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A rede
de ONGs da Mata Atlântica, que reúne cerca de 300 ONGs, disponibilizou em seu site
um documento para que os internautas contribuam com
a conservação das araucárias.
A idéia do grupo é conseguir o maior número de "assinaturas
virtuais" e enviar uma em e-mail à ministra Marina Silva, pedindo a
criação imediata de oito unidades de conservação.
Durante a Semana da Mata Atlântica, realizada em Campos de Jordão (SP) em
maio deste ano, o Ministério do Meio Ambiente disse que trabalharia para a
criação dessas áreas --cinco no Paraná e três em Santa Catarina. Até o
momento, o projeto não foi colocado em prática.
"Esta demora na criação das UCs [unidades de conservação]
pode significar a entrada num processo sem volta, que culminará na extinção
de fato destas florestas [de araucária]", diz um trecho do texto,
disponível em www.rma.org.br/sos_araucarias/index.html.
"Não queremos que o ministério espere a conclusão dos oito processos
para dar início às mudanças. Elas podem acontecer de maneira gradativa,
conforme os documentos de cada região forem concluídos", afirma Miriam Prochnow, coordenadora-geral da
rede.
O ministério do Meio Ambiente afirma que, até o final do ano, todos as
propostas para a criação das reservas devem ser encaminhadas à Presidência da
República. "É difícil definirmos uma data para a criação das unidades,
pois estamos em um momento de discussão de propostas", diz Maurício Mercadante,
diretor do Programa Nacional de Áreas Protegidas.
A definição das regiões que serão preservadas tem como base um estudo
elaborado por um grupo de trabalho que reúne técnicos do ministério do Meia Ambiente, Ibama, universidades e ONGs. (Juliana Carpanez / Folha
Online)
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