Transgénico- Trangénicos y fracaso del Modelo Agropecuario
Publicación del GRR -Setiembre 2001- (8).- Estado en Construcción -
Grupo de Reflexión Rural - Abril 2003 II.-
O que são os cultivos trangênicos? Denominam-se organismos
trangênicos, e nesse caso, cultivos, a organismos biológicos obtidos
por meio de engenharia genética, nos quais se tem agregado a um
organismo que se deseja modificar, um ou vários genes provenientes
de espécies não aparentadas e que conferem ao receptor alguma nova
particularidade. No caso da soja RR se tem agregado genes que lhe
conferem resistência ao herbicida Round-up. No caso do Milho Bt e
Algodão Bt os genes agregados conferem aos cultivos resistência ao
ataque de insetos. Os cultivos trangênicos foram autorizados a sair
do laboratório para a produção nos EE.UU. pelo presidente Reagan, em
sua política de abertura total da economia norte-americana às
grandes corporações, a despeito da oposição dos organismos
estadonidenses de controle abmbiental, que ainda hoje consideram
perigosos os cultivos trangênicos. Só os EE.UU, Canadá, Argentina e
agora o Brasil, permitem os cultivos trangênicos. A China que os
autorizava os restringiu para alimentar o gado. A Europa proíbe seu
cultivo, mesmo quando compra grãos transgênicos para alimentar o
gado. A discussão a respeito dos transgênicos gira em torno de que
os mesmos alteram de forma definitiva os mecanismos de seleção
natural, rompendo barreiras biológicas que a mesma estabeleceu ao
largo de milhões de anos.
Tal é o caso de introduzir genes de um animal em um vegetal, ou de
uma bactéria em um vegetal, etc., ou seja, mecanismos que não se
realizariam normalmente na natureza. Os graves perigos a que estes
organismos podem submeter o ecossistema global não podem ser medidos
nos tempos da avaliação de um cultivo, sequer de um curto período,
pois atuam e afetam processos ecológicos encadeados que podem tardar
décadas ou séculos em manifestar-se, mas que afetam gravemente o
ecossistema. Também se questiona o caráter não preciso da adição de
ADN estranho ao receptor, sendo que, além do caráter a modificar, se
podem alterar outros que não se conhecem até que seus efeitos se
façam presentes. Por último um feito não menos grave, radica em que
a manipulação, investigação, desenvolvimento e comercialização dos
cultivos transgênicos é manejado e controlado por um grupo de
corporações multinacionais que não têm outro objetivo que priorizar
lucros mesmo ao custo da saúde da população mundial ou de destruir o
equilíbrio ecológico. Uma das últimas investigações da empresa
Monsanto produz um milho cujo grão aborta na Segunda geração para
impedir aos agricultores seu livre replantio.
III- As mães do bairro de Ituzaingó em Córdoba, lutam contra a
morte. O bairro de Ituzaingó, nos arredores de Córdoba, é como uma
ferradura rodeada de cultivos de soja, onde, ademais, se agregam
transformadores e linhas de alta tensão da empresa EPEC. De repente
as mães do bairro descobriram que nas casas mais próximas aos
cultivos e suas fumigações e aos transformadores, se produziram 60
casos de câncer - uns 50% acima da média nacional - majoritariamente
em crianças e mulheres, a maioria em Ituzaingó - anexo à zona mais
pobre do bairro. Também se produziram graves afecções da pelo,
alergias respiratórias e graves malformações nos nascimentos.
Após lutar contra a indiferença das autoridades e a repressão dos
produtores, que colocam gente armada para "cuidar" as fumigações e
os protestos dos vizinhos, começaram a ter repercussão em Buenos
Aires e posteriormente em Córdoba, obrigando o governo a atuar. As
análises detectaram graves contaminações nos tanques de água, no
solo e inclusive o ar. EPEC retirou os transformadores com PCB
chorreante. Finalmente o governo colocou vigilância policial 24
horas, porém as empresas produtoras de soja fumigam
exatamente ""quando se produz a troca da guarda ou à noite enquanto
a polícia afirma que não pode atuar "por falta de equipamento e
ordens para violar a propriedade privada
Surpreendentemente os médicos que foram enviados pelo governo ao
bairro e convalidaram as denúncias das mães, foram obrigados a
renunciar a seus trabalhos. O escândalo chegou ao Congresso Nacional
onde se descrobriu que desde a convertibilidade, todo o controle
ambientam está desarticulado e sem possibilidades sérias de ser
efetuado.
Alberto J. Lapolla, Engenheiro Agrônomo Geneticista Ex-docente da
UBA. Membro do Grupo de Reflexão rural. Artigo publicado
originalmente pela revista "Enfoques de Reflexão Rural" em outubro
de 2003
Fonte: www.wwiuma.org.br