em 1970 Morrison se casou com uma feiticeira em um ritual pagão que envolveu invocações de demônios e beber sangue.
Em 1992, a banda de hard rock americana Slaughter foi acusada pela família de duas jovens de ter induzido um jovem de 17 anos (namorado de uma) a mata-las. As duas amigas foram mortas a facadas enquanto, segundo testemunhas, a música Fly To The Angels (que Mark Slaughter havia composto para uma ex-namorada que havia morrido de câncer) tocava repetidamente. Foi depois apurado de que o jovem nao era fã do Slaughter propriamente, mas sim da música em si. A turnê do álbum The Wild Life teve de ser interrompida por algum tempo para que eles respodessem ao processo, no qual foram completamente inocentados.
A Condessa Elisabeth Bathory era filha de nobres Húngaros que sacrificava virgens e tomava banho com sangue para manter sua beleza e juventude eternamente. Tornou-se parte do folclore europeu. Mereceu citações da banda Venon (Countess Bathory), do Cradle Of Filth (The Cruelty And The Beast) e inspirou o nome da banda Bathory.
Tais
negações são absoluta e completa cegueira espiritual. Leonard Seidel, famoso
pianista de concertos e professor que também dá palestras sobre música, tem
pesquisado este tópico e desmascara a mentira do dizer que não há conexão
entre Vodu, paganismo africano, e música Rock(* e Música Popular
Afro-LatinoAmericana):
"Os
incessantes poli-rítmos batidos nos tambores cilíndricos [pelos nativos nas
tribos africanas] são o catalisador do Rhythms-and-Blues, do Rock-and-Roll(*
e Música Popular Afro-LatinoAmericana) ,
e do Metal-Pesado de hoje. É assombroso como as reações que
contemporaneamente vemos em concertos de Rock(*
e Música Popular Afro-LatinoAmericana) são
uma exata cópia do que acontecia nas celebrações de Pinkster [festivais dos
negros em New York] ou em Place Congo [escravos negros dançando em New Orleans]
durante o Período Antebellum[1].
Qualquer análise que negue este fato rouba das igrejas a percepção da
[evidente] conexão do [paganismo] africano com o movimento do Rock(*
e da Música Popular Afro-LatinoAmericana)
do século 20.
"Em Stairway
to Heaven [Escadaria para o Céu], Davin Seay cita Robert Palmer em Rolling
Stone Illustrated History of Rock ‘N’ Roll [A História do Rock 'N' Roll
Ilustrada nos Rolling Stones]:‘Em um sentido muito real, Rock(*
e Música Popular Afro-LatinoAmericana) estava
implícito na música dos primeiros africanos trazidos para aAmérica do Norte (e
América do Sul e Central). E, implícito na música deles, estavam séculos
de acumulação de ritos, de rituais, e de inflamado [e grotesco] paganismo
[culto a ídolos, a animais, e a demônios]. A música destes primeiros escravos
brutalizados e animalizados, arrancados de culturas tão antigas quanto as pirâmides,
aquelas antiqüíssimas cantigas e fortes pisadas [das danças] tribais, não
meramente evocavam os espíritos dos deuses-demônios da floresta: deram-lhes
vida e imortalidade (Davin Seay, Stairway to Heaven, New York: Ballantine
Books, 1986, p. 11).
"Implicações
tais como esta levam a uma investigação mais profunda e a focalizarmos nos
escravos que foram trazidos para as Ilhas do Caribe. Um dos mais significativos
livros publicados até hoje, sobre este assunto, é o estudo feito por Maya
Deren, para a Fundação Guggenheim, em 1953, concernente à história das
origens que os deuses-demônios do Haiti e os seus cultos têm nas tribos
africanas. O livro Divine Horseman -- The Living Gods of Haiti [Cavaleiros
Divinos -- Os Deuses-Demônios do Haiti, Vivos e Atuantes], lida com a
importação dos escravos para as Ilhas Caribenhas ([eles eram vendidos por
tribos caçadoras, geralmente muçulmanas, e eram oriundos] da costa Oeste da África).
Estes escravos foram tomados das mesmas tribos das quais os escravos das Colônias
[precursoras dos Estados Unidos] foram tomados: Senegaleses, Bambaras, Arades,
Congos, Kangas, Fons e Fulas. O primeiro carregamento de escravos para o Haiti
foi em 1510.
