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O
ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, informou nesta
segunda-feira (5) que a inauguração da Fábrica de Enriquecimento de Urânio em
Resende (RJ), na região do Médio Paraíba, só deverá ser ocorrer em 2006.
Durante a solenidade de posse de Roberto Garcia Esteves na presidência da INB
- Indústria Nucleares Brasileira, o ministro admitiu que a fábrica já deveria
estar em operação. "Imaginávamos que, a esta altura, já estaríamos com
algumas das etapas de enriquecimento do urânio operando e, na verdade, a
fábrica ainda está em fase efetivação de concessão e de testes. A inauguração
vai ficar mesmo para o ano que vem", informou.
Ele destacou, porém, que hoje o Brasil é reconhecido em todo o mundo como um
dos poucos países com capacidade para enriquecer urânio com o percentual
necessário para ser utilizado em usinas de energia nuclear. O país gasta,
atualmente, cerca de US$ 15 milhões por ano na importação de urânio
enriquecido. Até o final deste ano, deverá ser obtida a autorização
definitiva para enriquecer urânio, podendo até, em um prazo de dez anos, vir
a se tornar exportador do produto em sua forma enriquecida, informou Rezende.
O ministro negou que o governo esteja paralisado: "Ao contrário do que
certos órgãos de imprensa dão a entender, o governo está funcionando. O
presidente está viajando muito para inaugurar obras que foram iniciadas e
estão sendo concluídas, e as discussões de temas importantes estão sendo
implementadas", garantiu.
Quatro eixos básicos, acrescentou, terão prioridade
do governo federal: a expansão e a consolidação do Sistema Nacional de
Ciência e Tecnologia, aí incluída a continuação da Fundação de Recursos
Humanos; a recuperação da infra-estrutura das universidades; a modernização
dos institutos tecnológicos, "que também é uma medida da política
industrial"; e a consolidação da política de ciência e tecnologia. (Nielmar de Oliveira/ Agência Brasil)
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