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Europa não está fazendo o suficiente para proteger a vida selvagem e se
preparar para as mudanças econômicas na agricultura e na silvicultura como
resultado das mudanças climáticas, alertaram ambientalistas europeus reunidos
nesta sexta-feira (9).
Os países da União Européia e da Comissão Européia - braço executivo da UE -
devem "se comprometer agora em acertar o que precisam fazer para se
adaptar às mudanças climáticas e minimizar os efeitos danosos", instaram
em um comunicado por escrito.
A Rede Européia de Conselhos Consultivos de Desenvolvimento Sustentável e
Meio Ambiente (EEAC, na sigla em inglês), que fornece aconselhamento
científico aos governos da União Européia, se reuniu em conferência anual no
oeste de Londres.
Os especialistas da EEAC alertaram que as mudanças climáticas levarão a uma
biodiversidade menor e a uma produção decrescente na agricultura e na
silvicultura. O aquecimento global mudará os mercados e levará a mudanças de
regulamentação, particularmente sobre o controle mais estrito do uso da água.
Durante o encontro, a Finlândia foi citada como modelo por ser um dos
primeiros países da UE a redigir uma estratégia para se adaptar às mudanças climáticas.
Nesta região do Ártico, a Finlândia enfrenta o espectro de redução do gelo
marítimo, o descongelamento do solo permanentemente congelado e o aumento de
radiação ultravioleta.
Segundo os especialistas, a vida selvagem e as atividades econômicas como a
agricultura, a produção de energia e a pesca serão afetadas. A estratégia
finlandesa visa a reduzir os efeitos das mudanças climáticas, bem como a
obter os benefícios de uma maior produtividade agrícola e silvícola.
A Grã-Bretanha, que colocou a mudança climática como uma prioridade de sua
presidência no G8 (grupo das sete nações mais ricas
do mundo, além da Rússia), também leva em conta a biodiversidade na
agricultura e na silvicultura, afirmou o ministro britânico do Meio Ambiente,
Elliot Morley. (AFP/ Terra.com)
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