02/12/2004
Contrabando
- a avaliação preliminar aponta que o prroduto apreendido vale em torno de R$
150 mil. O acusado foi preso pela Polícia Rodoviária Federal
Mais de mil pacotes de
agrotóxicos eram transportados dentro de caixão
André Rocha
Daniel Pereira Menezes,
33, foi autuado em flagrante por contrabando ontem pela manhã na Delegacia da
Polícia Federal, em Foz do Iguaçu. Menezes dirigia um veículo Omega, com um
emblema da funerária São Vicente, de Mamborê e, ao passar posto de fiscalização
em Céu Azul, na BR-277, foi abordado por policiais rodoviários federais.
Seria uma abordagem rotineira, ainda mais em se tratando de um carro funerário.
Logo que foi parado para fiscalização, o motorista disse que estava retornando
de Foz do Iguaçu com destino a Mamborê. Ele contou que no caixão, transportava
o corpo de uma mulher, que morreu vítima de um violento acidente.
Todavia, o nervosismo de
Daniel Menezes, até então injustificado, chamou a atenção dos policiais, que
resolveram solicitar o atestado de óbito da vítima, documento que ele deveria
trazer consigo. A partir daí, não tinha mais volta. Menezes tentou explicar o
motivo de estar sem o documento e entrou várias vezes em contradição. Por fim,
os patrulheiros pediram para que ele abrisse a urna funerária.
Diante das circunstâncias
que precederam a abertura do caixão, os policiais praticamente tinham certeza
de que poderia ter qualquer coisa lá dentro, menos um corpo.
O ataúde foi retirado do
veículo e aberto, claro, sob o olhar de alguns curiosos. A resposta dos
policiais foi quase que simultânea. Ao mesmo tempo em que o caixão estava sendo
aberto, o motorista recebia voz de prisão.
Foram encontrados 976
pacotes de herbicida Clorifuron, 110 pacotes de inseticida Imidacloprid e 50
unidades de herbicida Huron. O valor estimado do produto que seria de
fabricação chinesa, é de R$ 150 mil.
Sem outra alternativa,
Daniel Pereira de Menezes contou aos patrulheiros rodoviários que iria receber
R$ 1 mil, para fazer o transporte dos agrotóxicos. A Polícia Federal vai
realizar uma investigação para tentar identificar a pessoa que iria receber o
produto, de uso proibido no Brasil.
Fonte: http://www.jhoje.com.br/031204/policial.asp