"Os
escravos das Colônias TROUXERAM CONSIGO A ADORAÇÃO AOS SEUS DEUSES-DEMÔNIOS,
TROUXERAM AS SUAS DANÇAS E SUAS BATIDAS DE TAMBORES [ênfase adicionada].
Eileen Southern declara: ‘Não há dúvidas que Haiti foi o local central onde
as tradições religiosas africanas... sincretizaram com as crenças e práticas
Católicas para dar a luz o Vaudau (Vodu)2]
... as cerimônias se centralizavam na adoração do deus-serpente Damballa
através do cantar, do dançar, e da possessão por espíritos’ (Eileen
Southern, The Music of Black Americans, New York: W.W. Horton,
1983, p. 139).
"A
ADORAÇÃO DELES ERA BASEADA EM TAMBORES E DANÇAS, e, enquanto adoravam um deus
(isto é, um demônio), a suprema experiência [que buscavam] era ter seus
corpos possuídos por aquele demônio. Os rituais eram grotescamente
sensualistas e sádicos. Uma vez firmemente estabelecida nas Ilhas Caribenhas, a
prática abriu caminho para a costa dos Estados Unidos, principalmente através
da cidade de New Orleans. Historicamente, escravos oriundos de São Domingos
foram trazidos aos Estados Unidos durante a revolução haitiana em 1804, mas
Vodu provavelmente existiu [nos USA] antes disto, porque o estado da Louisiana
tinha importado escravos das Índias Ocidentais em 1716, e a prática foi também
relatada em Missouri, Geórgia e Flórida.
"As
danças de New Orleans tinham nomes honrando aos deuses-demônios Vodus dos
rituais de adoração. O SAMBA [ênfase adicionada] tem seu nome
homenageando o deus-demônio ‘Simbi,’ deus da sedução e da fertilidade [nós
chamaríamos de fornicação]. O CONGADO homenageia, com seu nome, o demônio
africano ‘Congo.’ O nome MAMBO homenageia as sacerdotisas Vodu que ofereciam
sacrifícios aos demônios, durante os rituais.
Sheldon
Rodman, autor de Haiti, the Black Republic, descreve estas danças e as
relaciona com as danças de hoje. É interessante notar que, no álbum de Rock
de 1981, My Life in the Bush of Ghosts [Minha Vida na Mata dos Espíritos],
por Brian Eno e David Byrne, estes enaltecem-invocamos próprios espíritos
africanos do tenebroso passado do Rock). [D.W. Cloud -- Este álbum incorporou
tambores africanos com Rock eletrônico]
"A
MAIS PENETRANTE OBSERVAÇÃO FEITA NO LIVRO DE MAYA DEREN REFERE-SE AOS
BATEDORES DE TAMBORES, AOS RITMOS, E À BATIDA. 'De todos os indivíduos
relacionados à atividade ritual, é o batedor de tambores aquele cujo papel
pareceria quase análogo ao de um virtuoso [o excepcional solista, atração de
uma banda] ... tocar os tambores nos rituais haitianos exige mais treinamento
explícito [aulas] de destreza e requer mais o praticar do que qualquer outra
atividade ritual.'(Maya Deren, Divine Horseman--The Living Gods of Haiti,
New Paltz: McPherson & Co., 1953, p. 233).
"Ela
observa que os dançarinos são forçados a saudar ou encurvar-se aos batedores
de tambores, antes que qualquer outra parte do ritual seja iniciada. É óbvio
que, sem os tambores, o ritual não pode se consubstanciar. Que chocante
paralelo com a moderna banda de Rock(*
e Música Popular Afro-LatinoAmericana) !
O conjunto de baterias está sempre no centro do palco, usualmente elevado por
detrás do cantor líder. Sem o baterista (ou, em muitos casos, sem o ritmista
da guitarra elétrica tipo baixo ou contrabaixo), a banda de Rock(*
e Música Popular Afro-LatinoAmericana) cessaria
de existir.
