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Porto
Alegre - A produção de fontes alternativas de energia será incentivada no Rio
Grande do Sul por um Comitê Gestor dos Arranjos Produtivos de Bioenergia. A idéia é gerar energia a partir de
matéria-prima agrícola, estimulando o cultivo de cana-de-açúcar e de
oleaginosas como canola, colza,
girassol, amendoim, soja, linhaça e mamona. O decreto que institui o AP-Bionergia-RS, apoiado por setores da área tecnológica
pública e privada, foi assinado ontem (12) pelo governador Germano Rigotto.
"A bioenergia é o futuro como fonte
alternativa e vai gerar novas fábricas e empregos", disse o governador gaúcho, que preside o Comitê. Ele explicou
que a partir de 2008, o diesel comercializado no país terá, obrigatoriamente,
2% de biodiesel, percentual que subirá para 5%
cinco anos depois. Para a adição inicial de 2% de biodiesel,
será necessária a oferta de mais 900 mil toneladas/ano
de óleo vegetal, até 2008, e de 2,7 milhões de toneladas/ano,
até 2013.
Segundo Rigotto, antes mesmo do programa nacional
de utilização do biodiesel, o governo gaúcho já
assinava um documento como primeiro passo nessa direção. "Já sabíamos
que esta é uma alternativa importante para fazer frente à redução da oferta
mundial de petróleo", afirmou o governador, referindo-se ao lançamento
do Programa Gaúcho de Biodiesel (Probiodiesel-RS), lançado em 25 de novembro de 2003.
O secretário de Estado de Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, Luis
Roberto Ponte, disse que na próxima semana será formado o corpo técnico do
Comitê. Ele anunciou que Passo Fundo, no norte do estado, estuda a instalação
de uma fábrica de biodiesel de soja. Em Rio Grande
e em Camaquã já existem duas fábricas de produção de
biodiesel de mamona.
Fonte: Agência Brasil
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