ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA DO ESPÍRITO SANTO
Vitória, E.Santo

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A  APFES  é um  fórum permanente de discussão para o desenvolvimento e aperfeiçoamento dos professor de filosofia e, assim, contribuir para a formação de uma consciência crítica e cidadã junto à comunidade escolar.

 

Atenção! V Encontro certificados de participação -  Departamento de Filosofia  UFES

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   Editorial

 

V Encontro de Professores de Filosofia do E. Santo

pelo Dr. Marcelo Barreira

Prof. Ensino de Filosofia - UFES

 

        Vitória,  09 de outubro de 2006

Olá todos!

                   

O V Encontro da Associação de Professores de Filosofia do Espírito Santo foi ocasião de se discutir sobre o ensino da filosofia, mas, principalmente, a meu ver, foi uma oportunidade privilegiada para que muitos colegas capixabas celebrassem e renovassem o ânimo para enfrentarem o compromisso diário da docência de filosofia.

 

          Ao longo deste ano, o Projeto de Extensão “Formação de Professores” teceu essa celebração por meio de uma série de reuniões com poucos e valorosos combatentes. Apesar dos obstáculos, conseguimos chegar à recompensa e satisfação em produzir um encontro pleno de vida, história e reflexão. Cabe registrar, por sinal, que o segredo do sucesso desse evento foi sua construção em mutirão: presencialmente ou por e-mail, as sugestões e os encaminhamentos aconteciam sempre a partir de uma participação coletiva.

 

          Pensamos o encontro numa certa lógica. De início, quisemos conhecer a leitura governamental acerca do papel da filosofia no processo educacional. Aceitaram o convite e contribuíram com o debate, as secretárias municipais de educação da Prefeitura de Cariacica e de Vitória, além do diretor jurídico do SINDIUPES (cabe ressaltar a eloqüente ausência da SEDU...). Logo depois, houve uma resgate da luta pela implementação da filosofia no ensino médio; assim, fizemos importante memória do caminho percorrido pelo Departamento de Filosofia da UFES (e desde antes, de quando havia apenas professores de filosofia) em seu histórico compromisso com essa causa. Luta representada, num segundo momento, pelo Prof. Anacleto Silva, homenageado pelo Departamento, por ex-alunos e por todos que lá compareceram, notadamente sua esposa e filhos.

 

          Na tarde de sábado, os colegas do Núcleo de Estudos Filosóficos da Infância da UERJ, capitaneados pelo Prof. Walter Kohan, proporcionaram-nos, a partir do pensamento de Michel Foucault, uma provocante reflexão sobre o campo semântico da temática central do encontro: crítica, cidadania e democracia; corporeidade e subjetividade; disciplina, conteúdo programático e avaliação escolar. Debate que culminou na concretude de três oficinas em que tal reflexão se fez experiência ou, talvez, em que a experiência de cada um se tornou pensamento...

         

          No dia seguinte, professores de filosofia das redes públicas (federal, estadual e municipal de Cariacica) e particulares (Vitória e São Mateus) protagonizaram uma conversa com os demais participantes a respeito da realidade institucional do ensino de filosofia, conversa entremeada com esperanças e frustrações. Marcantes, ainda, nesse dia foram a presença das professoras e crianças de São Mateus, que mostraram o valor pedagógico e humano da formação filosófica!

         

          O encontro mostrou a relevância de se partilhar a visibilidade institucional da filosofia no espaço escolar. Sua presença instituída e disciplinar não pode prescindir de sua presença instituinte, produzida em fóruns como esse, do encontro, em que os atores sociais de sua efetiva implementação possam repensá-la e ressignificá-la ante as exigências e demandas por uma atitude educacional significante, ou seja, por uma atitude crítica dos diversos pressupostos (filosóficos) aceitos, porém, tacitamente em nossa sociedade, em que pese a pretensão de “politicamente corretos”.

         

          Não haverá políticas públicas consistentes para o ensino de filosofia sem um movimento em sua defesa e sem uma constante problematização de sua práxis. Com humildade, apresentamos o processo de realização do V Encontro, achamos que, tanto em sua estrutura, com a exigência de articulação entre teoria e prática, quanto em sua metodologia, pela participação democrática, ele se tornou um locus de elaboração filosófica sobre o ensino de filosofia.

 

          Enfim, a APFES e seu V Encontro são fruto de todos nós. Sem ambos, há o risco de o instituído se sobrepor e, com o peso da burocracia escolar, termos dificuldade de respirar e de percorrer caminhos novos de experiência e pensamento sobre o ensino de filosofia.

 

          Não deixemos estes espaços acabarem. Precisamos de sua ajuda. Junte-se a nós em defesa do ensino da filosofia! 

 

 


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