"Ademais,
a Senhorita Deren escreve que 'é sobre os batedores de tambores que recai a
responsabilidade de integrar os participantes em um coletivo homogêneo. É a
batida dos tambores que funde os cinqüenta ou mais participantes em um único
corpo, fazendo que se movam como um [um só ser], como se todos estes corpos
individuais tivessem se acorrentado ao fluir de um único pulsar – um pulso
que bate ... levando o corpo em uma [pulsante e alucinante ou] lenta [e sensualíssima]
ondulação (como a de uma serpente) e que começa nos ombros, depois [desce]
pela espinha dorsal, sobe pelas pernas e [explode] nos quadris' (Deren, Divine
Horseman, p. 235).
"Esta
descrição é assombrosamente paralela ao que tem lugar em um moderno concerto
de Rock(* e Música Popular
Afro-LatinoAmericana) .
Basta que observemos um vídeo dos participantes para sermos convencidos. As ações
dariam a um observador a impressão de que algum tipo de possessão [demoníaca]
ocorreu. No seu livro, a Senhorita Deren desce a alguns detalhes para descrever
o objeto inanimado do tambor como sendo sagrado, até mesmo ao ponto de
sertratada como vital à sobrevivência e assim vigiada e guardada por uma
guarnição dos participantes[3]
. 'São os tambores e a batida dos tambores que são, em si, o som sagrado' (Deren,
Divine Horseman, pp. 244-246).
"Pearl
Primus, há muito tempo aclamada como uma das maiores experts em dança Vodu,
disse: 'Os batedores dos tambores mantêm terríveis pulsar e batida, os quais
muito facilmente tomam posse das sensibilidades dos adoradores. Observadores
dizem que estes tambores são (por si só)capazes de trazer uma pessoa ao ponto
onde é fácil para a deidade-demoníaca (Loa) ter possessão dos seus corpos
– a pessoa indefesa é açoitada por cada golpe do conjunto de tambores, à
medida que o batedor de tambores começa a 'bater a Loa (deusa-demônio) para
dentro de sua cabeça': a pessoa encolhe-se com cada uma das batidas acentuadas[4]
como se o cassetete do tambor descesse sobre sua própria cabeça; a pessoa
ricocheteia ao redor do local, cegamente se agarrando aos braços estendidos
para apoiá-la'(aula-palestra, Mount Holyoke College, Holyoke, Massachusetts,
Mary E. Wooley Hall, 1953).
"Não
pode ser negado que há um forte relacionamento entre o que temos descoberto no
Vodu haitiano (Candomblé brasileiro)e a sua contraparte na
cidade de New Orleans e outras cidades do sul. TAMBÉM NÃO PODE SER NEGADO QUE
O MODERNO MOVIMENTO DE ROCK AND ROLL(*
e Música Popular Afro-LatinoAmericana) EVOLVEU
PARCIALMENTE DE ALGUMAS DAS DANÇAS ACIMA DESCRITAS, PROGREDINDO ATRAVÉS DE UM
NÚMERO DE ESTÁGIOS: RUMBA DANÇANTE, RHYTHMS-AND-BLUES, ROCK-AND-ROLL, DISCO,
METAL-PESADO E PUNK-ROCK.É óbvio que há outros elementos que compõem a evolução
da música Rock; no entanto, eles não são nosso tema aqui. Concernente a
Disco, a Senhorita Southern diz: 'Os insistentes ritmos pulsantes da música
Disco empurraram as convencionais melodia e harmonia para posições subalternas
... de uma maneira que lembra descrições da recitação de Juba[5]
para acompanhar as danças das plantações do século dezenove' (Eileen
Southern, The Music of Black Americans, New York: Norton and Co., 1983,
p. 507). ...
"Ruth
Tooze e Beatrice Krone, no livro que escreveram, relatam que 'o mesmo instinto
por ritmos pulsantes que é encontrado nas canções dos negros é levado para
como [escolheram e] passaram a usar instrumentos musicais ... banjos nas plantações
e depois na cidade, onde adicionaram o pistão, o clarinete e o trombone. Com
seu inato talento para improvisar, um novo tipo de música instrumental foi
criada – nós o chamamos de Jazz' (Ruth Tooze, Beatrice Krone, Literature
and Music, Englewood Cliffs: Prentice Hall, 1955, p. 105).
