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Klaus Toepfer, diretor do Pnuma -
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, propôs na terça-feira (6) um
novo pacto mundial para combater as mudanças climáticas e reduzir as emissões
de gases causadores de efeito estufa.
"A mudança climática não é uma ameaça distante, é uma realidade",
disse Toepfer durante a conferência anual do
conselho alemão sobre desenvolvimento sustentável, que reuniu mil especialistas
sobre meio ambiente, também procedentes de Brasil, Rússia, Índia e África do
Sul. "Precisamos de um pacto de crescimento e estabilidade sobre a
seguinte questão: como usamos nossos ativos ambientais?", indagou o
ex-ministro alemão do Meio Ambiente.
Segundo Toepfer, tal pacto poderia prevenir países
de exaurir seus recursos naturais e encorajá-los a, ao contrário, investir em
projetos de desenvolvimento sustentável.
Em entrevista ao jornal "Berliner Zeitung", publicada na terça-feira, ele também alertou
para problemas vividos pelos mercados globais de energia como resultado da
devastação causada pelo furacão Katrina nos Estados
Unidos: "poderão se intensificar rapidamente".
Segundo Toepfer, esta era outra razão pela qual
"precisamos ser menos dependentes de petróleo". Acrescentou
acreditar que o preço do óleo bruto não irá baixar novamente. Ele argumentou
que os produtos derivados de petróleo deveriam ser usados o mínimo possível e
que mais deveria ser feito para preservar os recursos hídricos.
Separadamente, o Pnuma anunciou em sua sede, na
capital queniana Nairóbi, que Toepfer
deixará o cargo em 2006. Toepfer, que se tornou
diretor-executivo da organização em 1998, "informou sua equipe no PNUMA
e membros da comunidade diplomática que deixará o PNUMA logo após o término
de seu segundo mandato, que expira em fevereiro de 2006", disse o
porta-voz Nick Nuttall.
"Ele basicamente sente que é hora de passar a luta ambiental para outras
mãos", acrescentou Nuttall, explicando que o
secretário-geral da ONU, Kofi Annan,
recentemente pediu a Toepfer para ficar mais dois
anos.
O diretor do Pnuma adquiriu uma reputação política
na Alemanha de pioneiro das políticas governamentais pró-ambientais antes de
assumir a direção do Programa. O conselho alemão de desenvolvimento
sustentável foi criado em 2001 pelo chanceler Gerhard Schroeder
que, em discurso, afirmou que o sofrimento causado pelo furacão "nos
tocou a todos profundamente".
Schroeder também instou os países a se voltarem a
formas renováveis de energia para proteger o meio ambiente e manter controle
sobre os preços dos combustíveis. (Folha Online)
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