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As
condições meteorológicas extremas que têm atingido a Europa com secas e
incêndios nos países do sul e chuvas torrenciais nos Alpes e na bacia do Rio Danúbio
são resultado da mudança climática provocada pelo modelo energético escolhido
pelos seres humanos, afirmou nesta sexta-feira (26) a organização ambiental
WWF.
O relatório Mudança climática e fatores meteorológicos na Europa, divulgado
pelo WWF - Fundo Mundial para a Natureza, mostra como a
abundância de desastres que caracterizam os últimos anos no continente se
encaixam nas previsões científicas mais pessimistas sobre as
conseqüências do aquecimento global.
A concentração de dióxido de carbono (CO2) na
atmosfera cresceu 36% em relação à era pré-industrial. No último século, a
temperatura média do planeta aumentou 0,6 grau centígrado; e a da Europa,
0,95 grau.
De acordo com os registros históricos, o aquecimento parece progressivo. Os
dados mostram que os oito anos mais quentes da história da Europa se
concentram nos últimos 15 anos.
O aumento da temperatura é geral, porém, mais forte no sul que no norte do
continente. A variação se traduz em um comportamento ´esquizofrênico´ das
chuvas. Enquanto na Espanha, na Itália e em Portugal as chuvas diminuíram 20%
durante o último século, no norte da Europa aumentaram entre 10% e 40%.
Verão extremo - As projeções científicas citadas pelo WWF indicam que
este contraste é mais extremo no verão, com secas mais severas e maior risco
de incêndios, além da diminuição das colheitas no sul e de chuvas torrenciais
mais freqüentes em direção ao interior do continente.
"Nunca teremos 100% de certeza sobre a relação direta entre estes fatos
e a mudança climática. Mas já há exemplos claros dos cenários que os
meteorologistas previram nos últimos anos", constata o relatório, que
prevê uma deterioração cada vez maior da situação caso as emissões de CO2 não sejam reduzidas.
Para o WWF, a primeira tarefa deve ser a troca do modelo energético e a
substituição dos processos produtivos baseados em combustíveis fósseis -
carvão, petróleo ou gás natural - responsáveis, segundo
seus dados, por 39% destas emissões na União Européia, por fontes "mais
limpas" e tecnologias "mais eficientes". (Estadão Online)
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