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Mônica
Pinto / AmbienteBrasil
Nestas segunda e terça-feiras,
especialistas reuniram-se no Rio de Janeiro no 1° Workshop Petrobras de Projetos de P&D
de Fixação de Carbono em Biomassa. O evento contempla os objetivos do
Programa Tecnológico de Meio Ambiente – Proamb - da
empresa, criado em 1993.
A Petrobras investiu, desde 2001, R$ 20,5 milhões
em 26 projetos de sequestro de carbono, através de
seu Centro de Pesquisas e em parceria com Universidades Brasileiras. O Workshop
reuniu os projetos em sua fase final, para uma apresentação integrada. Dois
deles - um da Universidade de São Paulo (USP); o outro, da Federal do Paraná
(UFPR), em parceria com a ONG Instituto Ecoplan -
se debruçam sobre sequestro de carbono em florestas
e tiveram um aprofundamento metodológico mais consistente. “A meta agora é
unificar as propostas de ambos”, explica o professor Carlos Sanquetta, da UFPR, antecipando que, em seguida, será
feito o encaminhamento do projeto finalizado conjuntamente ao Comitê
Executivo de MDL da ONU. No evento, Sanquetta
discorreu sobre “Níveis dinâmicos e estabilidade biológica nas taxas de
crescimento de florestas plantadas no sul do Brasil e seu potencial na
geração de créditos de carbono”. “Nossa expectativa é que tenhamos projetos
brasileiros aprovados na área florestal”, diz ele.
Em sua primeira fase, até o final de 1999, o enfoque estratégico do Programa
Tecnológico de Meio Ambiente da Petrobras estava
voltado para o controle de emissões, remediação de
áreas impactadas e tratamento de
resíduos. Nos anos seguintes, de 2000 até 2003, os trabalhos
estiveram focados nas metas do Programa de Excelência na Gestão Ambiental e
Segurança Operacional da Petrobras - Pegaso- , com ênfase no desenvolvimento de tecnologias
para previsão, detecção e controle de emergências ambientais, monitoramento
ambiental costeiro e oceânico, tratamento de resíduos e áreas impactadas, visando a eliminação
do passivo existente.
No ano passado, o Proamb passou a ter como
prioridade a prevenção, alicerçada em princípios de sustentabilidade
e de eco-eficiência nos processos. Dentre os nove projetos sistêmicos
atualmente em curso, com previsão de atividades até 2008, dois deles são
diretamente relacionados à melhoria da qualidade do ar. O primeiro projeto -
Redução da geração e minimização de impactos de emissões atmosféricas -,
inclui tratamentos de fim de tubo, tecnologias de avaliação e prevenção de
impactos. Seu objetivo oficial é “disponibilizar tecnologias para a avaliação
dos impactos atmosféricos de produtos e processos da Petrobras
e para a minimização da emissão de gases formadores do efeito estufa,
contribuindo para a redução das emissões das diferentes áreas de negócio.”
O segundo projeto - Tecnologias e mecanismos para a redução da concentração
de carbono na atmosfera - inclui seqüestro, captura e armazenamento de
carbono, mecanismos de desenvolvimento limpo - MDL -, metodologias para
crédito de carbono e metodologias para avaliação de contribuição para a sustentabilidade. Este visa “disponibilizar rotas
tecnológicas para seqüestro de carbono na Petrobras
considerando o ciclo de vida, a sustentabilidade e
o potencial como créditos no mercado de carbono, bem como a inserção da
Companhia no mercado de carbono”.
A Petrobras é membro do Carbon
Sequestration Leadership Forum, criado em 2003 visando a
cooperação internacional em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias
relacionadas à separação e captura de CO2
diretamente de fontes emissoras e a seu armazenamento em estruturas
geológicas ou mesmo no fundo dos oceanos.
Algumas das mais importantes iniciativas da Petrobras
para a gestão do risco carbono, retiradas do portal da empresa na internet, estão descritas a seguir:
* Aumento do suprimento de gás natural para o mercado. O Plano
Estratégico 2015 prevê um crescimento médio de 14,2% ao ano do mercado de gás
natural no Brasil, no período 2003–2010. O gás natural já constitui o principal
energético utilizado nos processos produtivos da Companhia;
* Redução da queima de gás associado ao petróleo produzido (gas flaring).
Registrou-se uma redução da ordem de 13,6% de 2003 para 2004, com a queima
passando de 4,4 milhões de m3/dia em 2003 para 3,8
milhões de m3/dia no ano seguinte;
* Implementação desde 2001 de esforços de pesquisa e desenvolvimento
relacionados à mudança climática. Foram realizados os seguintes investimentos
em energias menos agressivas ao meio ambiente: R$ 40,4 milhões em 43 projetos
de energia renovável; US$ 6,6 milhões em 29 projetos na área de hidrogênio;
R$ 55,3 milhões em 47 projetos na área de gás natural; R$ 19,3 milhões
investidos em oito projetos de eficiência energética;
* Investimento de aproximadamente R$ 4,92 milhões, desde 2003, em 13
projetos de seqüestro de carbono por fixação de carbono na biomassa, através
do CENPES (Centro de Pesquisas) em parceria com Universidades
brasileiras;
* Participação, através do CENPES, de um projeto multicliente
de captura de CO2, desenvolvido pela Universidade
de Regina no Canadá e em um outro grande projeto multicliente,
no mesmo tema, liderado pela British Petroleum e com a participação das principais empresas de
petróleo e energia, desenvolvido por várias instituições internacionais.
Essas duas participações envolvem investimentos de US$ 2,10 milhões;
* O CENPES está negociando a participação em outro projeto multicliente liderado pelo Institut
Français du Pétrole (IFP) sobre armazenamento de CO2
com investimento da ordem de US$ 450 mil e de um projeto bilateral, também
com o IFP, para o estudo de armazenamento de CO2 em
reservatórios no Recôncavo Baiano.
A Petrobras concluirá ainda, até o segundo semestre
de 2006, o projeto do ônibus movido a hidrogênio, com capacidade para 109
passageiros. O projeto, de R$ 3 milhões, está sendo desenvolvido com a UFRJ,
o Instituto de Tecnologia do Paraná, a Caio-Induscar
e a Eletra, com recursos da Petrobras
e do Ministério da Ciência e Tecnologia. O combustível será produzido pela Petrobras. Há vários outros projetos de pesquisa e
desenvolvimento na área de hidrogênio em andamento: projetos de células a
combustível, produção de hidrogênio a partir de etanol e o projeto do
primeiro posto de abastecimento com hidrogênio da América Latina.
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