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A
recusa da Casa Branca em considerar a possibilidade de limitar as emissões de
gases-estufa podem livrar a economia norte-americana de uma preocupação a curto prazo, mas especialistas advertem que o
aquecimento global pode trazer graves prejuízos econômicos de longo prazo.
"Embora haja custos associados à redução de emissões, certamente há
custos associados a não fazer nada", disse
Kevin Forbes, chefe do departamento de economia da
Universidade Católica. "Seria, na minha opinião, burrice não tentar
fazer alguma coisa."
Depois de rejeitar o Protocolo de Kyoto, que visa à
redução dos gases-estufa, e que segundo o presidente dos EUA, George W. Bush iria "arruinar" sua economia, os Estados Unidos
uniram-se no mês passado a Japão, Austrália, China, Índia e Coréia do Sul num
pacto com o objetivo de compartilhar tecnologia, sem estabelecer metas.
A maior economia do mundo também é a maior emissora de dióxido de carbono do
planeta, lançando 5,8 bilhões de toneladas na atmosfera em 2003. A China, em
segundo lugar, emitiu 3,5 bilhões. A Europa Ocidental, em conjunto, produziu
3,9 bilhões de toneladas.
A estimativa é que as emissões norte-americanas continuem aumentando, apesar dos
planos de reduzir a intensidade ou o uso do carbono por unidade de
crescimento econômico.
A Casa Branca quer que os cortes sejam voluntários, e resiste a impor
restrições à emissão de gases como o dióxido de carbono e o óxido nitroso.
"Isso elevaria os custos de energia, desaceleraria a economia e deixaria norte-americanos desempregados", disse Dana Perino, porta-voz da Casa Branca.
Apesar de os especialistas concordarem que é essencial ter nova tecnologia,
muitos refutam o argumento econômico. Os altos custos podem ser um mal
necessário, pois incentivam a inovação.
John Reilly, do Programa Conjunto de Ciência e
Política de Alteração Climática do MIT - Instituto de Tecnologia de
Massachusetts, analisou os efeitos econômicos de várias propostas. Ele
admitiu que os custos vão ser altos, mas afirmou que as soluções devem
incluir válvulas de escape econômicas.
E as soluções podem custar menos do que se imagina, afirmou o especialista.
"Quando se recorre à genialidade do setor privado, eles fazem as coisas
acontecerem", disse Speth.
A gigante química DuPont cortou as emissões em 72
por cento, batendo sua própria meta, de 65 por cento, e o prazo que
estipulara, 2010, ao custo de 55 milhões de dólares.
Tom Jacobs, consultor sênior da DuPont
em questões globais, disse que a empresa considera os cortes inevitáveis e
explorou "oportunidades únicas" para grandes reduções a baixo
custo, embora tenha admitido que as soluções baratas não são ilimitadas. (Reuters/ Terra.com)
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