"É
irrefutável que música Rock and Roll(*
e Música Popular Afro-LatinoAmericana) deve
algumas [nós diríamos, a maioria] de suas raízes às tribos da África. Cada
análise escrita sobre o assunto reconhece que as raízes do Rock vêm das
profundezas do 'Jazz' e do 'Rhythms-and-Blues.'Por causa do relacionamento entre
a música Negro-Americana e a música Africana, criaram um termo que é
consideravelmente usado hoje, 'Música AfroAmericana' (Literature and Music,
p. 102). Joseph Machlis diz (em seu volumoso trabalho, The Enjoyment of Music
[O Prazer da Música]:): ‘Jazz, numa definição sem teoria e sem
refinamentos, mas que funciona muitíssimo bem, é um idioma musical
Afro-Americano cheio de improvisações. Faz uso de elementos de ritmo + melodia
+ harmonia oriundos da África, e de elementos de melodia + harmonia da tradição
musical européia. A influência do Jazz(e dos idiomas [musicais]
Afro-Americanos que lhe são intimamente associados) tem sido tão insidiosa e
onipresente, que agora a maior parte da nossa música popular é no idioma
musical Afro-Americano, e elementos de Jazz também têm permeado um bocadão da
nossa música de concerto' (Joseph Machlis, The Enjoyment of Music, New
York: W. W. Norton, 1963, p. 597).
"Declarar
que os paganismo e feitiçaria da África, através do Haiti, são as únicas raízes
da música Rock, seria enganar e ser menos que honesto. Um cuidadoso estudo da música
Rock revela-a ser mais complexa que isto; no entanto, NEGAR QUE EXISTE UMA CONEXÃO
AFRICANA COM OS RITMOS DE ROCK(*
e Música Popular Afro-LatinoAmericana) DE
NOSSOS DIAS É SER IGUALMENTE ENGANADOR E DESONESTO. Declarar que um certo ritmo
ou batida é 'mau e nocivo' não pode ser completamente provado. Mas o que é
muitíssimo mais importante é a revelação histórica de que atividade demoníaca
tem sido observada em conexão com rituais onde tambores e batidas rítmicas têm
sido o catalisador. Que esta possibilidade exista já deveria bastar como uma
advertência, às igrejas, de que Satanás pode e irá usar tudo que estiver em
seu poder para fazer com que todos adorem não a Deus mas a ele, para que, no
devido tempo, o Diabo consuma seu mau propósito e receba a glória"
(Leonard J. Seidel, Face the Music: Contemporary Church Music on Trial
[Encare a Música: A Música Cristã Contemporânea no Banco de Réus ,
1988, p. 34-42).
A
conexão entre Rock & Roll(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) e
Vodu (Candomblé brasileiro) tem sido notada mesmo por músicos de
Rock, descrentes. O baterista inglês de sessões de Rock, Rocki (Kwasi
Dzidzornu), que tem gravado com muitos grupos famosos e para músicos tais quais
os Rolling Stones, Spooky Tooth, e Ginger Baker, percebeu que a música de Jimi
Hendrix era similar à música Vodu. Note as seguintes assombrosas declarações
da biografia de Hendrix:
"Ele
[Hendrix] tinha tido uma chance de ver Rocki e alguns outros músicos africanos
no cenário de Londres. Achou um prazer tocar ritmos contra seus poli-rítmos.
Eles gostavam de totalmente saírem [fora de si mesmos] para [entrarem] dentro
de outro tipo de espaço em que [nunca ou] raramente tivessem antes estado ... O
pai de Rocki era um sacerdote de Vodu e era, também, o principal batedor de
tambores em uma aldeia de Gana, África Ocidental. O nome real de Rocki era
Kwasi Dzidzornu. Uma das primeiras coisas que Rocki perguntou a Jimi foi de onde
ele tinha recebido aquele ritmo Vodu. Quando Jimi objetou, Rocki foi em frente,
explicando (em seu inglês tropeçante) que muitas das 'assinaturas rítmicas'
que Jimi tocava na guitarra eram, muito freqüentemente, os mesmos ritmos que
seu pai tocava em cerimônias Vodu. A maneira com que Jimi dançava aos ritmos
que tocava faziam Rocki rememorar os ritmos que seu pai tocava para OXUM [ênfase
adicionada], o deus do trovão e dos raios. A cerimônia é chamada de Vodushi.
