|
Redação
AmbienteBrasil
O bolso de muitos brasileiros sofre na hora de pagar a conta de luz. Some-se
a isso a crise energética ocorrida em 2001, e fica explicado o porquê de
fontes alternativas de energia estarem ganhando espaço, a exemplo da obtida a
partir do sol, pouco difundida no país até um passado recente. A energia solar
é limpa, inesgotável e gera menos gastos para quem opta por ela.
Ela pode ser utilizada de duas maneiras. Um arquiteto, ao projetar um
ambiente que aproveite o máximo de luz, se vale do sol de maneira
passiva. Ativamente, a energia pode ser aproveitada tanto para geração de
energia elétrica – uma alternativa cara e pouco usual – quanto para o
aquecimento hidrosanitário e para pré-aquecimento industrial, por exemplo.
O tipo de aquecedor mais utilizado é o de coletores solares planos, dispostos
no teto de residências e até de hotéis e hospitais. O sistema pode ser
instalado para aquecer inclusive piscinas e representa uma economia de 65 a
70% ao ano em regiões como Curitiba, no Paraná. Segundo Leonardo Cardoso,
engenheiro de aplicação de uma empresa de aquecedores solares, o retorno do
investimento num sistema de aquecimento solar varia em função do tamanho e da
quantidade de coletores utilizados. “Estipulo um período de dois a cinco
anos. É considerado viável, visto que o produto tem vida útil de 25 anos.
Pagar um investimento em um quinto desse tempo é um excelente negócio”,
assegura.
Cardoso explica que existem outros dois tipos de aquecedores movidos com a
energia do sol. “Há o chamado coletor solar parabólico, que, como o nome já
diz, é uma parábola espelhada por dentro, com uma tubulação em seu interior.
Este tipo de aquecedor chega a elevadas temperaturas, como 100 graus
Celsius”, afirma. O engenheiro complementa que estes produtos são mais caros
e possuem aplicação específica para processos industriais.
A indústria nacional de aquecedores solares evoluiu muito nos últimos anos.
De acordo com Cardoso, anteriormente, o produto era visto como artigo de
luxo. Porém, com o passar dos anos, as empresas do setor foram se
fortificando e os preços, diminuindo. Atualmente, o artigo está sendo
utilizado em residências e empresas por todo país e há tecnologias avançadas
na fabricação dos coletores solares.
A energia solar poderia ser uma alternativa interessante para as populações
mais pobres do Brasil. Porém, na opinião de Cardoso, falta incentivo do
governo para a aquisição de aparelhos para a captura dos raios. “Existem
aparelhos passíveis de serem adquiridos por essas pessoas. Além disso, o
consumo de energia para aquecimento da água varia de 70 a 80% do gasto
energético mensal dessas famílias”, diz.
Com o objetivo de disseminar o que há de novo neste segmento do mercado, uma
empresa do ramo – Transen - realizou ontem, em Curitiba, uma palestra para
expor seus produtos e mostrar a vantagem do uso da energia vinda do sol.
|