PEIXES CUJA PESCA É PROIBIDA DURANTE A PIRACEMA 2004/2005
É é á ã ú ó à í â ê
Piracanjuba - Brycon orbignyanus
A Piracanjuba é um peixe nativo da Bacia Hidrográfica do Rio Prata.

Alcança até 1 m de comprimento e peso de até 5 kg.

Espécie herbívora, se alimenta de frutas, flores, sementes e folhas, sendo afetada diretamente pela diminuição da vegetação ciliar (matas ciliares).
Causas da redução drástica da população de Bracanjuvas em nossa região:
construção de um grande número de barragens hidrelétricas, que impedem sua migração reprodutiva,

desmatamento ciliar que reduz a disponibilidade da sua alimentação natural,

perda da qualidade da água dos rios e córregos, devido ao assoreamento, ao despejo de esgotos não-tratados, à poluição industrial e à poluição causada pelas lavouras (agrotóxicos),

pesca predatória (quantidade de peixe pescado maior que a quantidade permitida, tamanho inferior ao tamanho permitido, uso de rede "lambarizeira", uso de rede "feiticeira", etc) . 
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Surubim - Pseudoplatystoma fasciatum
Atinge comprimento de 1,25 a 1,30 metros e peso de até 30 kg.
Peixe carnívoro e predador. Também conhecido como "surubim tigrado".
Nativo da Bacia Hidrográfica do Rio Paraná, de onde está desaparecendo principalmente pela pressão de pesca predatória.
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Surubim - Pseudoplatystoma coruscans
Também chamado de "Surubim Pintado" ou simplesmente "Pintado". Peixe carnívoro, predador de outros peixes, insetos, anfíbios, etc.

Pode atingir até 1,70 m de comprimento e peso de até 50 kg. Porém, não têm sido encontrados exemplares deste porte, principalmente devido à grande pressão exercida sobre a espécie pela pesca predatória.
Um estudo comparativo realizado na cidade argentina de Paraná aponta que na temporada de pesca de 1976/1977 a média de peso dos surubins retirados da água pelos pescadores era de 13-14 kg. Já em 2002/2003, a média não ultrapassava os 0,4 kg (400 gramas).
Além da pesca predatória, a diminuição na população de surubins tem sido determinada:
pelo aumento na construção de barragens de hidrelétricas ao longo dos rios da Bacia Hidrográfica do Rio Paraná, o que impede que os surubins alcancem as cabeceiras dos rios e possam se reproduzir.

pela diminuição e/ou retirada da mata ciliar, diminuindo a reprodução dos animais que fazem parte da alimentação dos surubins (outros peixes, sapos e rãs, insetos, moluscos, etc).

pelo assoreamento dos rios através da deposição da terra perdida por erosão.

pelo despejo de esgoto não tratado direto nos cursos d'água, pois aumenta a quantidade de matéria orgânica da água, fazendo com que se esgote o oxigênio nela misturado e matando os peixes "sufocados".

pelo despejo de resíduos industriais, envenenando as águas.

pela sucção dos indivíduos de pequeno porte através das bombas de irrigação das lavouras, quando estas não têm instalada a tela protetora.

pelo envenenamento da água dos rios, riachos e sangas, com os agrotóxicos aplicados nas lavouras.
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