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RIO - O
Brasil terá o primeiro pregão de créditos de carbono dentre os países
latino-americanos. No dia 15 de setembro, às 9h, será lançado na Bolsa de Valores
do Rio de Janeiro o Banco de Projetos de Redução de Emissões do mercado
brasileiro de carbono, numa parceria entre o Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Este é o primeiro passo para a instalação do
Mercado Brasileiro de Redução de Emissões, MBRE.
Com o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões, quem se esforça para não
poluir terá a chance de capitalizar esta iniciativa, vendendo o crédito
associado às suas reduções para outros países - governos ou empresas - que
precisem atender sua meta de diminuição de emissão de gases de efeito estufa,
conforme determinou o Protocolo de Quioto.
O evento de lançamento do Banco de Projetos será marcado pela realização do
Seminário 'Futuro e Sustentabilidade: Organizando o
Mercado de Carbono no Brasil', no auditório da BVRJ. A iniciativa dá, também,
continuidade ao projeto da Bolsa de Mercadorias & Futuros de concentrar
na BVRJ os mercados organizados de energia e correlatos.
O Brasil se enquadra na cláusula de Quioto
referente aos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL). Ou seja, a empresa
situada em um país emergente, que não faz parte do rol de países que têm meta
de redução, pode negociar seus créditos de carbono no mercado mundial com
países industrializados que precisam desses créditos para cumprir suas cotas
de reduções. Com essa negociação, além de reduzir as emissões globais dos
gases que causam o efeito estufa, ganha-se mais uma
alternativa rentável para atingir o desenvolvimento sustentável. Com estas
iniciativas, o Brasil passa a constituir uma referência no contexto das
negociações de redução de emissões, em nível mundial. De acordo com projeções
especializadas, o mercado mundial de redução de emissões poderá chegar a US$
13 bilhões em 2007.
O banco de projetos é um sistema eletrônico que acolherá o registro dos
projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, bem como mobilizará
interesses de negócios no mercado ambiental de uma maneira eficiente e
transparente. Neste banco de projetos, os investidores poderão divulgar suas
intenções em adquirir créditos de carbono.
Segundo o Banco Mundial, o Brasil respondeu por 12% do volume total de
projetos MDL negociados no período de janeiro de 2003 a dezembro de 2004. E
13% do volume total negociado entre janeiro de 2004 e abril de 2005. Embora
não existam metas oficiais de aumento da participação brasileira em projetos
MDL, estudo do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência da
República estima que a demanda por créditos de emissões, em 2012, seja de US$
30 bilhões por ano e a futura participação brasileira fique em, no mínimo,
10% deste mercado.
Fonte: JB On Line
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