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Cerca
de 50 milhões de pessoas estão ameaçadas de morrer de fome até 2050 devido às
mudanças no clima e à diminuição das safras, previram cientistas na
segunda-feira (5). Em todo o mundo, por volta de 500 milhões de pessoas
sofrem com a falta de alimentos. Mas o acúmulo de gases do efeito estufa na
atmosfera, provocando o aquecimento do clima, pode tornar o quadro ainda mais
complicado.
"As mudanças climáticas devem agravar os problemas envolvendo as pessoas
ameaçadas pela fome, aumentando o número dessas pessoas em cerca de 50
milhões", disse Martin Parry, do Centro Hadley, da Agência Meteorológica da Grã-Bretanha. "A
maior parte dessas pessoas, cerca de três quartos delas, estará na África."
Parry disse em uma conferência da Associação
Britânica de Ciências que seria necessário reduzir enormemente a emissão de
gases do efeito estufa - cerca de 20 vezes mais que a redução prevista pelo
Protocolo de Kyoto - a fim de evitar o problema. O
protocolo, de 1997, prevê que a emissão desses gases seja, entre 2008 e 2012,
5,2 por cento menor que os níveis registrados em
1990.
Os EUA, o maior poluidor do mundo, recusaram-se a assinar o documento,
afirmando que ele prejudicaria sua economia. O governo norte-americano também
acredita que o pacto é falho por não obrigar os países de economia
ascendente, como a Índia e a China, a cumprir metas de redução.
Um outro cientista que também apresentou suas pesquisas durante a conferência
disse que, apesar de a elevação das temperaturas provocar a quebra de safras,
o aumento da quantidade de gás carbônico na atmosfera incentivaria o
crescimento das plantas.
"Então, se a quantidade de gás carbônico é aumentada, o crescimento das
plantas intensifica-se", disse Steve Long, da Universidade de Illinois
(EUA). Mas, em experiência feitas em campo, Long e
seus colegas descobriram que a melhora no crescimento das plantas provocada
pelo gás carbônico é apenas metade do que se previa e não compensa as perdas
resultantes do aumento na temperatura. (Terra.com)
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