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Um dos
últimos assuntos discutidos no primeiro seminário internacional de Gestão
Ambiental Portuária do Brasil, que terminou nesta quinta-feira (11), em Paranaguá,
no Paraná, foi a praga do mexilhão dourado, vinda na
água de lastro dos navios que aportam em Buenos Aires e Montevidéu, e que se
alastrou pelos rios da Prata, Paraguai e Paraná, além do Guaíba, no Rio
Grande do Sul.
A Diretoria de Portos e Costa da Marinha vai reforçar,
a partir de outubro, as normas de controle das águas de lastro. De acordo com
o assessor ambiental da Diretoria de Portos e Costa da Marinha do Brasil,
Gilberto Huet de Bacellar
Sobrinho, a proliferação desse tipo de marisco é violenta e ameaça até as
turbinas de Itaipu. Por isso, dentro de dois meses, os portos brasileiros vão
exigir que os navios troquem as águas de lastro a, no mínimo, 50 milhas da
costa, conforme o novo Regulamento Norman da Diretoria de Portos.
Cerca de 300 representantes de portos da França, Chile, Portugal, Espanha,
Uruguai, Venezuela e Bélgica discutiram, nos últimos três dias, problemas e
indicaram soluções que conciliam o interesse de expansão das áreas dos portos
com a preservação dos ecossistemas. (Lúcia Nórcio/
Agência Brasil)
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