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A força
dos furacões vem aumentando nos últimos anos, indica
um estudo feito nos Estados Unidos que analisou ciclones desde que eles
começaram a ser registrados por satélite, há 35 anos.
"Um grande aumento foi visto no número e na proporção dos furacões de
categorias quatro e cinco", afirmam os autores do estudo no site do jornal científico Science.
Os furacões são classificados de acordo com a escala de Saffir-Simpson,
que vai de um a cinco, dependendo da velocidade dos ventos – um furacão que
causa ventos de até 153 km/h está na primeira
categoria enquanto o mais forte na escala pode provocar ventos de até
249km/h.
O trabalho que analisou furacões desde que eles envolveu
pesquisadores da Escola de Ciências da Terra e Atmosfera do Instituto de
Tecnologia de Atlanta, no Estado da Geórgia, e do Centro Nacional de
Investigação Atmosférica de Boulder, no Colorado.
Segundo os cientistas, que entre 1990 e 2004, houve 269 furacões, número
bastante superior aos 171 registrados nos 14 anos anteriores (entre 1975 e
1989).
Aquecimento global
Um dos autores do estudo, Peter Webster, disse que
a intensidade do Katrina – que arrasou a costa do
Golfo do México no fim de agosto – "está de acordo com a tendência"
que eles identificaram.
O trabalho deve acirrar o debate sobre o aquecimento global e a sua
influência no funcionamento do planeta.
Webster disse ser "muito cedo" para
estabelecer uma relação direta entre a ocorrência de furacões como o Katrina e o aquecimento global, mas destacou que existe
uma ligação entre a temperatura das águas e a formação dos ciclones.
"Podemos dizer que o aumento da intensidade é possivelmente resultado do
aumento da temperatura da superfície do mar e acredito que o aumento da
temperatura da superfície do mar é uma manifestação do aquecimento
global".
Ainda de acordo com as conclusões do estudo, o maior aumento ocorreu nos oceanos Pacífico e Índico. Embora menor, o oceano
Atlântico também registrou um aumento na quantidade de furacões.
Fonte: BBC Brasil
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