Quando criança na aldeia, Rocki entalhava em madeira representantes dos seus
deuses-demônios. Eles também representavam seus ancestrais. Estes eram os
deuses-demônios que eles adoravam. Eles vieram a tomar um bocadão de espaço
na casa de Jimi. Uma vez eles estavam congestionando e Jimi parou e, à
queima-roupa, perguntou a Rocki: 'Você se comunica com este deus-demônio, não
é?" Rocki disse: 'Sim, eu me comunico com este deus-demônio' "
(David Henderson, ‘Scuse Me While I Kiss the Sky [Desculpe-me, Enquanto
Beijo Este Firmamento], pp. 250,251).
Como
temos chamado sua atenção, há proponentes de música "Rock Cristão"
que etiquetam de "racista" o que expusemos [acima]. No entanto, na
biografia de Hendrix (a qual NÃO foi escrita por um crente), vemos que o filho
(descrente) de um real sacerdote do Vodu vê uma conexão entre a música do
estrela do Rock, Jimi Hendrix, e Vodu idólatra. O baterista Rocki, um negro,
seria um racista por fazer tais observações? Estas suas observações não
podem ser convenientemente postas de lado como furioso delírio de um
fundamentalista bíblico!
O
bem-conhecido artista do Rock, Peter Gabriel, não tem dúvidas de que há uma
conexão africana direta, com o Rock & Roll(* e Música Popular
Afro-LatinoAmericana) :
"Há
coisas, como o ritmo de Bo Diddley, que, batida-por-batida, tenho ouvido em padrões
Congoleses. Parte do que nós [americanos] consideramos ser a herança do Rock
and Roll que criamos, originou-se na África. Ponto final"(Peter Gabriel,
citado por Timothy White, em Rock Lives, p. 720).
Little Richard, um dos pais da música Rock, também tem testificado desta conexão:
"Minha
verdadeira crença a respeito de Rock 'n' Roll(*
e Música Popular Afro-LatinoAmericana) –
e tem havido um bocado de frases atribuídas a mim ao longo dos anos – é
esta: CREIO HOJE QUE ESTE TIPO DE MUSICA É DEMONÍACA. ... UMA PORÇÃO DE
TIPOS DE BATIDAS NA MÚSICA TÊM SIDO TOMADAS DO VODU(Candomblé
brasileiro), ISTO É, DOS TAMBORES DO VODU. Se você estudar música em
ritmos, como eu o tenho feito, verá que isto é verdade ... CREIO QUE ESTE TIPO
DE MÚSICA ESTÁ EMPURRANDO AS PESSOAS PARA LONGE DE CRISTO.É CONTAGIOSO[6]"
(Little Richard, citado por Charles White, The Life and Times of Little
Richard, p. 197).
Suponho
que seria fácil um proponente de música Rock Cristão desconsiderar o
testemunho de Little Richard, talvez por causa da sua estranha personalidade e
do seu relacionamento com o cristianismo parecer ser do tipo "hoje aceso,
amanhã apagado". Mas responda-me isto: os defensores do Rock Cristão
sabem mais do caráter do Rock and Roll do que um homem como Little Richard, que
foi um dos seus criadores?
Os
Rolling Stones e outros grupos de Rock & Roll têm gravado cerimônias de
tambores ocultistas (tribais e do Vodu) e incorporaram [elementos das mesmas]
dentro das suas músicas Rock. Em 1981, por exemplo, Brian Eno e David Byrne
gravaram My Life in the Bush of Ghosts [Minha
Vida na Mata dos Espíritos].
Música
não é neutra. Há música que encoraja a atividade demoníaca, e há música
que encoraja a atividade do Espírito Santo. Há música que ministra ao lado
carnal do homem, e há música que ministra ao lado espiritual do homem. Música
Rock(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) sempre tem sido
associada com o carnal e o demoníaco. Rock(* e Música Popular
Afro-LatinoAmericana) não tem nenhum lugar legítimo na vida e
ministérios cristãos.
"Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.Ou provocaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele? (1Cor 10:21-22).